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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

DIA DE TODOS OS SANTOS

ELES SE DECIDIRAM PELA SANTIDADE. E VOCÊ???

Hoje a Igreja celebra a Festa de Todos os Santos e Santas de Deus.
E a Santidade não é apenas para alguns, mas sim para todos.
E você? Como tem buscado viver a santidade no seu dia a dia???


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

MAIS UM SANTO JESUÍTA

No dia 21 de outubro, foi canonizado em Roma Pe. Jacques Berthieu, jesuíta francês e missionário em Madagascar. Durante o Concílio Vaticano II, em
 1965, o Papa Paulo VI o declarou bem-aventurado. Com Pe. Berthieu, foram canonizados outros seis beatos. A data coincidiu com o “Dia Mundial das Missões” e foi um dos eventos especiais do Ano da Fé e do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização.

Jacques Berthieu nasceu em 27 de novembro de 1838, no centro da França, e seus pais eram agricultores. O desejo de levar o Evangelho a terras distantes e colocar como fundamento da sua vida espiritual os Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola, o levou a solicitar a sua admissão na Companhia de Jesus. Como missionário, assim descreveu sua missão: “Ser missionário é fazer-se tudo a todos, no interior e no exterior. Ocupar-se de tudo, das pessoas, dos animais e das coisas, jamais esquecendo o desejo final de ganhar almas”.

Testemunho disso são os seus esforços para incentivar a educação escolar, a atividade no campo da construção, as obras de irrigação e criação de pomares e a formação agrícola. Ele foi um incansável catequista!

A grande opção de Padre Berthieu foi provocada pela inquietação por uma missão que o levou para outro país, outra língua e outra cultura. Sua união pessoal com Deus, sempre vivida na oração, foi expressa pelo zelo pastoral, ao mesmo tempo amor fraterno para com os fiéis que lhe foram confiados e exigência de conduzi-los a uma maior profundidade de vida cristã; e finalmente pela doação de sua vida, no dia-a-dia, até chegar a uma morte que lhe configurou definitivamente com Cristo.

A intercessão de Jacques Berthieu nos ajude a reconhecer a força da fragilidade, e a sermos fiéis à nossa vocação cristã, com alegria, e a nos entregarmos totalmente às missões que recebermos do Senhor.

sábado, 5 de novembro de 2011

DIA DE TODOS OS SANTOS E BEATOS DA COMPANHIA DE JESUS

Hoje a Companhia de Jesus marca um dia para a memória de todos aqueles que na sua história falam da santidade: relembra “todos os santos da Companhia”.
Este dia surge à imagem do passado “dia de todos os santos” que celebramos esta terça-feira na Igreja. Nesse dia, a memória é sobretudo a daqueles que viveram as suas vidas no dom da santidade e que hoje se encontram junto do Pai, mas cujas histórias passaram despercebidas aos olhos da História. Não tanto Paulo, não tanto Pedro, não tanto Agostinho ou Tomás de Aquino, não tanto Francisco de Assis, Teresa de Ávila ou Domingos de Gusmão. Também, mas sobretudo aqueles que, heróica ou discretamente, fizeram das suas vidas lugar de santidade, lugares de Deus, sem que os seus nomes tenham ficado guardados no cânone dos santos. À luz desse dia, também hoje, mais que Inácio de Loyola, Francisco Xavier, Pedro Fabro, Afonso Rodrigues, João Berchmans, ou Miguel Pró, lembramos aqueles que fizeram parte deste corpo e lhe deram cada dia da sua vida como lugar de santidade, mas cujos nomes se perderam no tempo.
Se a vida daqueles cujos nomes lembramos nos estimulam no testemunho que a sua vida é para nós, estes mesmos e os que hoje celebramos dão-nos, em conjunto, um estímulo maior: são o impulso que nos precede em direcção a uma vida de comunhão com Deus. Quando um homem entra na Companhia de Jesus, entra num corpo em movimento. O movimento desse corpo é gerado na vida de cada jesuíta e a vida daqueles que dão lugar à santidade move o corpo para Deus. A relação é recíproca: digo “fizeram das suas vidas lugar de santidade”, ou “a vida daqueles que dão lugar à santidade”, porque é isso, de fato, o que queremos dizer quando falamos dos santos: a sua vida é lugar do Santo, de Deus; Ele, por sua vez, move o corpo num movimento de vida, de atração a Si, porque vive amorosamente atraído por cada ser humano. Essa reciprocidade e esse movimento é a santidade vivida na vida discreta de tantos homens e mulheres na Igreja.
Quando celebramos a memória de todos os santos da Igreja e em particular na Companhia de Jesus, é esta santidade que celebramos: o Santo e aqueles que lhe deram como casa a sua vida.


