domingo, 7 de dezembro de 2008

Votos solenes do Pe. Jackson Carvalo ,sj


No dia 07/12, às 17h - Pe. Acrísio Sales - Provincial NE presidiu a celebração dos Votos Solenes de Pe. Jackson Carvalho na Paróquia de Cristo Rei. Eram muitos os paroquianos, jesuítas e amigos presente neste momento tão importante na vida sacerdotal de Pe. Jackson.


Parabéns Pe. Jackson, que Santo Inácio seja uma inspiração constante em sua vida!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Evangelho Dominical

Mc 1,1-8
O corpo central do nosso texto apresenta-nos a missão de João Baptista (vers. 2-3), a sua pregação (vers. 4), a reacção dos ouvintes (vers. 5), o seu estilo de vida (vers. 6) e o testemunho de João sobre Jesus (vers. 7-8).Qual é, pois, a missão de João? De acordo com o nosso texto, é ser o “mensageiro” que prepara o caminho para o “Messias”, “Filho de Deus” (vers. 2). A propósito da apresentação da missão de João, o autor apresenta uma citação que atribui ao Profeta Isaías mas que é, na realidade, um conjunto de afirmações retiradas do Êxodo (cf. Ex 23,20), de Isaías (cf. Is 40,3) e de Malaquias (cf. Mal 3,1): “Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, que preparará o teu caminho. Uma voz clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas”. A acumulação de citações tiradas da Torah e dos Profetas sugere que João é esse mensageiro de Deus do qual falavam as promessas antigas, e que devia vir anunciar e preparar o Povo de Deus para acolher a intervenção definitiva de Jahwéh na história dos homens.Em que consistia a pregação de João? João “apareceu no deserto a proclamar um baptismo de penitência para remissão dos pecados” (vers. 4). De acordo com a catequese judaica, o Messias só chegaria quando Israel fosse, na verdade, a comunidade santa de Deus… Antes de o Messias chegar, o Povo devia, portanto, realizar um caminho de purificação e de conversão, de forma a tornar-se um Povo santo. O “baptismo de penitência” (literalmente, “baptismo de conversão” – ou de “metanoia”) proposto por João deve ser entendido neste contexto e representa um convite à mudança radical de vida, de comportamento, de mentalidade.Este “baptismo” proposto por João não era, na verdade, uma novidade insólita. O judaísmo conhecia ritos diversos de imersão na água. Era, inclusive, um rito usado na integração dos “prosélitos” (os pagãos que aderiam ao judaísmo) na comunidade do Povo de Deus. Na perspectiva de João, provavelmente, este “baptismo” é um rito de iniciação à comunidade messiânica: quem aceitava este “baptismo” passava a viver uma vida nova e aceitava integrar a comunidade do Messias.A pregação de João é feita “no deserto”. O “deserto” é, no contexto da catequese judaica, o lugar onde o Povo de Deus realizou uma caminhada de purificação e de conversão. Foi no deserto que os israelitas libertados do Egipto passaram de uma mentalidade de escravos a uma mentalidade de homens livres, de uma mentalidade de egoísmo a uma mentalidade de partilha, de uma atitude descomprometida a uma Aliança com Jahwéh, da desconfiança em relação à proposta libertadora que Moisés lhes apresentou à confiança total num Deus que cumpre as suas promessas e que é fonte de vida e de liberdade para o seu Povo. A pregação de João lembrava aos israelitas a necessidade de voltar ao “deserto” e de percorrer um caminho semelhante àquele que os antepassados tinham percorrido.Como é que os interlocutores de João reagiam às suas propostas? Marcos diz que “acorria a Ele toda a gente da região da Judeia e todos os habitantes de Jerusalém” para serem baptizados, confessando os seus pecados (vers. 5). A afirmação de que “toda a gente” acorria ao apelo de João parece manifestamente exagerada… Ao apresentar esta perspectiva ideal da forma como a mensagem foi acolhida pelo Povo, Marcos está, provavelmente, a sugerir o carácter decisivo e determinante da proposta que João faz: não é “mais um” convite à conversão, mas é o último e definitivo apelo de Deus ao seu Povo.João “vestia-se de pêlos de camelo, com um cinto de cabedal em volta dos rins e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre”. O estilo de vida de João – sóbrio, desprendido, austero, simples – é um convite claro à renúncia aos valores do mundo. É a aplicação prática dessa austeridade de vida e dessa renovação de atitudes, de comportamentos e de mentalidade que João pede aos seus conterrâneos. O estilo de vida de João corrobora a mensagem que ele apresenta.Além disso, o estilo de vida de João evoca o profeta Elias que, de acordo com 2 Re 1,8, se vestia “de peles” e “trazia um cinto de couro em volta dos rins”. O profeta Elias era, no universo da esperança judaica, o profeta elevado para junto de Deus e destinado a aparecer de novo no meio dos homens para anunciar a chegada iminente da era messiânica (cf. Mal 3,22-24). A identificação física de João com Elias significa que a era messiânica chegou e que João é o mensageiro esperado, cuja mensagem prepara a chegada do Messias libertador.O que é que João diz sobre esse Messias libertador, do qual ele é o arauto e o mensageiro? João fala da “força” do Messias e define a sua missão como “baptizar no Espírito”. Tanto a fortaleza como o dom do Espírito são prerrogativas do Messias, segundo a catequese profética (cf. Is 9,6; 11,2). O Messias terá, portanto, a força de Deus e a sua missão será comunicar esse Espírito de Deus, que transforma, renova e recria os corações dos homens.Em resumo: João é o mensageiro, enviado por Deus para preparar os homens para a chegada do Messias. A mensagem transmitida por João – com a palavra e com a própria atitude de vida – é um apelo veemente à mudança de vida e de mentalidade, a fim de que a proposta do Messias libertador encontre lugar no coração dos homens. João deixa claro que a missão do Messias é comunicar o Espírito que transforma o homem.

