quarta-feira, 30 de abril de 2008

Conferência de Aparecida no olhar de um de seus presidentes


Entrevista com o cardeal Geraldo Majella Agnelo
Um ano após sua celebração, a Conferência de Aparecida suscita belas recordações, entre elas as celebrações diárias da missa com os peregrinos no Santuário da Padroeira do Brasil.
É o que destaca nesta entrevista a Zenit o cardeal Geraldo Majella Agnelo, arcebispo de Salvador (Bahia) e um dos presidentes da grande reunião eclesial inaugurada por Bento XVI em maio de 2007.
--Como o senhor vivenciou a tarefa de ser um dos presidentes de um evento tão importante como a Conferência de Aparecida?
--Cardeal Geraldo Majella Agnelo: A Conferência de Aparecida teve um caráter um tanto singular, pois não foi semelhante às outras. Ela foi muito bem preparada e articulada. A escolha do local foi do Papa, ele a prestigiou com sua presença e também deu o tema do evento. Ele ainda quis que fosse dentro do Santuário de Aparecida. Tudo isso fez com que a Quinta Conferência tivesse um feitio diferente das outras, e isso impressionou. As nossas reuniões começavam com a participação do povo na missa da manhã. Isso fez com que o povo acompanhasse, participasse. Foi uma experiência diferente das precedentes. Pela preparação, pelo acompanhamento, pela participação do povo de um modo muito próximo. Depois, no trabalho que foi feito, eu penso que a resposta dos bispos foi muito marcante e preciosa. O documento, aprovado pelo Papa, é de grande ajuda para as nossas Igrejas particulares e também para as Conferências Episcopais.
--O senhor temia atritos e dificuldades internas durante a Conferência?
--Cardeal Geraldo Majella Agnelo: Um dado importante é que, logo que iniciamos a Conferência, foi colocado: ‘Vamos fazer um documento ou não?’ E a resposta foi unânime: ‘Vamos’. Então ficou decidido que nós trabalharíamos em função não apenas de uma declaração, mas de um documento. Depois, o interesse que provocou na nossa gente, no povo, foi muito grande. O povo estava acompanhando. Isso criou dentro de nós uma confiança e um estímulo. De fato, a gente olhando bem, o documento de Aparecida é um texto em que se vê o estímulo que os bispos tiveram e que se coloca bem dentro da situação atual. Vivemos num tempo em que as pessoas são tentadas mais ao egoísmo, ao consumismo. Uma época em que o subjetivismo e o egoísmo trouxeram um maior desencontro das pessoas. Em uma época de meios de comunicação tão extraordinários, as pessoas não sabem como se comunicar pessoalmente umas com as outras. Trata-se de um documento que sente essas principais características do mundo, para dar uma resposta, mostrar um caminho. Caminho que é sempre a adesão a Cristo, não a uma ideologia, mas à pessoa de Cristo.
--Havia o receio de tentativas de instrumentalização da Conferência de Aparecida?
--Cardeal Geraldo Majella Agnelo: Eu penso que foi muito menos do que nas Conferências anteriores, porque as coisas eram feitas com muita clareza. Não é que alguém não pudesse ter alguma interpretação diversa do outro. Mas havia um consenso maior. Os bispos se sentiram livres. Não estavam condicionados. Nós da presidência sentimos facilidade. Não havia constrangimentos. Não presenciamos ninguém que fizesse uma colocação que fosse ofensiva a quem quer que seja. Nós não vimos isso. E também nos trabalhos em grupo existia uma facilidade das pessoas falarem e de confiarem nas outras. Deus nos conduziu com muitas graças. Eu, por exemplo, não senti nenhum constrangimento, mesmo sabendo que tinha de falar para aquela assembléia, dar a palavra nas plenárias e conduzir os trabalhos. Internamente, entre os presidentes, nós não ficamos preocupados com o falar isso ou aquilo.
--De saída, o Papa indicou a necessidade de uma análise da realidade que recordasse que «o mais real é Deus». Isso facilitou?
--Cardeal Geraldo Majella Agnelo: Sim. Isso significa não ficar contemplando só a nossa parte. Mas também como Deus agiu e age conosco. Como Ele mostra a Sua presença e como Ele caminha conosco. Eu participei de uma outra conferência precedente, que foi a de Santo Domingo. Foi uma conferência muito difícil. Houve a falta de definição rápida de produzir o documento ou não, e havia oposição entre grupos que queriam e grupos que não queriam. Isso prejudicou um melhor resultado do trabalho da assembléia. Na Conferência de Aparecida, nós recebemos, sem dúvida nenhuma, uma inspiração muito grande de Deus. As celebrações diárias da missa junto com os peregrinos eram para nós de um forte significado. Isso fez parte da assembléia. Marcou a vida dos nossos povos e a nossa vida pessoal também.