"Por que um jovem decide ser sacerdote ou religioso?", você me pergunta. Um jovem faz essa opção por causa de uma experiência pessoal e profunda de Jesus. O consagrado a Deus é alguém que deseja seguir o Senhor Jesus com todo o seu ser, com todas as suas energias, colocando-se como instrumento da libertação que Deus realiza no mundo através da Igreja".
(Padre Ramón de La Cigoña,sj em carta a um jovem)

PALAVRA DE UM JESUÍTA:
“O tema da vocação sacerdotal não pode ser de maior importância para a Igreja, dada a missão do sacerdote. Ao sacerdote confiou Cristo a administração de seus sacramentos, que são em sua Igreja o meio por excelência e o caminho usual da efusão da Graça. (…)
O problema da vocação sacerdotal é um problema cristão em todo o sentido da palavra, que interessa não só a alguns escolhidos, que poderiam estudar a sua vocação, mas que é um problema de todos os cristãos: problema dos pais que queiram dar educação cristã a seus filhos; problema dos jovens que necessitam de um guia em seus anos difíceis, para que os dirija em suas crises de adolescência; problema dos pobres que precisam de um pai que se interesse por suas necessidades; problema dos que aspiram a formar um lar, que necessitarão de um guia para todas a suas consciências, diretores espirituais; problema dos que não tem fé, problema dos que não percebem, mas por isso ainda mais pavoroso, porque necessitam de alguém que, desinteressadamente, lhes estenda a mão; problemas dos enfermos que buscarão em vão quem os alente a entrar serenos na eternidade, e que console seus parentes e amigos. Toda a vida cristã está cheia do sacerdote, e todos teriam que se interessar em que seu número fosse cada vez maior e, sobretudo, a que aumentassem em espírito.” (Padre Alberto Hurtado,sj em conferência para jovens da Ação Católica)



ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES À COMPANHIA DE JESUS



Senhor Jesus, nós te pedimos
que a muitos escolhas e chames,
que a muitos chames e envies,
conforme tua vontade,
para trabalhar pela Igreja
em tua Companhia.
Pouco ainda fazemos
e tanto mais poderíamos fazer
se não fosse nossa fraqueza
e nossa omissão.
Por isso, Senhor Jesus,
fica sempre à frente
na história de nossa vida
e na daqueles que escolheste
para teu serviço,
para que não se deixe de realizar,
por negligência nossa,
a totalidade de teu projeto de amor.
Amém


Para ler a carta do Pe. Ramón SJ na íntegra, é só clicar aqui:
http://www.cpalsj.org/

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

SAO FRANCISCO DE BORJA

Príncipe da Espanha, Francisco nasceu na família dos Bórgia, em português Borja, no dia 28 de outubro de 1510, em Gáudia, Valença. Teve o mérito de redimir completamente a má fama precedente desta família desde a remota e obscura época medieval, notadamente em Roma. Ele era parente distante do papa Alexandre VI e sobrinho do rei católico Fernando II, de Aragão e Castela. Os Bórgias de então já eram muito piedosos e castos, o que lhe garantiu uma educação esmerada, dentro dos princípios cristãos, possibilitando o pleno exercício de sua vocação de vida dedicada somente a Deus.

Mesmo vivendo numa Corte de luxo e de seduções mundanas, Francisco manteve-se sempre firme na busca de diversões sadias e no estudo compenetrado e sério. Na infância, foi pagem da Corte do rei Carlos V, depois seu amigo confidente. Como não gostava dos jogos, ao contrário da maioria dos jovens fidalgos da época, cresceu entre os livros. Mas abominava os fúteis. Preferia os de cultura clássica, principalmente os de assunto religioso. Esta mesma educação ele repassou, mais tarde, pessoalmente aos seus oito filhos.