Evangelho Dominical

Paulo, modelo de conversão evangélica (I)

Primeira pregação do Advento do Pe. Raniero Cantalammessa, OFM Cap.

No coração do Ano Paulino, o Pe. Cantalamessa propôs uma reflexão sobre o papel que Cristo ocupa no pensamento e na vida do apóstolo dos povos, para renovar o esforço por colocar Cristo no centro da teologia da Igreja e da vida espiritual dos crentes.
A segunda parte desta meditação será publicada pela Zenit em edições posteriores.
«Mas tudo isso, que para mim eram vantagens, considerei perda por Cristo»
A conversão de São Paulo,
modelo de verdadeira conversão evangélica
O Ano Paulino é uma graça grande para a Igreja, mas representa também um perigo: o de ficar em Paulo, em sua personalidade, sua doutrina, sem dar o passo sucessivo dele a Cristo. O Santo Padre alertou contra este risco na própria homilia com a qual abriu o Ano Paulino, e o reafirmava na audiência geral de 2 de julho: «E este é o fim do ano Paulino: aprender de São Paulo, aprender da fé, aprender de Cristo».
Aconteceu muitas vezes no passado, até dar lugar à tese absurda segundo a qual Paulo, não Cristo, seria o verdadeiro fundador do cristianismo. Jesus Cristo teria sido para Paulo o que Sócrates foi para Platão: um pretexto, um nome sob o qual colocar o próprio pensamento.
O apóstolo, como antes dele João Batista, assinala alguém «maior que ele», do qual não se considera digno sequer de ser apóstolo. Essa tese é a confusão mais completa e a ofensa mais grave que se pode fazer ao apóstolo Paulo. Se voltasse à vida, reagiria contra esta tese com a mesma veemência com que reagiu frente a um mal entendido análogo dos coríntios: «Então estaria Cristo dividido? É Paulo quem foi crucificado por vós? É em nome de Paulo que fostes batizados?» (1 Cor 1, 13).
Outro obstáculo que devemos superar é o de ficar na doutrina de Paulo sobre Cristo, sem deixar-nos contagiar pelo seu amor e pelo seu fogo por Ele. Paulo não quer ser para nós só um sol de inverno, que ilumina, mas não esquenta. O propósito de suas cartas, ao contrário, é o de levar os leitores não só ao conhecimento, mas também ao amor e à paixão por Cristo.
A este segundo objetivo querem contribuir as três meditações do Advento deste ano, a partir desta de hoje e aquela na qual refletiremos sobre a conversão de São Paulo, no acontecimento que, depois a morte e ressurreição de Cristo, foi o mais influenciou no futuro do cristianismo.
1. A conversão de Paulo vista por dentro
A melhor explicação da conversão de São Paulo é dada por ele mesmo quando fala do batismo cristão como ser «batizados na morte de Cristo», «sepultado junto com ele» para ressuscitar com ele e «caminhar em uma vida nova» (cf. Romanos 6, 3-4). Ele viveu em si mesmo o mistério pascal de Cristo, em torno do qual gravitará depois todo seu pensamento. Há também analogias externas impressionantes. Jesus permaneceu três dias no sepulcro; durante três dias, Saulo viveu como um morto: não podia ver, estar em pé, comer; depois no momento do batismo, seus olhos voltaram a abrir-se, pôde comer e retomou as forças, voltou à vida (cf. Atos 9, 18).
Imediatamente depois de seu batismo, Jesus se retirou ao deserto e Paulo também, depois de ser batizado por Ananias, retirou-se ao deserto da Arábia, ou seja, ao deserto ao redor de Damasco. Os exegetas calculam que entre o acontecimento no caminho de Damasco e o início de sua atividade pública na Igreja haja uma dezena de anos de silêncio na vida de Paulo. Os judeus o procuravam para matá-lo, os cristãos não se fiavam ainda e tinham medo dele. Sua conversão recorda a do cardeal Newman, a quem seus antigos irmãos na fé anglicanos consideravam um desertor, e a quem os católicos olhavam com suspeita por suas idéias novas e audazes.