BISPOS EUROPEUS DISCUTEM RELAÇÃO ENTRE IGREJA E INTERNET

A relação entre Internet e Igreja foi o tema central do encontro do Comitê Executivo da Comissão Episcopal Européia para a Mídia (CEEM), realizado de 25 a 27 de abril na Casa Santa Marta, no Vaticano. Este encontro serviu como base para a próxima Assembléia Plenária, "A cultura da Internet e a Igreja", que reunirá em Roma, em março de 2009, os bispos presidentes das comissões episcopais para as comunicações sociais das conferências episcopais da Europa, acompanhados de especialistas."A cultura da Internet é uma cultura de rede, é uma rede horizontal de pessoas que cada vez mais dialogam entre si", explica o texto. É uma tecnologia que se caracteriza pela capilaridade, conectividade e sociabilidade, onde a partilha do saber e as relações entre indivíduos são centrais.Estas características, observa ainda o comunicado, começam a ter efeitos sobre nossas sociedades e são especialmente visíveis entre os jovens.

Três mil católicos voltam à Igreja graças a um site

Cerca de três mil católicos voltaram à Igreja Católica na diocese americana de Phoenix, graças ao trabalho do site www.CatholicsComeHome.org, que explica de maneira atrativa e simples, e através de uma série de propagandas e de respostas, a graça de pertencer à Igreja fundada por Cristo. O site tem uma versão em espanhol: www.CatolicosRegresen.org.
«Católicos, Regressem a Casa – explica o site –, é um ministério dirigido a todos os que deixaram a Igreja Católica, por qualquer motivo. Seja por ressentimento, irritação, divórcio, isolamento, apatia, rebelião ou falta de entendimento da fé, regressar a casa nunca foi mais fácil.»
«Nossa meta é proporcionar uma variedade de recursos que ajudarão a entender mais claramente a Igreja Católica e seus ensinamentos», informa o site em sua página inicial.
«Em Católicos, Regressem – acrescenta –, nós lhes prometemos que honestamente sempre diremos a verdade, sem ocultar nada. Não fugiremos de temas difíceis, nem hesitaremos em assinalar as muitas maravilhas e os aspectos milagrosos da Igreja Católica.»
«Também – explica o site – sinceramente rezamos para que vocês não deixem de examinar a Bíblia cuidadosamente e seus fatos históricos e que considerem sinceramente que o catolicismo é muito mais do que conheceram.»
Em uma entrevista concedida a CatholicNewsAgency, o presidente e fundador de Catholics Come Home, Inc., Tom Peterson, explicou que as informações permitem às pessoas que encontrem respostas às perguntas sobre alguns ensinamentos da Igreja e também as colocam em contato com sua paróquia local «para voltar para casa, para a Igreja Católica».
Peterson explica que a diocese de Phoenix o contratou para que fizesse uma campanha, lançada no mês passado, de propagandas que já foram transmitidas em grandes redes como Fox News, ESPN, Lifetime, entre outras, para conseguir que mais católicos voltassem à Igreja.
Após a campanha, explica Peterson, mais de «31.000 visitantes entraram no site de Phoenix» para apresentar «perguntas, inquietudes, para averiguar horários de missas, ler sobre assuntos relacionados com o matrimônio ou para pedir o livro de Matthew Kelly, ‘Redescobrindo o catolicismo’».
Os informes publicitários foram produzidas também por CatholicsComeHome.org. A primeira delas, «Épico», mostra uma breve resenha da história, espiritualidade e beleza da Igreja Católica que «Jesus iniciou há dois mil anos».
Peterson comenta que «muitas pessoas não conhecem a história da Igreja. Não sabem que Pedro foi o primeiro Papa. Não têm idéia das grandes conquistas que a Igreja fez ao longo dos séculos».
Com o segundo informe publicitário, «Filme», «muitas pessoas chegam inclusive a chorar. Este vídeo mostra a misericórdia de Deus, sem importar o que tenhamos feito, podemos aceitar a misericórdia de Jesus, que nos ajudará a criar o final perfeito para cada uma de nossas vidas».
«O site proporciona respostas a perguntas sobre os ensinamentos da Igreja; e explica por que uma fé sólida é importante no mundo de hoje, que anda ocupado em meio à confusão. Também oferece um olhar geral à fé, com recursos adicionais, assim como um localizador de paróquias», informa Peterson.
A meta da organização é lançar os informes publicitários em todo o mundo quando forem aperfeiçoados.