Tinha dezenove anos quando se casou com Eleonora de Castro e, aos vinte, recebeu o título de marquês. Apesar do acúmulo das atribuições políticas e administrativas, foi um pai dedicado e atencioso, levando sempre a família a freqüentar os sacramentos e a unir-se nas orações diárias.

O mesmo tino bondoso e correto utilizou para cuidar do seu povo, quando se tornou vice-rei da Catalunha. A história mostra que a administração deste príncipe espanhol foi justa, leal e cristã. Os seus súditos e serviçais o consideravam um verdadeiro pai e todos tinham acesso livre ao palácio.

Entretanto, com as sucessivas mortes de seu pai e sua esposa, os quais ele muito amava, decidiu entregar-se, totalmente, ao serviço de Deus. Em 1548, abdicou de todos os títulos, passou a administração ao filho herdeiro, fez votos de pobreza, castidade e obediência e entrou, oficialmente, para a Companhia de Jesus, ordem recém-fundada pelo também santo Inácio de Loyola. Meses depois, o papa quis consagrá-lo cardeal, mas ele pediu para poder recusar. Porém logo foi eleito superior-geral da Companhia.

Nesse cargo, imprimiu as suas principais características de santidade: a humildade, a mortificação e uma grande devoção à eucaristia e à Virgem Maria. Ativo, fundou o primeiro colégio jesuíta em Roma, depois outro em sua terra natal, Gáudia, e mais vinte espalhados por toda a Espanha. Enviou, também, as primeiras missões para a América Latina espanhola. E foi um severo vigilante do carisma original dos jesuítas, impondo a todos a hora de meditação cotidiana.

Morreu em 30 de setembro de 1572. Deixou como legado vários escritos sobre a espiritualidade, além do exemplo de sua santidade. Beatificado em 1624, são Francisco Bórgia foi elevado aos altares da Igreja em 1671. Foi assim, por meio dele, que o nome da família Bórgia se destacou com uma glória nunca antes presumida.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Dia de São Luis Gonzaga, um Santo Jesuíta!!!

Nasceu em 1568 na Itália
renunciou o principado em favor de seu irmão
e entrou foi ser JESUÍTA.
servindo aos doentes, ficou enfermo
e faleceu no ano de 1591.

Um Santo que fez, desde cedo, a vontade de Deus.

ö Deus, fonte dos dons celestes, reunistes no jovem Luis Gonzaga a prática da penitência e a admirável pureza de vida. Concedei-nos, por seus méritos e preces, imitá-lo na penitência, se não o seguimos na inocência. por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.


Oração a São Luis Gonzaga.

São Luiz Gonzaga que vivestes a vossa juventude, buscando agradar a Deus e ao próximo, através de uma vida de castidade e pureza de coração, olhai para a nossa juventude e conservai nela os sentimentos de nobreza de alma, que sempre animaram a vossa vida.

Que os jovens sempre encontrem o caminho da verdade e do bem, seguindo os apelos de Deus, vivendo com alegria e entrega de sua vocação.

Sejai sempre para eles, o modelo de seguidor de Cristo, no amor total e exclusivo, em favor de Seu Reino. Por Cristo Senhor Nosso. Amém.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Catequese do Papa sobre o JESUÍTA São Pedro Canísio - Santo e Doutor da Igreja.




Catequese do Papa: sábia mansidão de São Pedro Canísio
Intervenção na audiência geral de hoje
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos, a seguir, a catequese dirigida pelo Papa aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Sala Paulo VI para a audiência geral.

Queridos irmãos e irmãs:


Hoje eu gostaria de falar de Pedro Kanis - Canísio, sob a forma latina de seu nome -, uma figura importante na Igreja Católica do século XVI. Ele nasceu em 8 de maio de 1521, em Nijmegen, Holanda. Seu pai era o prefeito da cidade. Enquanto estudava na Universidade de Colônia, visitou os monges cartuxos de Santa Bárbara, um centro propulsor da vida católica, e outros homens piedosos que cultivavam a espiritualidade chamada devotio moderna. Entrou na Companhia de Jesus a 8 de maio de 1543, em Mainz (Renânia-Palatinado), depois ter frequentado um curso de exercícios espirituais sob a supervisão do Beato Pedro Fabro,Petrus Faber, um dos primeiros companheiros de Santo Inácio de Loyola. Ordenou-se sacerdote em junho 1546, em Colônia, e, no ano seguinte, esteve presente no Concílio de Trento, como teólogo do Bispo da Áustria, o cardeal Otto Truchsess von Waldburg, onde trabalhou com dois irmãos, Diego Lainez e Alfonso Salmeron.


