SER JESUÍTA
PROVÍNCIA BRASIL NORDESTE DA COMPANHIA DE JESUS Para informações vocacionais: jesuitasnordeste@gmail.com (85) 3298-3108
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
II Acampamento Inaciano de Juventude - Segundo Dia (segunda 20/02)
O segundo dia do acampamento foi dedicado à formação. Pela manhã, o padre Agnaldo Júnior falou sobre as feridas espirituais que assolam a juventude de hoje e as falsas imagens de Deus que nós temos. Na oportunidade, os jovens tiveram oportunidade de desfrutar de um momento a sós, aproveitando ao máximo a tranquilidade que o mosteiro proporciona. À tarde, o irmão Bira e a irmã Amara deram prosseguimento à atividade formativa.


domingo, 19 de fevereiro de 2012
II Acampamento Inaciano de Juventude - Primeiro Dia (domingo 19/02)
Teve início na manhã de hoje o II Acampamento Inaciano da Juventude da Paróquia do Mondubim, no Mosteiro dos Jesuítas, em Baturité(CE). Participam do acampamento 45 jovens paroquianos e mais 15 pessoas entre religiosos e integrantes do Conselho Paroquial de Juventude (CPJ).
Vindos de todas as comunidades da paróquia, os participantes esbanjam alegria, animação e muita fé. Ao chegar em Baturité, o grupo participou de uma subida até o mosteiro. No auditório, foram feitas as apresentações de todos e as boas vindas dadas pelo padre Tabosa, coordenador do mosteiro.
Após a montagem das barracas, em uma quadra nos fundos do mosteiro, a tarde foi marcada por atividades de lazer e integração. Abaixo, algumas imagens do acampamento, um momento único de formação e unidade.


Vindos de todas as comunidades da paróquia, os participantes esbanjam alegria, animação e muita fé. Ao chegar em Baturité, o grupo participou de uma subida até o mosteiro. No auditório, foram feitas as apresentações de todos e as boas vindas dadas pelo padre Tabosa, coordenador do mosteiro.
Após a montagem das barracas, em uma quadra nos fundos do mosteiro, a tarde foi marcada por atividades de lazer e integração. Abaixo, algumas imagens do acampamento, um momento único de formação e unidade.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
MARTIRIO E PROFECIA NA IGREJA
“Ninguém tem maior amor do aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15, 13). Dar a vida se pode traduzir por generosidade, renúncia, doação e testemunho. No amor a Deus e ao próximo está o eixo central do cristianismo; tudo a partir do coração, por ser o centro da personalidade, onde se encontra seu fundamento, na busca da dignidade, da justiça e da solidariedade.
Neste sentido, já se passaram sete anos do assassinato da Irmã Dorothy Stang. Temos consciência de que o testemunho profético e a mística dessa fiel e corajosa discípula de Jesus de Nazaré, com seu sangue derramado na floresta amazônica, ainda irá produzir frutos, muitos bons frutos.
Irmã Dorothy afirmou, no momento em que foi imolada: “Eis a minha arma” e mostrou a Bíblia Sagrada. Leu ainda alguns trechos das Sagradas Escrituras para aquele que, logo em seguida, iria assassiná-la. Morta com sete tiros, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, no Estado do Pará, Brasil.
Diante do contexto da morte brutal da irmã Dorothy, fica muito presente a frase de Tertuliano, dita no século terceiro: “Sangue de mártires é sementes de cristãos”. “Evangelizar constitui, com efeito, o destino e a vocação própria da Igreja, sua identidade mais profunda. Ela existe para Evangelizar” (Evangelli Nuntiandi, 14), não fugindo da profecia e do testemunho, se for o caso, do martírio.
O modelo capitalista no Brasil, marcado pela desigualdade social e estrutural entrou com toda sua força também na Amazônia. Para a floresta amazônica, foi por opção de vida, a inesquecível Irmã Dorothy. Lá ela abraçou a proposta do Evangelho, vivido na simplicidade, mas com grande e profunda coerência. Uma mulher forte e determinada, no seu estilo de vida e com uma mística a causar medo e contrariar os que desejavam outro projeto para floresta, longe e distante do projeto de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso mesmo tramaram: “Vamos matá-la”.
Irmã Dorothy está viva e presente da vida do seu povo, com sua vida oferecida em sacrifício, num verdadeiro hino de louvor a Deus, com sua coragem profética. Ela continua mais amada e admirada, tornando-se referência, símbolo e patrimônio do povo brasileiro, que sonha com uma nova realidade, aos olhos da fé.