terça-feira, 29 de abril de 2008

"DESENVOLVIMENTO NÃO É INVESTIR NA ECONOMIA, MAS NO SER HUMANO"

Concluiu-se no dia 25, em Acra, capital de Gana, a 12ª sessão da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD). A delegação vaticana foi guiada pelo Arcebispo Silvano Tomasi, observador permanente da Santa Sé na ONU, em Genebra.Em seu pronunciamento, Dom Tomasi menciona a "crise do multilateralismo", assinalando especialmente duas críticas às organizações internacionais."A primeira é o problema de representatividade, segundo o qual o poder de decisão não está dividido de forma eqüitativa", aponta o arcebispo. A segunda crítica se refere à falta de envolvimento da sociedade em iniciativas orientadas ao desenvolvimento. "Essa falta de participação representa o risco de formular uma estratégia política que não esteja centrada na população, mas sim nos governos", alertou.Para evitar esse risco, a Santa Sé recorda que o desenvolvimento deve ser centrado no ser humano: "O comércio representa uma oportunidade significativa para os países em desenvolvimento. Contudo, o comércio não é um fim em si mesmo, mas um meio para a conquista do desenvolvimento e para a redução da pobreza"."Deve ficar claro que desenvolvimento não se refere somente ao crescimento da economia em geral, mas ao desenvolvimento do ser humano", precisa Dom Tomasi. Nesse sentido, afirma ele, o bem comum não é um objetivo abstrato nem uma simples lista de objetivos, mas é a satisfação das necessidades primárias da pessoa: a necessidade de verdade, de amor e de justiça.O arcebispo recorda ainda que o desenvolvimento não é um objetivo a alcançar, mas um caminho a percorrer. Esse caminho, contudo, requer dois princípios: o da solidariedade e o da subsidiariedade.Para Dom Tomasi, é preciso subsidiar a saúde e o trabalho digno. Todavia, a essência do desenvolvimento é a educação: "Somente uma pessoa que recebe educação pode ser plenamente consciente do valor e da dignidade do ser humano"