Em 1548, Inácio o fez completar sua formação espiritual em Roma e o mandou ao Colégio de Messina, para exercitar-se em humildes serviços domésticos. Em Bologna, obteve o doutorado em teologia, em 4 de outubro de 1549, e foi então enviado por Santo Inácio à Alemanha, para o apostolado. Em 2 de setembro daquele ano, 1549, visitou o Papa Paulo III em Castel Gandolfo e, depois disso, foi para a Basílica de São Pedro para rezar. Lá, implorou a ajuda dos grandes apóstolos Pedro e Paulo, para que dessem uma eficácia permanente à bênção apostólica para o seu grande destino, para a sua nova missão. Em seu diário, ele escreveu algumas palavras da oração que fez: "Lá, senti que um grande consolo e a presença da graça me foram concedidos por meio desses intercessores (Pedro e Paulo). Eles confirmaram a minha missão na Alemanha e pareciam transmitir-me, como apóstolo da Alemanha, o apoio da sua benevolência. Senhor, tu conheces de que maneira e quantas vezes nesse mesmo dia me confiaste a Alemanha, da qual logo cuidarei e pela qual desejo viver e morrer".


Devemos lembrar que estamos na época da Reforma luterana, no momento em que a fé católica nos países de fala germânica, diante do fascínio da Reforma, parecia estar se apagando. Era um dever quase impossível o de Canísio, responsável pela revitalização e pela renovação da fé católica nos países germânicos. Isso só seria possível com a força da oração. Seria possível apenas a partir da base, ou seja, a partir de uma profunda amizade com Jesus Cristo; amizade com Cristo no seu Corpo, a Igreja, que é alimentada na Eucaristia, sua presença real.

Seguindo a missão que recebeu de Inácio e do Papa Paulo III, Canísio partiu para a Alemanha e foi, em primeiro lugar, ao Ducado da Baviera, que durante muitos anos foi a sede do seu ministério. Como decano, reitor e vice-chanceler da Universidade de Ingolstadt, cuidou da vida acadêmica do Instituto e da reforma religiosa e moral do povo. Em Viena, onde por um breve tempo foi administrador da diocese, ele desenvolveu o ministério pastoral em hospitais e prisões, tanto na cidade como no campo, e preparou a publicação doCatecismo. Em 1556, fundou o Colégio de Praga e, até 1569, foi o primeiro superior da Província Jesuíta da Alta Alemanha.


Entre estas tarefas, estabeleceu nos países germânicos uma densa rede de comunidades da sua Ordem, especialmente colégios, que foram pontos de partida para a reforma católica, para a renovação da fé católica. Nesse tempo, também participou do Colóquio de Worms, com os líderes protestantes, entre os quais estava Filippo Melantone (1557); atuou como núncio pontifício na Polônia (1558); participou das duas Dietas de Augusta (1559 e 1565); acompanhou o cardeal Stanislao Hozjusz, enviado do Papa ao Imperador Ferdinando (1560); interveio na sessão final do Concílio de Trento, onde falou sobre a questão da Comunhão sob as duas espécies e sobre o Índice de Livros Proibidos (1562).

Em 1580, retirou-se para Friburgo, na Suíça, dedicado inteiramente à pregação e à composição de suas obras. Morreu lá, em 21 de dezembro de 1597. Beatificado pelo Beato Pio IX, em 1864, foi proclamado, em 1897, segundo Apóstolo da Alemanha pelo Papa Leão XIII; foi canonizado pelo Papa Pio XI e proclamado Doutor da Igreja em 1925.

São Pedro Canísio passou grande parte de sua vida em contato com as pessoas socialmente mais importantes da sua época e exerceu uma influência especial com seus escritos. Foi editor das obras completas de São Cirilo de Alexandria e de São Leão Magno, das Cartas de São Jerônimo e das Orações de São Nicolau de Flüe. Publicou livros de devoção em vários idiomas, biografias de alguns santos suíços e muitos textos de homilética. Mas seus escritos mais populares foram os três Catecismos elaborados entre 1555 e 1558. O primeiro foi desenvolvido para estudantes com um nível de compreensão das noções elementares de teologia; o segundo, para as crianças do povoado, para o início de uma instrução religiosa; o terceiro, para jovens com uma formação escolar média ou superior. A doutrina católica foi exposta em forma de perguntas e respostas, brevemente, em termos bíblicos, de forma muito clara e sem menções críticas.