Vivemos uma fé em que se afirma muito a dimensão do louvor e somos inteiramente favoráveis e temos plena convicção de que o nosso Deus é Senhor da vida e da história. Agora viver o mandamento maior: “Amarás o Senhor teu Deus de todo coração e a teu próximo como a ti mesmo” (MT 22, 37), significa ser uma Igreja pascal, na generosidade, na renúncia, na doação, no testemunho e na profecia, a exemplo de irmã Dorothy, no seu desejo de assemelhar-se ao Filho de Deus, ao doar sua própria vida pela floresta amazônica. Fica a pergunta: quando é que teremos uma Igreja verdadeiramente pascal, testemunhando sua fé no Senhor ressuscitado, segundo o pensamento de Tertuliano.
Pe. Geovane Saraiva, Pároco de Santo Afonso
http://WWW.paroquiasantoafonso.org.br
http://blogsantoafonsoce.blogspot.com/
Neste sentido, já se passaram sete anos do assassinato da Irmã Dorothy Stang. Temos consciência de que o testemunho profético e a mística dessa fiel e corajosa discípula de Jesus de Nazaré, com seu sangue derramado na floresta amazônica, ainda irá produzir frutos, muitos bons frutos.
Irmã Dorothy afirmou, no momento em que foi imolada: “Eis a minha arma” e mostrou a Bíblia Sagrada. Leu ainda alguns trechos das Sagradas Escrituras para aquele que, logo em seguida, iria assassiná-la. Morta com sete tiros, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, no Estado do Pará, Brasil.
Diante do contexto da morte brutal da irmã Dorothy, fica muito presente a frase de Tertuliano, dita no século terceiro: “Sangue de mártires é sementes de cristãos”. “Evangelizar constitui, com efeito, o destino e a vocação própria da Igreja, sua identidade mais profunda. Ela existe para Evangelizar” (Evangelli Nuntiandi, 14), não fugindo da profecia e do testemunho, se for o caso, do martírio.

O modelo capitalista no Brasil, marcado pela desigualdade social e estrutural entrou com toda sua força também na Amazônia. Para a floresta amazônica, foi por opção de vida, a inesquecível Irmã Dorothy. Lá ela abraçou a proposta do Evangelho, vivido na simplicidade, mas com grande e profunda coerência. Uma mulher forte e determinada, no seu estilo de vida e com uma mística a causar medo e contrariar os que desejavam outro projeto para floresta, longe e distante do projeto de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso mesmo tramaram: “Vamos matá-la”.
Irmã Dorothy está viva e presente da vida do seu povo, com sua vida oferecida em sacrifício, num verdadeiro hino de louvor a Deus, com sua coragem profética. Ela continua mais amada e admirada, tornando-se referência, símbolo e patrimônio do povo brasileiro, que sonha com uma nova realidade, aos olhos da fé.
Vivemos uma fé em que se afirma muito a dimensão do louvor e somos inteiramente favoráveis e temos plena convicção de que o nosso Deus é Senhor da vida e da história. Agora viver o mandamento maior: “Amarás o Senhor teu Deus de todo coração e a teu próximo como a ti mesmo” (MT 22, 37), significa ser uma Igreja pascal, na generosidade, na renúncia, na doação, no testemunho e na profecia, a exemplo de irmã Dorothy, no seu desejo de assemelhar-se ao Filho de Deus, ao doar sua própria vida pela floresta amazônica. Fica a pergunta: quando é que teremos uma Igreja verdadeiramente pascal, testemunhando sua fé no Senhor ressuscitado, segundo o pensamento de Tertuliano.
Pe. Geovane Saraiva, Pároco de Santo Afonso
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domingo, 12 de fevereiro de 2012
II ACAMPAMENTO INACIANO DA JUVENTUDE NO CARNAVAL
Hoje aconteceu no auditório da Igreja do Mondubim a primeira reunião com os jovens que irão participar do II Acampamento Inaciano da Juventude no Carnaval em Fortaleza-CE.
Dos 50 jovens inscritos, 41 participaram e receberam as primeiras orientações sobre o acampamento, tiraram suas dúvidas e conheceram um pouco do que irão viver e experimentar nesses dias. Sem dúvidas será um carnaval diferente que esses jovens irão viver. Convivendo com outros jovens, tendo momentos de oração, interação, dinâmicas, caminhadas, eucaristias, trabalhos em grupos e o fundamental: muita disposição para viver esses dias de intenso encontro consigo mesmos, com os outros e com Deus.
Vamos aquecendo o coração galera, pois o acampamento vem aí...
