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sábado, 28 de maio de 2011

ALDEIA-PE SE PREPARA PARA A ORDENAÇÃO DO DIAC. ERINALDO

Nesta semana foi dado início as atividades em preparação à Ordenação Presbiteral do nosso companheiro Diác. Erinaldo (núcleo Piauí/Maranhão).
Pe. Roberto e Ir. Bira (Núcleo Pernambuco/Alagoas) visitaram duas escolas em Aldeia-PE para falar sobre a chegada dos Jesuítas ao Brasil e os Jesuítas hoje: missão, carisma e espiritualidade. A acolhida foi fervorosa dos alunos e a notícia de ser a ordenação do “filho da terra” já se espalha em Aldeia e a alegria das pessoas é presente em cada rosto. (Ir. Bira, SJ)













quarta-feira, 6 de abril de 2011

SE DESEJAS ABRIR TUAS MÃOS PARA... DAR, seguindo o exemplo de Jesus, e esvaziá-las para o desejo de possuir. ACOLHER, como fazia Jesus a quem se aproxima de ti: pobres, enfermos, marginalizados... ABRAÇAR, sem distinção nem exclusividade alguma a quem necessita de carinho, acolhida, companhia, compreensão, esperança... CELEBRAR, os sacramentos, tornando Jesus presente na comunidade. TRANSMITIR, a grandes e pequenos, mais com ações do que em palavras, a Palavra de Deus e a vida de Jesus. AJUDAR E COLABORAR, onde for mais necessário: paróquias, colégios, obras sociais, universidades, formação, espiritualidade, missões... ESTAR DISPONÍVEL, para qualquer atividade, em qualquer lugar e circunstância...
SABE QUE TENS COMPANHIA!!!!

COMPANHIA DE JESUS!!!

sábado, 5 de março de 2011

CHAMADOS À VIDA RELIGIOSA NA COMPANHIA DE JESUS

O Religioso é um cristão consagrado a Deus pelos votos. Vive em comunidade, compromete-se a seguir radicalmente o Senhor, colocando-se a serviço da Igreja e do Mundo com total gratuidade. Cabe a ele testemunhar profeticamente o Deus vivo e o Reino de Deus como valor absoluto e definitivo.

A motivação fundamental para assumir a Vida Religiosa é o seguimento radical do Senhor até a identificação com ele. O Senhor vai se tornando, cada vez mais, o centro unificador e dinamizador da vida. A entrega a Ele por amor se explicita no serviço à Igreja e a todos os homens, sobretudo aos mais empobrecidos. A entrega ao Senhor encontra seu sinal nos votos:

- Pobreza: ser livre para partilhar a vida dos pobres. Despojamento, uso dos bens em função da missão. Deus o único apoio... Supõe muita liberdade interior, muito desapego;

- Obediência: ser livre para assumir a missão do Senhor renunciando à realização de um projeto pessoal. Supõe plena disponibilidade e co-responsabilidade, reconhecendo que o Senhor chega através das mediações dos superiores (Igreja – Congregação - Comunidade);

- Castidade: ser livre para uma vida de amizade e de comunhão pessoal aberta a todos, especialmente com aqueles que vivem a mesma missão. Supõe maturidade psicológica e afetiva.

A identidade da Vida Religiosa articula-se a partir de três eixos fundamentais:

- Experiência de Deus: é a condição necessária para que o Religioso se firme, cada vez mais, na sua entrega ao Senhor e possa viver todas as exigências da Missão e da Vida Comunitária. Na prática, consiste em sentir que Jesus se torna cada vez mais importante. Conhecê-lo, imitá-lo, seguí-lo se torna uma busca e o desejo mais profundo. Por causa dele, os outros são amados. O amor a Jesus se concretiza em serviço aos irmãos na Igreja e no mundo. A Palavra, a Eucaristia, a vida fraterna, o serviço tornam-se fonte inesgotável de experiência e de confirmação. A oração conduz a um compromisso com a vida real e a realidade leva o religioso a ter momentos fortes e constantes de oração.