Somente durante a sua vida, foram feitas 200 edições desse Catecismo! E depois surgiram centenas de edições, até o século XX. Assim, na Alemanha, ainda na geração do meu pai, as pessoas chamavam o Catecismo simplesmente de "Canísio": ele foi realmente ocatequista dos séculos; formou a fé das pessoas durante séculos.

Esta é uma característica de São Pedro Canísio: saber apresentar harmonicamente a fidelidade aos princípios dogmáticos com o respeito devido a cada pessoa. São Canísio distinguiu a apostasia consciente e culpada da fé, da perda da fé inocente devido às circunstâncias. E declarou, diante de Roma, que a maioria dos alemães passou ao protestantismo sem ter culpa. Em um momento histórico de fortes contrastes confessionais, evitou as asperezas e a retórica da ira - uma raridade naquela época de discussões entre os cristãos -, centrando-se na apresentação das raízes espirituais e na revitalização da fé na Igreja. Para isso, foi-lhe muito útil o vasto e penetrante conhecimento que tinha das Sagradas Escrituras e dos Padres da Igreja: o mesmo conhecimento que refletia sua relação pessoal com Deus e a austera espiritualidade que derivada da devotio moderna e da mística renana.

A característica da espiritualidade de São Canísio é uma amizade profunda com Jesus. Por exemplo, escreveu em seu diário, no dia 4 de setembro de 1549, conversando com o Senhor: "Tu, no final, como se pudesses abrir o coração do Santíssimo Corpo, que eu parecia ver na minha frente, mandaste-me beber dessa fonte, convidando-me, por assim dizer, a tirar as águas da minha salvação das tuas fontes, ó meu Salvador". Percebe-se que o Salvador lhe dá uma veste com três partes, que se chamam paz, amor e perseverança. E com essa vestimenta feita de paz, amor e perseverança, Canísio realizou o seu trabalho de renovação do catolicismo. Esta amizade com Jesus - que é o centro de sua personalidade -, nutrida pelo amor à Bíblia, pelo amor ao Sacramento, pelo amor aos Padres, estava claramente unida à consciência de ser, na Igreja, um continuador da missão dos Apóstolos. E isso nos lembra que todo evangelizador é sempre um instrumento unido - e, por isso mesmo, fecundo - a Jesus e à sua Igreja.

São Pedro Canísio tinha se formado nessa amizade com Jesus dentro da atmosfera espiritual da Cartuxa de Colônia, onde ele tinha mantido contato próximo com os dois místicos cartuxos, Johann Lansperger, latinizado como Lanspergius, e Nicolas van Hesch, latinizado como Eschius. Mais tarde, aprofundou na experiência dessa amizade, familiaritas stupenda nimis, com a contemplação dos mistérios da vida de Jesus, que ocupam uma grande parte dos Esercizi spirituali de Santo Inácio. Sua intensa devoção ao Coração do Senhor, que culminou na consagração ao ministério apostólico na Basílica Vaticana, encontra aqui seu fundamento.

Na espiritualidade cristocêntrica de São Pedro Canísio existe uma convicção profunda: não existe alma cuidadosa da própria perfeição que não pratique todos os dias a oração mental, caminho ordinário que permite que o discípulo de Jesus viva a intimidade com o divino Mestre. Por isso, nos escritos destinados à educação espiritual do povo, nosso santo salienta a importância da liturgia com os comentários sobre os Evangelhos, as festas, o rito da Santa Missa e demais sacramentos, mas, ao mesmo tempo, preocupa-se por mostrar aos fiéis a necessidade e a beleza de que a oração pessoal diária acompanhe e inspire a participação no culto público da Igreja.

Trata-se de uma exortação e de um método que conservam intacto o seu valor, especialmente depois de terem sido propostos novamente pelo Concílio Vaticano II, na constituição Sacrosanctum Concilium: a vida cristã não crescerá se não for alimentada pela participação na liturgia, em particular na Santa Missa dominical, e pela oração pessoal diária, pelo contato pessoal com Deus. Entre as muitas atividades e os múltiplos estímulos que nos cercam, é preciso encontrar, cada dia, momentos de recolhimento diante do Senhor, para ouvi-lo e falar com Ele.

