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domingo, 28 de novembro de 2010

Chegou o Advento - Início do nosso Ano Litúrgico.


O Ano Litúrgico Calendário Litúrgicoé composto por dois grandes ciclos, Natal e Páscoa, e,dependendo do ano, por um longo período de 33 ou 34 semanas, chamado de Tempo Comum.

Ciclo do Natal
O Ano Litúrgico da Igreja não concide com o ano civil. Ele tem início com o Advento, período de alegre espera, de esperança, de preparação para a chegada de Cristo que vem no Natal e de seu eminente retorno. Após as quatros semanas do Advento, celebramos o mistério da encarnação e do nascimento humano do Verbo divino no Natal. O Verbo se faz carne e vem habitar entre nós.

Na semana seguinte ao Natal celebramos a Epifania, onde Jesus se manifesta às nações como o Filho de Deus.

O ciclo do Natal se encerra com a celebração do Batismo do Senhor, que marca o início da missão de Jesus que culminará com a Páscoa.

A cor litúrgica no primeiro, segundo e quarto domingo do Advento é o roxo, ou o lilás. No terceiro domingo a cor é rosa, para simbolizar a alegria. Nos demais domingos quando se celebra o tempo do Natal a cor usada na liturgia é o branco.

Primeira Parte do Tempo Comum
Após celebrarmos o Batismo do Senhor iniciamos o chamado Tempo Comum que se extende até a terça-feira anterior à Quarta-Feira de Cinzas. É um tempo destinado ao acolhimento da Boa Nova do Reino de Deus anunciado por Jesus.

A cor litúrgica usada no Tempo comum é o verde.

Cíclo da Páscoa
O ciclo da Páscoa começa com a celebração da Quarta-Feira de Cinzas. Iniciamos assim a Quaresma. São quarenta dia nos quais a Igreja nos convida de uma forma especial à prática da caridade, penitência, oração, jejum e, principalmente, conversão. Durante a Quaresma não se canta "aleluias" e evita-se ornamentar as igrejas com flores. Ao final da Quaresma, inicia-se a Semana Santa, que vai desde o Domingo de Ramos, onde celebramos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, anunciando a proximidade da Páscoa até o Domingo de Páscoa. De quinta a sábado celebramos o Tríduo Pascal. A Quinta-Feira Santa é o dia em que recordamos a instuição da Eucaristia. A Sexta-Feira Santa é o único dia do ano em que não se celebra a Eucaristia, mas sim a Paixão e Morte de Jesus. No Sábado Santo é o dia da Vigília Pascal, na qual celebramos a Ressurreição do Senhor. Cinquenta dias após a Páscoa, celebramos o Pentecostes, que assinala o nascimento da Igreja iluminada pela presença vivificadora do Espírito Santo.

A cor litúrgica da Quaresma é roxa. E a do periodo da Páscoa é branca e no Pentecostes é usada a vermelha.

A Conferência Nacional do Bispos do Brasil (CNBB) propõe a cada ano durante o período da Quaresma um período de vivência concreta de gestos de fraternidade em torno de um tema comum. É a chamada Campanha da Fraternidade. Assim a quaresma se reveste de um significado atual dentro de um convite à reflexão e a prática do amor fraterno. Nesse ano, a Campanha da Fraternidade 2003 tem como tema: Fraternidade e as Pessoas Idosas, e como Lema: Dignidade, Vida e Esperança.

Segunda Parte do Tempo Comum
Na segunda-feira após o Domingo de Pentecostes a liturgia da Igreja prossegue o tempo comum que se extende até o sábado anterior ao Primeiro Domingo do Advento (v. Ciclo de Natal).

Como no primeiro período do tempo comum, volta-se a usar o verde nas celebrações litúrgicas.

As leituras das Celebrações
A cada ano, a Igreja propõe diferentes leituras seguindo os evangelhos sinóticos: assim temos o Ano A, centrado em Mateus; O Ano B, centrado em Marcos; e o Ano C, centrado em Lucas, com inserções de João (que também está presente nos outros anos litúrgicos em ocasiões especiais). Este ano, por exemplo é o Ano Litúrgico B. Assim sendo, o Evangelho de Marcos será proclamado na maioria de nossas celebrações litúrgicas.

Na celebração dominical são proclamadas três leituras: uma do Antigo Testamento e duas do Novo Testamento. O Salmo responsorial é a nossa resposta meditativa à primeira leitura. Ele pode ser cantado, recitado, ou apenas o refrão ser cantado e os versos recitados. (Fonte: http://www.jesuitas.org.br/liturgia/ano.htm)