- Vida Comunitária: é o sinal do amor transformador que o Espírito infunde no coração dos que buscam viver em comum e em comunhão. A comunidade fraterna se constrói a partir de relações inter-pessoais, nas quais se valorizam a amizade, a maturidade, como base humana indispensável para a convivência, numa dimensão de fé, pois quem chama é o Senhor, num estilo de vida mais simples e acolhedor, com diálogo e participação. A comunidade fraterna vivida em espírito de fé e respeitando as exigências básicas da convivência oferece grandes vantagens: facilita o crescimento humano e vocacional da pessoa, permite a experiência do discernimento comunitário, cria condições para planejar e avaliar as atividades pastorais; ajuda a desenvolver e consolidar a vida de fé; facilita a vivência e partilha da vida de oração, a Palavra, a Eucaristia, o Testemunho.

- Missão: pela disponibilidade, aceita um estilo de vida organizado em vista do Reino e suas exigências, se dispondo para isso e vivendo para isso.

A Vida Religiosa exige:

• Ter como centro de sua vida e de suas aspirações o Cristo Vivo;

• Suficiente liberdade diante da família, para saber viver longe dela;

• Ter um desejo real de uma vida austera, simples e pobre;

• Viver em comunidade, estabelecendo e mantendo relações humanas e não conflitivas;

• Ter amor pela Igreja concreta e histórica e por seus Pastores;

• Estar disposto a servir em qualquer lugar ou missão que lhe for indicada;
• Levar uma vida comprometida e solidária;

• Afinidade pessoal com o carisma da Congregação e um verdadeiro amor por ela;

• Possuir as capacidades humanas suficientes para a missão própria da Congregação;

• Certo nível de tolerância diante da frustração e de bom manejo da agressividade.

sexta-feira, 4 de março de 2011

CELEBRAR E REZAR COM OS MÁRTIRES


A CELEBRAÇÃO MARTIRIAL

“Não conteis a ninguém o que acabastes de ver, até que o
Filho do Homem ressuscite dos mortos”. (Mt 17,1-9)