Ao mesmo tempo, é sempre atual e de valor permanente o exemplo que São Pedro Canísio nos deixou, não só em suas obras, mas acima de tudo com sua vida. Ele nos ensina claramente que o ministério apostólico é incisivo e produz frutos de salvação no coração somente se o pregador for uma testemunha pessoal de Jesus e souber ser um instrumento à sua disposição, intimamente unido a Ele pela fé no seu Evangelho e na sua Igreja, por uma vida moralmente coerente e por uma oração incessante como o amor. E isso se aplica a todo cristão que quer viver com esforço e fidelidade sua adesão a Cristo. Obrigado.

[No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]

Queridos irmãos e irmãs:

São Pedro Canísio, sacerdote jesuíta e doutor da Igreja, nasceu em Nimega, na Holanda, no ano 1521. Interveio em acontecimentos decisivos do seu tempo, como o Concílio de Trento, e exerceu uma influência especial com os seus escritos. A sua obra mais difundida é oCatecismo, onde aparece a doutrina exposta sob a forma de breves perguntas e respostas, elaboradas em termos bíblicos e sem tons polêmicos. E dele preparou três versões: uma para pessoas com elementares noções de teologia; outra para crianças sem escolaridade; e a terceira para estudantes liceais ou universitários. Nisto se revela uma das características de Pedro Canísio: sabia harmonizar a fidelidade aos princípios dogmáticos com o respeito devido a cada pessoa.

Amados peregrinos de língua portuguesa, para todos a minha saudação amiga e encorajadora! Antes de vós, veio peregrino a Roma Pedro Canísio para invocar a intercessão dos Apóstolos São Pedro e São Paulo sobre a missão que lhe fora confiada na Alemanha, o seu campo de apostolado mais longo. No seu diário, descreve como aqui sentiu a graça divina que fazia dele um continuador da missão dos Apóstolos. Como ele, todos nós, cristãos, somos enviados a evangelizar, mas para isso precisamos permanecer unidos a Jesus e à Igreja. Sobre vós e vossas famílias, desça a minha bênção.

[Tradução: Aline Banchieri.


(Obs.: Fiz questão de colocar o texto todo pela beleza do mesmo.)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Evangelho do Dia: Mt 9,27-31 e Santo do Dia

São Francisco Xavier - JESUÍTA

Missionário (Navarra, 7 de Abril de 1506-Sanchoão, 1552). Também conhecido como o Apóstolo das Índias, foi um dos membros da Companhia de Jesus enviados para o Império Português no Oriente. Estudou em Paris e travou conhecimento com Inácio de Loiola, com quem partiu para Itália e partilhou a vontade de converter os infiéis. Estavam em Roma quando o papa aprovou os estatutos da Companhia. Partiu para Portugal com um grupo de jesuítas, a pedido de D. João III, para pregarem no reino. Entretanto parte para Goa, onde obtém bastante sucesso junto da conversão dos portugueses que lá residiam. Nomeado superior das missões no Oriente, baptiza cerca de dez mil nativos. Com a ideia fixa de pregar no Japão, parte para este país, onde pregou durante cerca de dois anos, com alguns resultados positivos. Faleceu sem conseguir entrar na China, um outro objectivo que tinha. Viria a ser beatificado em 1619, por Paulo V, e canonizado três anos mais tarde, por ordem de Gregório XV.
Sexta-Feira, 3 de Dezembro de 2010


Mt 9,27-31

Naquele tempo, partindo Jesus, dois cegos o seguiram, gritando: “Tem piedade de nós, filho de Davi!” Quando Jesus entrou em casa, os cegos se aproximaram dele. Então Jesus perguntou-lhes: “Vós acreditais que eu posso fazer isso?”
Eles responderam: “Sim, Senhor”. Então Jesus tocou nos olhos deles, dizendo: “Faça-se conforme a vossa fé”. E os olhos deles se abriram.
Jesus os advertiu severamente: “Tomai cuidado para que ninguém fique sabendo”. Mas eles saíram, e espalharam sua fama por toda aquela região.