Preparem bem todo o material necessário, mas não esqueçam de preparar, sobretudo, o coração para essa bonita e profunda experiência.
Aguardem!!!
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sábado, 11 de fevereiro de 2012
CPJ DO MONDUBIM EM PLANEJAMENTO
Hoje e amanhã a equipe do Conselho Pastoral da Juventude da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Mondubim - Fortaleza, vai estar reunida revendo e aprofundando o planejamento das atividades de 2012.
A primeira atividade do CPJ desse ano será o II Acampamento Inaciano de Jovens que acontecerá de 19 a 21 de fevereiro (carnaval) no Mosteiro dos Jesuítas em Baturité-CE.
Acompanhemos com nossas orações esse grupo e as atividades que serão realizadas em prol da formação da juventude.
A primeira atividade do CPJ desse ano será o II Acampamento Inaciano de Jovens que acontecerá de 19 a 21 de fevereiro (carnaval) no Mosteiro dos Jesuítas em Baturité-CE.
Acompanhemos com nossas orações esse grupo e as atividades que serão realizadas em prol da formação da juventude.
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6 DOMINGO DO TEMPO COMUM
O MESSIAS E OS MARGINALIZADOS
A exclusão está na moda, virou princípio da organização socioeconômica: a lei do mercado, da competitividade. Quem não consegue competir, desapareça. Quem não consegue consumir, deve sumir. Escondemos favelas por trás de paredões ou placares de publicidade. Que os feios, os aleijados, os idosos, os aidéticos não poluam os nossos cartões postais!
Em tempos idos, a exclusão muitas vezes provinha da impotência ou da superstição. Assim a exclusão dos cegos e coxos do templo de Jerusalém. Ou a marginalização dos leprosos, ilustrada abundantemente em Lv 13–14 (cf. 1ª leitura). Enquanto não se tivesse constatado a cura por um complicado ritual, o leproso era considerado impuro, intocável. Jesus, porém, toca no leproso – e o cura (evangelho). É um sinal do Reino de Deus. Jesus torna o mundo mais conforme ao sonho de Deus. Pois Deus não deseja sofrimento nem discriminação. O Antigo Testamento pode não ter encontrado outra solução para esses doentes contagiosos que a marginalização; mas Jesus mostra que um novo tempo começou.
Começou, mas não terminou. Reintegrar os marginalizados não foi uma fase passageira no projeto de Deus, como os benefícios que os políticos realizam nas vésperas das eleições. O plano messiânico continua através do povo messiânico, como se concebe a Igreja. Devemos continuar inventando, quando pudermos, soluções contra toda e qualquer marginalização. Pois somos todos irmãos e irmãs.
Seremos impotentes para excluir a exclusão, como os antigos israelitas em relação à lepra? Que fazer com os criminosos perigosos, viciados no crime? Será nosso mundo tão bom que possa reintegrar tais pessoas, sem que se enrosquem de novo? O fato de ter de marginalizar alguém é um reconhecimento da não-perfeição de nossa sociedade. Toda forma de marginalização é uma denúncia contra nossa sociedade, e ao mesmo tempo um desafio. Isso é muito mais ainda o caso em se tratando de pessoas inocentes. A marginalização é sinal de que não está acontecendo o que Deus deseja. Onde existe marginalização, o Reino de Deus ainda não chegou, pelo menos não completamente. E aonde chega o Reino de Deus, a marginalização não deve mais existir. Por isso, Jesus reintegra os marginalizados, como é o caso do leproso, dos pecadores, publicanos, prostitutas… Essa reintegração está baseada no poder-autoridade que Jesus detém como enviado de Deus: “Se quiseres, tens o poder de me purificar” (Mc 1,40). Jesus passa por cima das prescrições levíticas, toca no leproso e “purifica”-o por sua palavra em virtude da autoridade que lhe é conferida como “Filho do Homem” (= “executivo” de Deus, cf. Mc 2,10.28).
Há quem pense que os mecanismos auto reguladores do mercado são o fim da história e a realização completa da racionalidade humana. E os que são (e sempre serão) excluídos por esse processo, onde ficam? Não será esse raciocínio o de um varejista que se imagina ser o criador do universo? A liturgia de hoje nos mostra outro caminho, o de Jesus: solidarizar-se com os marginalizados, os excluídos, tocar naqueles que a “lei” proíbe tocar, para reintegrá-los, obrigando a sociedade a se abrir e a criar estruturas mais acolhedoras. Mais messiânicas.
(Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. É Colunista do Dom Total).
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