O apóstolo fez um noviciado longo; sua conversão não durou poucos minutos. E em sua kenosis, neste tempo de esvaziamento e de silêncio, é onde acumulou essa energia rompedora e essa luz que um dia derramará sobre o mundo.
Da conversão de Paulo temos duas descrições distintas: uma que descreve o acontecimento, por assim dizer, desde fora, de forma histórica, e outra que descreve o acontecimento desde dentro, de forma psicológica ou autobiográfica. O primeiro tipo é o que encontramos nas diversas narrações que se lêem nos Atos dos Apóstolos. A ele pertencem também alguns esboços que o próprio Paulo faz do acontecimento, explicando como de perseguidor se transformou em apóstolo de Cristo (cf. Gál 1, 13-14).
Ao segundo tipo pertence o capítulo 3 da Carta aos Filipenses, onde o Apóstolo descreve o que significou para ele, subjetivamente, o encontro com Cristo, o que era antes e o que chegou a ser depois; em outras palavras, em que consistiu, essencial e religiosamente, a mudança realizada em sua vida. Nós nos concentramos neste texto que, por analogia com a obra de Santo Agostinho, poderíamos definir como «as confissões de São Paulo».
Em toda mudança há um terminus a quo e um terminus ad quem, um ponto de partida e um ponto de chegada. O apóstolo descreve antes de tudo o ponto de partida, o que era antes: «No entanto, eu poderia confiar também na carne. Se há quem julgue ter motivos humanos para se gloriar, maiores os possuo eu: circuncidado ao oitavo dia, da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu e filho de hebreus. Quanto à lei, fariseu; quanto ao zelo, perseguidor da Igreja; quanto à justiça legal, declaradamente irrepreensível» (Filipenses 3, 4-6).
Alguém pode equivocar-se facilmente ao ler esta descrição: estes não eram títulos negativos, mas os máximos títulos de santidade daquele tempo. Com eles se teria podido abrir imediatamente o processo de canonização de Paulo, se isso existisse naquela época. É como dizer hoje de si: batizado no oitavo dia, pertencente à estrutura por excelência da salvação, a Igreja Católica, membro da ordem religiosa mais austera da Igreja (este eram os fariseus!), grande observador da Regra...
Ao contrário, no texto há um ponto que divide em duas a página e a vida de Paulo. Começa com um «mas» que cria um contraste total: «Mas tudo isso, que para mim eram vantagens, considerei perda por Cristo. Na verdade, julgo como perda todas as coisas, em comparação com esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor. Por ele tudo desprezei e tenho em conta de esterco, a fim de ganhar Cristo» (Filipenses 3, 7-8).
Ele repete três vezes o nome de Cristo neste breve texto. O encontro com ele dividiu sua vida em duas, criou um antes e um depois. Um encontro personalíssimo (é o único texto onde o apóstolo usa o singular «meu», não «nosso» Senhor) e um encontro existencial mais que mental. Ninguém poderá jamais conhecer a fundo o que aconteceu naquele breve diálogo: «Saulo, Saulo!»; «Quem és, Senhor?»; «Eu sou Jesus». Uma «revelação», define ele (Gál 1, 15-16). Foi uma espécie de fusão a fogo, um relâmpago de luz que, ainda hoje, tendo passado dois mil anos, ilumina o mundo.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Vocacionados e voluntariado

O LAR TORRES DE MELO, é uma associação civil de direito privado, sem fins lucrativos, de caráter exclusivo de assistência social e promoção humana, constituída por número ilimitado de sócios. Os nossos vocacionados prestam um serviço voluntário a esta instituição durante o período de discernimento vocacional. Para eles e para nós da equipe de formação é uma graça contar com um ambiente favorável ao serviço e ao testemunho do AMOR MISERICORDIOSO. Ao terminar as atividades do ano de 2008, compartilharmos com vocês algumas fotos deste trabalho missionário.