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Paraguai e Brasil

No domingo passado o Paraguai elegeu para seu presidente um bispo católico, D. Fernando Lugo. Ele vai tomar posse a 15 de agosto, dia de Nossa Senhora da Assunção, padroeira do Paraguai, de onde sua capital recebe o nome.
O significado desta eleição não se limita ao fato raro e singular de um bispo concorrer à presidência de república, e ser eleito por expressiva maioria. Estamos diante de um dos verdadeiros “sinais dos tempos”, que precisa ser bem interpretado, pois aponta para muitas direções.
A imprensa do Brasil foi surpreendida pelo resultado, porque pouco tinha se interessado em acompanhar o processo eleitoral neste país que é nosso vizinho, e com o qual temos tantas realidades em comum, inclusive nossa maior usina hidroelétrica. O colonialismo cultural que ainda nos envolve é capaz de fornecer detalhes esdrúxulos das prévias norte-americanas, enquanto desconhece lances decisivos da história que partilhamos com nossos vizinhos latino americanos.
A eleição de Fernando Lugo significa a afirmação da identidade de um povo, desejoso de assumir sua história, e ansioso por ver respeitada sua dignidade e sua capacidade de participar, em pé de igualdade, na construção da solidariedade latino americana.
Em Fernando Lugo, o povo do Paraguai enfatiza sua legítima soberania, e afirma suas responsabilidades.
A eleição de um bispo católico como presidente da república traz consigo uma clara proposta patriótica, ética e política. No seu novo presidente, o povo paraguaio quer expressar sua capacidade de construir uma nação baseada em valores morais que servem de fundamento, tanto para a convivência interna como externa.
Sem dúvida nenhuma, a eleição de Fernando Lugo cria um novo patamar de relacionamento do Paraguai com os outros países, e de maneira muito especial com o Brasil. Nossos povos partilham situações comuns, que pedem um entendimento aberto, franco e baseado na justiça e na solidariedade.
Uma dessas situações é Itaipu, a maior hidroelétrica do mundo, e símbolo inequívoco da riqueza natural do Paraguai, constituída dos dois rios que desenham sua geografia, o Paraguai e o Paraná.
A própria construção desta hidroelétrica consagrou o desperdício, cujas conseqüências ainda estamos pagando, por 50 anos, em forma de amortização dos empréstimos. Orçada no início em cinco bilhões de dólares, precisou depois duplicar o seu orçamento para dez, e finalmente aumentar para quinze bilhões, sem contar os custos posteriores das linhas de transmissão. Estas realidades precisam agora ser colocadas com franqueza na mesa das negociações, para atender à justa aspiração do Paraguai de receber um preço melhor pela energia que por força de contrato ele vende para o Brasil.
Esta causa se constituiu em motivo central da campanha eleitoral que levou Lugo à presidência. Ela precisa agora encontrar acolhida junto ao governo brasileiro, inclusive para sinalizar a fecunda colaboração que os dois povos são chamados a efetivar daqui para a frente, dentro do novo marco de relacionamento, decorrente destas eleições.
Outra situação que merece agora um tratamento novo e diferenciado é constituída pelos “brasiguaios”. Eles expressam a entranhada relação existente entre Brasil e Paraguai, como não se verifica com nenhum outro país da América Latina.
Posso imaginar o que se passa agora na cabeça de Fernando Lugo, recordando os encontros que fazíamos como bispos do Celam, sonhando com a integração fraterna dos povos latino americanos. Ele carregava uma inquietação política, que o levou a renunciar à própria diocese, para colaborar na caminhada do seu povo como cidadão comum. De repente, o povo paraguaio lhe confiou a enorme tarefa de resgatar a dignidade do seu país, sacudindo equívocos internos e postulando justiça e respeito internacional.
Lugo, vá em frente! Estamos torcendo por você. Seu nome expressa urgência. Lugo e “logo” carregam a mesma insistência. Pode contar com nosso apoio. Que Deus o ajude a cumprir esta nova missão que a Providência lhe confiou!
* Dom Luiz Demétrio Valetini, 68, é bispo de Jales (SP) e presidente da Cáritas Brasileira

Parabéns, Daniel!

A Daniel, nosso vocacionado interno, parabéns e conte nossos orações!
Aniversariar é uma amostra das oportunidades que temos de aprender a contar nossos dias.