sábado, 22 de maio de 2010

PENTECOSTES - Evangelho de Pentecostes: Como brisa tempestuosa


Temos percorrido as grandes etapas da vida do Senhor no decorrer da liturgia. Domingo passado celebramos a Ascensão do Senhor. Impressiona sobremaneira ver que esta "última Palavra" que Deus envia, seu Filho, seja dita com tanta precariedade. Porque não será este último dizer de Deus uma Palavra contundente e retumbante, mas humilde e livre como todas as suas. Acampou sua Palavra em nossas terras condenadas a tantos extermínios e abriu sua Morada para se unir conosco no Encontro mais estremecedor e decisivo, para estrear a felicidade, a verdadeira humanidade e a dita bem-aventurança de um amor sem preço nem ficção.
Podemos ter acesso ao que Jesus disse em seu aramaico, em seu Oriente Médio, já há tantos anos? Aqui arriscamos tudo. Porque este "tudo" se reduz a saber se aquilo que aconteceu então, é possível voltar a ocorrer hoje, aqui e agora. E Pentecostes é a graça de perpetuar, dia após dia, lugar após lugar, idioma após idioma, a Palavra e a Presença de Jesus.
Assim o prometeu Ele: "Já lhes disse tudo estando entre vós, mas meu Pai vos enviará o Espírito Santo para que vos ensine e recorde tudo o que eu vos disse". Esta foi a promessa cumprida por Jesus. E a história cristã conta que em todo o tempo, em cada canto da terra e em todas as línguas, Jesus se fez presente e audível onde houve um cristão e uma comunidade que permitiu que o Espírito Santo ensinasse e recordasse o que o Pai nos falou e mostrou em Jesus.
O Espírito prometido por Jesus nos faz continuadores daquela maravilha, quando homens, amedrontados e fugitivos poucos dias antes, começam a anunciar a passagem de Deus por suas vidas em cada uma das línguas dos que os escutam. Queira Deus que possamos prolongar tal acontecimento, sendo portadores de outra Presença e porta-vozes de outra Palavra, maior que as nossas, se consentirmos que também em nós o Espírito ensine e recorde Jesus, de maneira que possamos ser testemunhas de seu reino, da bondade e beleza características de uma nova criação, na qual a vida de Deus e a nossa brindarão em taça de bem-aventuranças.
Dom Jesús Sanz Montes
(Fonte: ZENIT)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

QUINTA-FEIRA SANTA MISSA DA UNIDADADE E DOS SANTOS ÓLEOS


Na missa da Unidade os padres renovam suas promessas sacerdotais, e repetem que querem com a graça de Deus continuar senrvindo ao Povo de Deus. Ladeado pelo seu presbitério e de todo o Povo Santo, o Bispo convoca a Igreja à unidade e a continuar firme na missão de Cristo. Logo em seguida dá a benção dos óleos. O óleo de oliva misturado com perfume (bálsamo) é consagrado pelo Bispo para ser usado nas celebrações do Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordenação.
O motivo de se fixar tal celebração na Quinta-feira Santa deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal. São abençoados os seguintes óleos:
Óleo do Crisma - Uma mistura de óleo e bálsamo, significando plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar "o bom perfume de Cristo". É usado no sacramento da Confirmação (Crisma) quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento do sacerdócio, para ungir os "escolhidos" que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. A cor que representa esse óleo é o branco ouro.
Óleo dos Catecúmenos - Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.
Óleo dos Enfermos - É usado no sacramento dos enfermos, conhecido erroneamente como "extrema-unção". Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa.

quinta-feira, 18 de março de 2010

QUARESMA - REFLEXÃO - PARTE 1

Maria Clara Lucchetti Bingemer

Quaresma: Em busca de uma nova ascese

A Quaresma já vai avançada. Daqui a pouco mais de duas semanas terá início a Semana Santa, que culmina com a celebração da Paixão e da Páscoa. Durante este tempo, a Igreja convida os fiéis à penitência e à conversão, enquanto acompanham Jesus de Nazaré em seu caminho para a Paixão.Não se trata de uma prática antiquada e sem sentido para os dias de hoje. Trata-se de um tempo especial de purificação que prepare para viver o grande mistério da morte e ressurreição do Senhor. E neste processo, a ascese é de fundamental importância, embora a palavra esteja em desuso e possa provocar repulsa ou estranhamento.Vivemos em uma cultura movediça e cambiante onde os sentidos são acossados diariamente com estímulos constantes, para nos levar ao consumo desenfreado, à tirania do prazer, à avidez do ter e do possuir, aos quais é muito difícil resistir. Há profissionais talentosos regiamente pagos para descobrir nossas fragilidades e atingi-las.
Esta cultura transtorna nossa interioridade, pois trabalha fundamentalmente em nossos sentidos, provocando sensações às vezes tão intensas, refinadas e contínuas, que podem entrar em nós sem tornar-se percepções conscientes, e muito menos elaboradas com um pensamento próprio. Há, portanto, para cada um de nós, cidadãos da pós-modernidade, um risco constante de viver permanentemente no fluxo contínuo das sensações que chegam aos nossos sentidos.
Essas sensações começam a circular dentro de nós, nos seduzem e passam a formar parte de nosso universo interior. São direcionadas a nossas fomes e sedes naturais, e excitam as fomes e sedes artificiais e fictícias provocadas pelo mercado. Sutilmente ou mesmo grosseiramente, vão se apropriando de nossos sentimentos e de nossas decisões. Esta maneira de viver, submetidos a adicções criadas e mantidas artificialmente, começa a impedir-nos de enfrentar a realidade e seus desafios. Vai gerando em nós alienação, e condutas viciadas e compulsivas. (em breve colocaremos a segunda parte. Fonte:http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/ ).