A falange de cristãos que deram a Vida em nome de Deus é incontável. O “Martyrologium Romanum” não dá conta de enumerar todos os que puseram a sua Vida à disposição da morte. Mesmo contraditória essa afirmação, mulheres e homens, em todos os tempos, derramaram-se – como copo cheio que transborda – em vida sobre a Terra, fecundando-a com seu sangue.
O dia 12 de fevereiro de 2005 não foi diferente de outros dias. Mais uma cristã morreu, como tantos outros naquele dia. Desta vez, não a fome, não uma doença, não o desprezo, não a violência, não o descaso público, não a maldade - que corrompe o coração humano - levaram uma mulher a tombar como as árvores em meio às quais ela habitava.
O fato: A Irmã Dorothy Stang foi assassinada. Com seis tiros, um na cabeça e cinco ao redor do corpo, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005, às sete horas e trinta minutos da manhã, em uma estrada de terra de difícil acesso, a 53 quilômetros da sede do município de Anapu, no Estado do Pará, Brasil.
A celebração do sexto ano de sua morte me exime de refletir sobre os elementos, culpados e circunstâncias de sua Páscoa. Creio ser oportuno relembrar não a morte, mas o que pode estar por entre as vielas de sua vida. Como não a conheci pessoalmente, como nunca pesquisei sobre sua vida, penso ser esta escrita uma reflexão simplória.
“Sair de sua terra” encontra na tradição bíblica uma forte consideração para a missionariedade que marcou os passos de Dorothy. Abraão, o predecessor de todo caminhante, parece ter inspirado, com seu exemplo, o marchar peregrino da missionária sobre a terra. A sua chegada ao Brasil transpõe o horizonte dessa escrita para o caminho, para a caminhada – aos mais devotos pode ser sim à Jerusalém Celeste. Tomo então dois epítetos para referir-me à Dorothy: Missionária e Peregrina – quem é enviado e quem se põe a caminho, respectivamente.
Seu peregrinar remete a uma relação anterior, que em se tratando de uma religiosa é essencial: O encontro. Qual há de ter sido esse encontro? O que a inspirou?
A inspiração à morte não preenche o espírito da Peregrina. Mesmo que sua vida tenha terminado tragicamente, com traços de martírio, a morte em si mesma não me parece definir seu agir, sua peregrinação. O peregrino busca vida! O lugar comum do cotidiano pode não inspirar alguns para uma peregrinação. É a experiância de abrir os olhos, de ver o invisível que desfaz o lugar comum e transmuta-o em novidade. Uma novidade que sempre foi presente, mas que nunca desafiou. Só quem é desafiado, rechaçado de seu conforto local pode buscar uma nova maneira de ser confortado. A peregrinação assim é busca de conforto. É também fuga. Fuga do incômodo, da dor, do desconforto. E, assim sendo, o desconforto lança os pés na estrada, que geralmente é incerta. A incerteza do caminho é só confortável porque liberta a alma para sair do desconforto em que está imersa.
Perceber o novo no cotidiano comum só é possível a partir de um encontro que é inefável, pois acontece no recôndito do ser, em um lugar ao qual o acesso com a palavra, com a escrita ou qualquer outra forma de comunicação será sempre por analogia. Esse encontro envia, faz também “sair de sua terra” e leva o ser à procura de… Diferente do peregrino, o missionário é enviado. Ele vai em nome de outro, não em seu próprio e não em busca de si. Ele, pondo o pé no caminho, faz de sua vida também incerteza. Essa incerteza, porém, não lhe cumula de nenhum conforto, ela é pura espera, esperança, o que a torna mais desafiadora.
Dorothy, Vida-morte, conforto-desconforto, peregrinação-missionariedade. Essas idéias distantes e distintas vão alongando o texto e sempre abrindo horizonte a um novo parágrafo.
A vida da Missionária-Peregrina é essa abertura a uma nova possibilidade, pois enquanto se mantém no caminho tudo é novo. Nada, portanto, é previsível. Ao caminhar, sempre novos encontros serão efetuados – reflexo e espelho daquele fundamental e inefável – e sempre novos desafios serão apresentados. O estar a caminho incita a todo instante um novo olhar, um novo encontro, uma nova busca.
Se seu sangue fecundou a terra, se sua morte convenceu a alguém, se seu martírio deve ser cultuado, não sei! A certeza que se me apresenta agora é a da necessidade do desconforto-envio, sinal da única e múltipla presença Inefável. Aquela mesma presença que sobre o monte encheu de medo a Pedro, Tiago e João e que os desconfortou-enviou a testemunhar com a vida, não com a palavra.

Tárcio Santos, SJ

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

JESUÍTA... EU???

A resposta requer um processo de oração, reflexão e acompanhamento espiritual, para decidir se o caminho da vida jesuítica é realmente a sua vocação.
A vocação é um dom de Deus que você acolhe na realidade em que vive. É um convite para seguir Jesus Cristo mais de perto, no desejo de contribuir para a construção de um mundo melhor para todos.
Como os discípulos buscaram a proximidade com Jesus, você também deveria fazer a mesma pergunta: "Onde moras, Senhor?" Ele olha para você e responde: "Vinde ver!" (Jo 1,39).
Se você pensa e sente que o Senhor o chama a seguí-Lo como Jesuíta, oferecemos a oportunidade para que, com toda a liberdade, você possa discernir sua vocação. Venha conhecer a Companhia de Jesus e deixar-se conhecer por ela também.
Para isso, você precisa dispor-se a:

- Agir sem pressões de ninguém, mas sim porque sente o convite que Deus lhe faz;
- Seguir Jesus Cristo. Não para promover-se, nem para fugir do mundo e dos seus problemas, nem para assegurar um futuro;
- Descobrir a Espiritualidade Inaciana e o Modo de Proceder da Companhia de Jesus, caminhos pelos quais você poderá alcançar a plenitude desse seguimento;
- Procurar ser um homem de fé profunda, apto para assumir compromissos sérios com a realidade em que vive;
- Buscar ser um homem maduro, capaz de ser amigo, de tolerar frustrações, de trabalhar e viver para os outros;
- Ser alguém que visa o serviço para a maior glória de Deus.

