sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Parabéns, irmãos jesuítas!

Santo Afonso Rodrigues

Diante da "galeria" de santos da Companhia de Jesus, voltamos o nosso olhar, talvez, para o mais simples e humilde dos Irmãos, Santo Afonso Rodrigues. Natural de Segóvia na Espanha, veio à luz aos 25 de julho de 1532.Pertencente a uma família cristã, teve que interromper seus estudos no primário, pois com a morte do pai, assumiu os compromissos com o comércio. Casou-se com Maria Soares que amou tanto quanto os dois filhos, infelizmente todos, com o tempo, faleceram. Ao entrar em crise espiritual, Afonso entrega-se à oração, à penitência e dirigido por um sacerdote, descobriu o seu chamado a ser Irmão religioso e assim, assumiu grandes dificuldades como a limitação dos estudos. Vencendo tudo em Deus, Afonso foi recebido na Companhia de Jesus como Irmão, e depois do noviciado, foi enviado para o colégio de formação.No colégio, desempenhou os ofícios de porteiro e a todos prestava vários serviços, e dentre as virtudes heróicas que conquistou na graça e querer ser firme, foi a obediência sua prova de verdadeira humildade. Santo Afonso sabia ser simples Irmão pois aceitava com amor toda ordem e desejo dos superiores, como expressão da vontade de Deus. Tinha como regra: "Agradar somente a Deus, cumprir sempre e em toda parte a vontade divina". Este Santo encantador, com sua espiritualidade ajudou a muitos, principalmente São Pedro Claver. Quanto ao futuro apostolado na Colômbia. Místico de muitos Carismas, Santo Afonso Rodrigues, sofreu muito antes de morrer em 31 de outubro de 1617.

Santo Afonso Rodrigues... rogai por nós!

Há sempre uma maneira de Recomeçar o que se quiser

Há dias em que nos apercebemos dos cheiros da manhã mal fechámos a porta de casa. Há outros que não.Há dias em fazemos “check” em todos os compromissos da agenda e ainda conseguimos ler uma página do livro que nos ofereceram naquele dia especial. Outros há em que ficam até compromissos por cumprir.Há dias em que nos dá vontade de cuidar com carinho dos laços de amor que construímos. Outros em que dá a sensação que acordamos para os estragar.Há dias em que ficamos felizes quando, ao deitar, percebemos que não passamos pelo sofá e não perdemos tempo com a TV. Outros há em que o sofá parece estar encantado e com o poder absurdo de nos amarrar nele em eternidades vazias.Há dias em que a nossa alegria é tão contagiante que fica difícil acreditar que não temos colocados uns grandes óculos verdes com guizos de cores de festa e um nariz de palhaço bem vermelho e redondo. Outros em que, sem razão aparente, a nossa sobrancelha levanta e expressões de irritação e desilusão invadem a nossa cara e não arredam pé… e sentimos que nos vamos afastando de nós, do mais essencial e bonito que temos e somos. E vamo-nos apercebendo que vamos fazendo “o mal que não queremos” e não conseguimos concretizar todo “o bem que temos para fazer”. Em que situações, na minha vida, fiz o “mal que não quis”? E, em mim, existe “bem ainda por fazer”? Há dias de grande consolação, onde nos apercebemos o quão centrados estamos, no bem que isso nos traz, no quanto nos guia até aos outros, na alegria e confiança que nos dá. E dias de cansaço acumulado, de falta de esperança, onde não vemos saídas claras e nos perdemos em raciocínios confusos e pesados, que nos cansam ainda mais e aumentam a bola de neve que vai descendo a encosta com mais e mais força, sem darmos conta: estes dias roubam-nos tudo… roubam-nos de nós… roubam-nos o Sopro de Vida que nos traz ânimo… que nos dá Alma. Vou percebendo que a Vida é cíclica nas coisas mais fundamentais. E que há ciclos que tenho de fechar e começar de novo. O que me dá força para o conseguir?Este último Verão trouxe-me imensa Vida, por ter sido um tempo de experiência concreta de perdão infinito aliado a um desejo profundo de santidade.É, sem dúvida, a experiência mais consoladora e bonita que tive a oportunidade de vivenciar… depois de me desviar constantemente dos apelos que ia recebendo e fingindo não ouvir, dos meus caminhos, reconhecer com o coração que não fui dom, graça e vida para o Mundo… Custa tanto voltar para Deus com o coração desfeito e mãos cheias de nada… todo feito Filho Pródigo… e as lágrimas caem quentes quando O imagino de braços abertos pronto para me dar o Abraço de Perdão ao som do festim melodioso dos Anjos!E com o Seu Abraço faz-me acreditar que o Amor é sempre maior que o meu pecado… e até a culpa se torna feliz assim, pronta para REcomeçar.Questionar-me sobre situações/pessoas para as quais não tenha sido dom, graça e vida; Quem precisa do meu Abraço de Perdão?
Andreia Gil