Saturnina de Almeida Prudêncio, é uma pessoa idosa de 106 anos de idade, é um exemplo de vida, já foi professora primária; isso ela diz com muito orgulho. É simpática, educada , solteira e muito lúcida. É amante e fiel ao apostolado do coração de Jesus e de Maria.Como ela mesma diz "tem muitos amigos do mais rico ao mais humilde ,o importante é tratar a todos com educação e carimho".D. Saturnina reside no Lar Torres de Melo por escolha própria, é uma pessoa de bem com a vida,vale a pena bater um papo com ela. Ela é maravilhosa, por tudo isso e muito mais...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

São Francisco Xavier

A Igreja que na sua essência é Missionária, teve no século XV e XVI um grande impulso do Espírito Santo para evangelizar a América e o Oriente. No Oriente São Francisco Xavier, destacou-se com uma santidade, que o levou a ousadia de fundar vária missões, a ponto de ser conhecido como São Paulo do Oriente. Francisco nasceu na Espanha em 1506, sofreu com a guerra, onde aprendeu a nobreza e a valentia; com dezoito anos foi para Paris estudar, tornando-se doutor e professor.Vaidoso e ambicioso, buscava glória de si até conhecer Inácio de Loyola, com quem fez amizade; e que sempre repetia ao novo amigo: " Francisco, que adianta o homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?" Com o tempo, e intercessão de Inácio, o coração de Francisco foi cedendo ao amor de Jesus, até que entrou no verdadeiro processo de conversão; o resultado se vê no fato de ter se tornado co-fundador da Companhia de Jesus. Já como Padre, e empenhado no caminho da santidade, São Francisco Xavier recebeu de Inácio em missão no Oriente. Nas Índias, fez frutuoso trabalho de evangelização que abrangeu todas as classes e idades, ao avançar para o Japão, submeteu-se em aprender a língua e os seus costumes, a fim de anunciar um Cristo Encarnado. Ambicionado a China para Cristo, pôs-se a caminho, mas em uma ilha frente a sua nova missão, veio a falecer por causa da forte febre e cansaço.Esse grande Santo missionário entrou no Céu com quarenta e seis anos, e percorreu grandes distâncias para anunciar o Evangelho, tanto assim que se colocássemos em uma linha suas viagens, daríamos três vezes a volta na Terra. São Francisco Xavier com dez anos de apostolado tornou-se merecidamente o Patrono Universal das Missões.
São Francisco Xavier...rogai por nós!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Arqui(dioceses) realizam atividades no Dia Mundial de Luta contra a Aids

O dia 1º de dezembro é dedicado à luta contra a Aids no mundo. De acordo com dados publicados no site da Pastoral DST/Ais, no mundo, 33 milhões de pessoas vivem com HIV; 25 milhões já morreram; e há 12 mil novas infecções por dia. No Brasil, diariamente há 68 novos casos registrados, 340 novas infecções, 107 internações e 30 mortes.
Diversas arquidioceses e dioceses promovem hoje, 1º, atividades na Luta contra a Aids. Em Curitiba (PR), às 18h, haverá uma missa presidida pelo bispo auxiliar, dom João Carlos Seneme, na Catedral Basílica Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Além disso, integrantes da Pastoral da Aids participam de uma mobilização realizada pela Secretaria Municipal de Saúde.
Na diocese de São José dos Campos (SP), a Associação Nossa Casa de Acolhida, que resgata a dignidade de pessoas portadoras do HIV, preparou um vídeo institucional de 30 segundos e que está sendo transmitido pelas TVs Vanguarda e Ban Vale. Uma missa também marca a data.
Em Fortaleza (CE), a Pastoral da Aids fez um trabalho de prevenção em uma escola da cidade. Em Belo Horizonte (MG), haverá missas dedicadas a este dia nas 260 paróquias da arquidiocese. Ainda na capital mineira, está prevista para o próximo dia 5 a inauguração da Casa de Apoio Nossa Senhora da Conceição, para pessoas que vivem com HIV/Aids.

Jesuítas e o trabalho de SOLIDARIEDADE com os portadores do HIV


Parar a SIDA: Cumprir a Promessa!