A melhor oração é...

quando Deus não se torna uma aspirina.
Existe um problema em nossas orações: constantemente lembramos de Deus somente quando estamos necessitados de algo, pedindo a Ele que faça a nossa vontade. Mas nem sempre as coisas são assim, pois, muitas vezes, o que desejamos não é o melhor para nós.
Um exemplo bem prático disso é uma criança pequena pedindo à mãe que lhe deixe brincar com uma faca. Por mais que isso seja a vontade dela [criança], uma mãe – em plena consciência – nunca a deixaria brincar com esse objeto. Do mesmo modo, Deus age assim conosco, sempre visando primeiramente o nosso bem; mesmo que a situação que estamos vivendo não esteja coerente com a vontade divina.
A lógica de Deus é muito diferente da nossa, porque Ele vê e tem idéia perfeita sobre todas as coisas, enquanto nossa visão é meramente limitada. Já experimentou olhar o lado avesso de um bordado feito à mão? O que vemos são apenas traços de um desenho; é difícil imaginar como realmente é o bordado. Assim nós também vemos a realidade, não a vemos por todos os ângulos, nossa visão a respeito dela é parcial.
Acreditamos – por meio de nossa fé – que Deus é Onisciente, ou seja, sabe tudo; logo, sabe o que é melhor para nós, muito mais do que nós mesmos. Portanto, o melhor que temos a fazer é nos deixar guiar pelo Senhor e pedir que se faça a vontade d’Ele em nossa vida e não a nossa, pois somos passíveis de erros.
Há de se ter muito cuidado em nossas orações para que não nos tornemos meramente pedintes, pois nossa tendência é a de esquecer de Deus quando conseguirmos o que queremos. Imagine você uma pessoa que orasse tão somente por causa de uma dor de cabeça, e agisse assim a vida toda. Qual seria o conceito que ela tem de Deus? Eu acredito que como o de uma grande aspirina, e é aí que mora o perigo, pois com esse conceito reduzido sobre Deus, quando ela tomar consciência de que a aspirina resolve seu problema, ela deixará de orar por crer que não precisa mais de Deus.
Com isso, não afirmo que é proibido pedir qualquer coisa a Deus; muito pelo contrário, no Evangelho de São João, podemos encontrar a seguinte passagem: “Tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, eu o farei de tal forma que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” (Jo 14,13-14). Digo que apenas é necessário ter cuidado para que nossas orações não se tornem apenas um ato de somente pedir. Repito aqui que a melhor solução é deixar-se guiar por Deus.
Erick Walker

"AMÉRICA LATINA É RESERVA ESPIRITUAL DA IGREJA CATÓLICA"

A América Latina é uma "reserva espiritual" para a Igreja Católica. A frase foi pronunciada pelo prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal José Saraiva Martins, aos jornalistas após a cerimônia de beatificação da venezuelana Madre Candelária de São José (1863-1940), presidida por ele no Estádio Universitário de Caracas. "A imagem que tenho da América Latina é muito positiva, porque é um continente com esperança para a Igreja Universal e, apesar das dificuldades que atravessa, é uma reserva espiritual", disse. "O futuro da Igreja está aqui na América Latina. É uma Igreja jovem com muita criatividade. Tem também tem muitos problemas, mas eles no fundo são também sinais de vida. É preciso enfrentá-los com coragem e com uma interpretação autêntica do Evangelho e do cristianismo", acrescentou.A cerimônia foi transmitida ao vivo por várias estações de rádio e televisão, à qual assistiram, segundo os organizadores, 50 mil católicos de diversas cidades venezuelanas.A arquidiocese de Caracas tem agora duas bem-aventuradas, Madre Maria de São José e Madre Candelária de São José. A cerimônia de ontem foi a primeira em terras venezuelanas. "Trata-se de um fato histórico, um dia que merece ser escrito com letras de ouro nos anais da história da Venezuela", disse o purpurado português.