Para atingir esse ideal, veja a dica que nosso querido Pe. Arrupe, ex-superior geral dos jesuítas, dá para você:

"NÃO HÁ NADA MAIS PRÁTICO QUE ENCONTRAR A DEUS.

NA VERDADE, ENCONTRÁ-LO É ENAMORAR-SE COMPLETAMENTE E NÃO OLHAR PARA TRÁS.

AQUELE DE QUEM TE ENAMORAS, ARREBATARÁ TUA IMAGINAÇÃO E ENVOLVERÁ TODO O TEU SER.

DETERMINARÁ O QUE FAZES AO LEVANTAR PELA MANHÃ, O QUE FARÁS COM OS TEUS ENTARDECERES, COMO PASSARÁS TEUS FINAIS DE SEMANA, O QUE LÊS, QUEM CONHECES, O QUE TE ENCHE DE SÚBITO COM ALEGRIA E AGRADECIMENTO.

ENAMORA-TE, PERMANECE ENAMORADO, E ISTO DECIDIRÁ TUDO EM TI".

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

VOTOS DOS NOVIÇOS 2011

Para fazer memória a esse dia dedicado à Vida Religiosa, trazemos aqui umas fotos da celebração eucarística na qual cinco noviços da Província Brasil Nordeste da Companhia de Jesus, professaram seus primeiros votos de pobreza, castidade e obediência.
Rezemos pelos companheiros Daniel, Jefferson, José Jesus, Maurício e Renato que agora seguem a formação indo para a etapa do Juniorado, em João Pesso-PB.
Que nosso Senhor continue chamando a outros para seguí-Lo e serví-Lo na sua Companhia.



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

02 de fevereiro: Dia Mundial da Vida Consagrada






Nesta quarta-feira, 2, o Papa Bento XVI presidirá a celebração das Vésperas com os membros dos Institutos de Vida Consagrada e da Sociedade de Vida Apostólica, na festa da Apresentação do Senhor e XV Dia Mundial da Vida Consagrada. A celebração acontecerá na Basílica Vaticana, às 17h30 (no horário de Roma, 14h30 em Brasília).

“Um mistério simples e solene”, assim Bento XVI define a Apresentação do pequeno Jesus ao Templo de Jerusalém, comemorado 40 dias depois da celebração do Natal. Este é um momento particular da vida da Sagrada Família e um evento que resguarda a humanidade inteira, pois Jesus é apresentado como o “mediador que une Deus e o homem, abolindo as distâncias, eliminando cada divisão e derrubando cada muro de separação”, explica o Papa.

Os consagrados, segundo o Santo Padre, são sentinelas que percebem e anunciam a vida nova já presente na nossa história. Bento XVI destaca que o encorajamento daqueles que responderam sem reversas ao chamado de Deus não deve ser desestimulado mesmo diante das inevitáveis dificuldades da vida e muitos desafios dos tempos modernos.

“Com os seus exemplos, proclamam num mundo muitas vezes confuso, mas na realidade sempre mais em busca de um sentido, que Deus é o Senhor da existência. Escolhendo a obediência, a pobreza e a castidade para o Reino dos Céus, mostrando que todo apego e amor as coisas e as pessoas é incapaz de saciar definitivamente o coração; que a existência terrena é um período mais ou menos longo para o encontro 'face a face' com o Esposo divino, empenhados a viver com o coração sempre vigilante para estarem prontos a reconhecê-lo e acolhe-lo quando Ele vir”, enfatizou o Pontífice na celebração das Vésperas em 2007.

Para Bento XVI a pessoa consagrada representa uma ponte que leva Deus a todos, e por isso é preciso agradecer a Deus por esse inestimável dom.

“Se esses não existissem, quão mais pobre seria o mundo! Além de todas as avaliações superficiais da sua utilidade, a vida consagrada é importante justamente por ser sinal de gratuidade e amor, principalmente numa sociedade que tende a ser sufocada no turbilhão do efêmero e do lucro. A vida consagrada, em vez, testemunha a suberabundância de amor que impulsiona a perder a própria vida, como resposta a esse imenso Amor do Senhor, que por primeiro perdeu a sua vida por nós”, destacou Bento XVI nas Vésperas de 2010. (Fonte: Canção Nova)