Ao longo destes vinte anos, verificámos avanços significativos, com remédios que prolongam a vida, mais fundos para a prevenção e tratamento, mais conhecimento que gera uma maior consciência e abertura e redução do estigma.
Tais desenvolvimentos podem levar alguns a perguntar se a SIDA ainda merece uma atenção privilegiada – entre todos os desafios urgentes que a África enfrenta.
As estatísticas de 2008 das Nações Unidas deixam pouco espaço para dúvidas. A SIDA continua a ser a principal causa de morte no Continente, onde residem cerca de 22 milhões de seropositivos, ou seja, dois terços do total global de 33 milhões. No mundo em desenvolvimento, embora o acesso melhorado à terapia antiretroviral signifique que menos gente esteja a morrer, o tratamento chega a menos de um terço dos que dele precisam. O número dos órfãos por causa da SIDA aumentou enormemente e a miríade das suas necessidades tem recebido uma atenção reduzida. Em África, milhões de pessoas estão ainda envolvidas na privação e na ignorância que as põe em risco elevado de contrair o HIV. Mais do que nunca, é necessária uma grande dedicação para lutar contra a corrente que esta pandemia representa. Contudo, porque haveremos de dedicar energias, recursos e perícia para enfrentar o que parece ser um problema entre muitos outros?

Um professor, que dá cursos sobre SIDA a religiosos e seminaristas, escreve: Tenho a impressão que, cada vez mais, o tema do HIV/SIDA está a ter menos importância entre os estudantes bem como na sociedade. E isso preocupa-me de verdade. Não sei se isto é apenas um sentimento pessoal ou se tem que ver com a realidade. De acordo com a experiência da AJAN, esta é a realidade. Nas casas de formação dos jesuítas, alguns levantam a questão se a SIDA ainda merece tal atenção (e uma Rede que se dedique a esta problemática) porque já não é uma emergência.

Ao criar a AJAN em 2002, os Superiores Jesuítas de África e Madagáscar (JESAM) tornaram bem claro que a pandemia é uma prioridade para a Companhia de Jesus em África, na convicção clara de que os jesuítas têm uma contribuição única para dar na luta contra o HIV e a SIDA. A AJAN é uma resposta altamente flexível e o seu compromisso é a longo prazo, tal como acontece com os nossos principais ministérios. Ainda que os interesses mudem e os recursos diminuam, a Companhia de Jesus está comprometida a enfrentar a
SIDA até ao fim.

Muito trabalho já está a ser feito em cerca de 30 países ao Sul do Saará, espalhados pela África. Coordenados e apoiados pela AJAN, os jesuítas proporcionam liderança em comunidades, escolas e universidades, paróquias e famílias: apoio integral e cuidado pastoral; educação para os órfãos; advocacia em favor do acesso universal real ao tratamento; educação baseada em valores como uma forma sólida de prevenção; investigação social, cultural e teológica.

Tratamento, nutrição adequada, cuidado pastoral e apoio ainda não são acessíveis para muitos dos que precisam.
Somos chamados não a replicar, muito menos a competir, mas sim a:
- chegarmos com caridade até junto dos mais vulneráveis e esquecidos
- melhorar as respostas ao HIV e SIDA em África em termos de cobertura,
qualidade e profundidade
- educarmos de todas as formas de modo a que África esteja melhor equipada para ultrapassar a SIDA
- assegurar liderança de visão, inovação e acção
- trazer fé, vida e esperança. É crucial manter um compromisso sólido com a educação. A Nova Visão
Apostólica da Assistência de África sublinha que uma sólida educação - a todos os níveis (primário, secundário, terciário, nos nossos centros sociais e espirituais, e nas nossas paróquias)

- é a condição” sine qua non” para qualquer desenvolvimento sustentável e durável de África e a via privilegiada pela qual a África poderá enfrentar os muitos desafios da globalização hodierna, entre os quais a pandemia da SIDA.
Ao assumir o desafio da luta contra a SIDA, a AJAN segue as pegadas dos seus padroeiros: a Bem-aventurada Anuarite, que dedicou a sua vida religiosa à educação até ao seu martírio, há 44 anos atrás; e S. Luís Gonzaga, que era um estudante no Colégio Romano quando se dedicou às vítimas da peste no Inverno amargo de 1591.
É bom terminar esta mensagem com as sábias palavras dos nossos anciãos: Que o teu coração conserve as minhas palavras... e viverás. Adquire sabedoria, adquire compreensão (Provérbios 4, 4-5) e continua a liderar e a manter a promessa.


Fratern Masawe, S.J.
Moderador da JESAM
1 de Dezembro de 2008