Para meditação:

- Qual a nossa capacidade de aproximação para com as pessoas sofridas da sociedade de hoje?
- Hoje somos chamados a ser como São Francisco Xavier: missionar, ir além de nós mesmos, superar as fronteiras.
- Colocar a sacola nas costas e anunciar com coragem o Reino que é Deus.


São Francisco Xavier, Rogai por nós seus irmãos jesuítas e pela juventude de tua Igreja.




sexta-feira, 26 de novembro de 2010

NOSSA VIDA, MISSÃO, DESAFIOS E OPORTUNIDADES. SER JESUÍTA HOJE!


UM MODO DE VIDA INSEPARAVELMENTE APOSTÓLICO E RELIGIOSO: Sendo "o objetivo da Companhia de Jesus ajudar as pessoas e a si mesmos a alcançar o último fim para o que foram criados", é necessário que a nossa vida, tanto a dos sacerdotes como a dos Escolásticos e dos Irmãos seja juntamente apostólica e religiosa. A íntima relação entre o apostólico e o religioso deve na Companhia de Jesus informar toda nossa maneira de viver, de orar, de trabalhar e imprimir-lhe carácter apostólico. (Congregação Geral 31, d.13, n. 3).

Continuemos rezando e buscando dentro de nós a resposta certa para o convite do Senhor para nossas vidas. O tempo passa, a vida... "de que vale ganhar este mundo e perder a sua verdadeira vida"?

Não ter medo dos desafios de hoje, do mundo de hoje, dos desafios de nossa realidade atual é uma característica de quem deseja ser JESUÍTA ou seja: Ser um homem para os demais, nao compactuar com a mediocridade vigente... Busquemos a verdade que nos liberta! Sejamos Companheiros de Jesus!

Preparemos nosso coração para a festa de São Francisco Xavier o grande Missionário Jesuíta... Pe. Laércio.sj



terça-feira, 23 de novembro de 2010

Dia do Beato Miguel Algustinho Pró. Mártir


JESUÍTA mexicano foi assassinado gritando VIVA CRISTO REI, não teve medo da morte por Cristo e seu Reino no dia 23 de novembro de 1927 na Cidade do México. Foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 1988. Foi assassinado sem ser julgado ou mesmo, sem provas alguma contra ele. Que a firmeza da fé desse Jesuíta e a sua liberdade a ponto de entregar sua vida, nos faça cada vez mais fiéis ao que Cristo nos confia hoje.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Viva São Roque Gonzales e companheiros mártires jesuítas


São Roque González e companheiros mártires
Com alegria celebramos a santidade destes Jesuítas que deram a vida pela fé, amor e esperança em Jesus Cristo, são eles: Roque Gon
zález e seus companheiros Afonso Rodríguez e João del Castillo.

Roque González nasceu em Assunção do Paraguai, em 1576, e estudou com os Padres Jesuítas, que muito aju
daram-no a desenvolver seus dotes humanos e espirituais.

O coração de Roque González sempre se compadeceu com a realidade dos indígenas oprimidos, por isso ao se formar e ser ordenado Sacerdote do Senhor, aos 22 anos de idade, foi logo trabalhar como padre diocesano numa aldeia carente. São Roque, sempre obediente à vontade do Pai do Céu, entrou no noviciado da Companhia de Jesus, com 33 anos, e acompanhado com outros ousados missionários, aceitou
a missão de pacificar os indígenas.

São Roque González fez de tudo para ganhar a todos para Cristo, portanto aprendeu além das línguas indígenas, aprofundou-se em técnicas agrícolas, manejo dos bois e vários outros costumes da terra. Os Jesuítas - bem ao contrário do que muitos contam de forma injusta - tinham como meta a salvação das almas, mas também a promoção humana, a qual era e é a consequência lógica de toda completa evangelização.

Certa vez numa dessas reduções que levavam os indígenas para a vida em aldeias bem estruturadas e protegidas dos
colonizadores, Roque González com seus companheiros foram atacados, dilacerados e martirizados pelos índios... desde 1628, estão na Glória Celeste.

Em 1988, o Papa João Paulo II canonizou os três primeiros mártires sul-americanos: São Roque González, Santo Afonso Rodríguez e São João del Castillo.

São Roque González e companheiros mártires, rogai por nós! (fonte: Cancão Nova)