Portugueses nos passos do Pe. António Vieira

17 portugueses percorreram durante 15 dias os passos do Pe. António Vieira no Brasil. Recife, Olinda, São Luís do Maranhão, Salvador da Bahia e o Rio de Janeiro deixaram marcas que os portugueses procuraram intuir “na «composição dos lugares» e na atmosfera dos povos onde o Padre António Vieira se notabilizou, para melhor interpretarmos a veemência da sua palavra, a coragem das suas propostas e o ardor do seu espírito cristão, sacerdotal e missionário”.
Um comunicado enviado à Agência ECCLESIA lamenta que a sociedade portuguesa em geral, “pela quase apatia das celebrações não se chegou a aperceber ainda do gigantismo ímpar deste português de nascimento e brasileiro de coração”.
“A comunicação social (nomeadamente a televisiva e a radiofónica), as entidades e instituições oficiais sobretudo no âmbito histórico-cultural, e até mesmo o mundo religioso” não “apreenderam suficientemente a riqueza humana e o conteúdo social, cultural e religioso que o Padre António Vieira nos pode proporcionar”.
Os participantes na viagem dão conta de “dias ricos em observação e em leitura atenta quer dos cenários naturalmente grandiosos, quer dos livros e dos folhetos, dos edifícios por vezes monumentais e das estátuas”.
A participação em actos religiosos locais, as visitas a Santuários de fundação portuguesa, e o viver lado a lado com manifestações de fé popular, foram participações que ajudaram a “assimilar e a entender por dentro, tanto do carismático que víamos por fora”.




quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Assassinados dois sacerdotes jesuítas em Moscou







Victor e Otto
O secretário geral da conferência de Bispos Católicos da Rússia , Igor Kovalevski, confirmou esta quarta-feira ( 29) a morte de dois sacerdotes jesuítas em Moscou. O superior da Região Russa Independente da Companhia de Jesus ( assim está denominada oficialmente a ordem jesuíta ) , Otto Messmer e o sacerdote Victor Betancour foram encontrados com indícios da morte violenta em seu apartamento na rua Petrovka.
“Eles não responderam às chamadas telefônicas , e por isso uns irmãos da ordem os visitaram e os encontraram mortos”, disse Kovalevski. As circunstâncias do assassinato ainda não estão claras. A investigação continua”, disse.
Otto Messmer, nascido em 1961 na cidade de Karaganda ( agora Cazaquistão) em uma família católica de muitos filhos , ingressou na Ordem jesuíta em 1982. Foi formado pela Escola Católica superior de Riga, e em 1988 foi à Cazaquistão para realizar o serviço religioso. Mais tarde foi nomeado como o reitor do Seminário Católico de Novosibirsk (Sibéria).
Durante os últimos anos ocupava o cargo do superior da Região Russa Independente da Companhia de Jesus. O sacerdote Victor Betancour é da nacionalidade colombiana que chegou à Rússia há uns anos e trabalhou no instituto de Teologia, Filosofia e História “San Tomas”, apoiado pelos jesuítas.
A Região Russa Independente da Companhia de Jesus foi registrada oficialmente em junho de 1992 e une jesuítas residentes no território da CEI (ex-repúblicas soviéticas).




O padre Adolfo Nicolás, superior da Companhia, segundo explica a nota recebida por Zenit, «convida a todos os jesuítas a demonstrarem sua ajuda, apoio e solidariedade aos companheiros da Região Russa, posta a prova neste momento, e expressa sua profunda proximidade às famílias dos companheiros mortos».
Desta forma, o superior jesuíta «agradece as manifestações de proximidade que recebeu da Igreja desde o primeiro momento que que foi confirmada a notícia».
O padre geral «pede a toda a Companhia orações pelo eterno descanso dos companheiros mortos e pelo fim de toda violência».

domingo, 26 de outubro de 2008

PARTILHANDO EXPERIÊNCIAS E APROFUNDANDO A VOCAÇÃO

Encontro dos Mestres e Irmãos Jesuítas


Dá-nos, Senhor, a graça de aprofundar a nossa compreensão do chamamento a servir a fé, a promover a justiça e a dialogar com a cultura e com outras religiões, à luz do mandato apostólico a estabelecer relações justas com Deus, uns com os outros e com a Criação. ( Decreto 3)

sábado, 25 de outubro de 2008

PARTILHANDO EXPERIÊNCIAS e APROFUNDANDO A VOCAÇÃO

Encontros dos MESTRES E IRMÃOS JESUÍTAS
Estamos neste fim de semana em Salvador na residência Santo Antônio da Barra no nosso segundo encontro anual dos Mestres e Irmãos da BNE para refletir o tema da nossa vida espiritual - pós noviciado, e partilhar a caminhada da missão atual.
Acolhida, alegria do reencontro, profundidade e confiança nas partilhas, orações e Eucaristia, reflexão de textos e momento em comum e outros tempos estão sendo bons e nos ajudando a SER MAIS “AMIGOS NO SENHOR”. Rezem por nós!

Evangelho Dominical

Amor faz ver outros como são realmente

Pe. Cantalamessa

XXX Domingo do Tempo Comum
Mateus 22, 34-40



Amarás o teu próximo como a ti mesmo

«Amarás o teu próximo como a ti mesmo». Acrescentando as palavras «como a ti mesmo», Jesus nos pôs diante um espelho ao qual não podemos mentir: deu-nos uma medida infalível para descobrir se amamos ou não o próximo. Sabemos muito bem, em cada circunstância, o que significa amar a nós mesmos e o que queríamos que os demais fizessem por nós. Jesus não diz, note-se bem: «O que o outro te fizer, faze tu a ele». Isso seria a lei do Talião: «Olho por olho, dente por dente». Ele diz: o que tu queres que o outro te faça, faze tu a ele (cf. Mt 7, 12), que é muito diferente.

Jesus considerava o amor ao próximo como «seu mandamento», no qual se resume toda a Lei. «Este é o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei» (Jo 15, 12). Muitos identificam o cristianismo inteiro com o preceito do amor ao próximo, e não estão totalmente desencaminhados. Mas temos de tentar ir um pouco mais além da superfície das coisas. Quando se fala do amor ao próximo, o pensamento se dirige imediatamente às «obras» de caridade, às coisas que é preciso fazer pelo próximo: dar-lhe de comer, de beber, de vestir; ou seja, ajudar o próximo. Mas isso é um efeito do amor, não é ainda o amor. Antes da beneficência vem a benevolência; antes de fazer o bem, vem o querer.

A caridade deve ser «sem fingimentos», ou seja, sincera (literalmente, «sem hipocrisia») (Rm 12, 9); deve-se amar «verdadeiramente, de coração» (1 Pe 1, 22). Pode-se de fato fazer caridade ou dar esmola por muitos motivos que não têm nada a ver com o amor: por ficar bem, por parecer benfeitores, para ganhar o paraíso, inclusive por remorso de consciência. Muita caridade que fazemos aos países do terceiro mundo não está ditada pelo amor, mas pelo remorso. Percebemos a diferença escandalosa que existe entre nós e eles e nos sentimos em parte responsáveis por sua miséria. Pode-se ter pouca caridade também «fazendo caridade»!

Está claro que seria um erro fatal contrapor o amor do coração à caridade dos fatos ou refugiar-se nas boas disposições interiores para com os demais, para encontrar uma desculpa para a própria falta de caridade atual e concreta. Se você encontra um pobre faminto e tremendo de frio, dizia São Tiago, «de que serve dizer «Pobre, vá, esquente-se, coma algo», mas não lhe dá nada do que precisa?». « Filhos meus, acrescenta o evangelista João, não amemos de palavra nem de boca, mas com obras e segundo a verdade» (1 Jo 3, 18). Não se trata, portanto, de subestimar as obras externas de caridade, mas de fazer que estas tenham seu fundamento em um genuíno sentimento de amor e benevolência.

Esta caridade do coração ou interior é a caridade que todos e sempre podemos exercer, é universal. Não é uma caridade que alguns – os ricos e saudáveis – podem somente dar e outros – os pobres e enfermos – podem apenas receber. Todos nós podemos fazê-la e recebê-la. Também é muito concreta. Trata-se de começar a olhar com novos olhos as situações e as pessoas com as que vivemos. Com que olhos? É simples: os olhos com que quisermos que Deus nos olhe. Olhos de desculpa, de benevolência, de compreensão, de perdão...

Quando isso acontece, todas as relações mudam. Caem, como por milagre, todos os motivos de prevenção e hostilidade que nos impediam de amar certa pessoa, e esta começa a parecer o que é realmente: uma pobre criatura humana que sofre por suas fraquezas e limites, como você, como todos. É como se a máscara que todos os homens e as coisas têm caíssem, e a pessoa aparecesse como é na realidade.