“Comunidade de comunidades. A nova paróquia”. Este o tema central da 51ª Assembleia Geral do Bispos do Brasil, que teve início nesta quarta-feira, no Santuário Nacional de Aparecida. A abertura do evento que deve reunir cerca de 300 bispos foi com a Santa Missa na Basílica de Aparecida às 7h30 celebrada pelo Presidente da CNBB, Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raimundo Damasceno Assis. O encerramento dos trabalhos está previsto para o próximo dia 19, no Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho.
Sobre as questões logísticas da Assembleia nós conversamos com o Ecônomo do Santuário de Aparecida, Pe. Luiz Cláudio Alves de Macedo.
O tema-base dessa Assembleia Geral do episcopado brasileiro ressalta o anúncio de Jesus revelando que o Reino vai ser formado por uma comunidade de discípulos. Segundo Dom José Luiz Majella Delgado, Bispo de Jataí (GO) na metodologia proposta pela Comissão de elaboração do texto, o mesmo só se concluiria na Assembleia de 2014. O objetivo é que o documento final seja enriquecido pelas experiências das paróquias, das comunidades e dos regionais.
Nós conversamos com Dom Majella.
Reunidos no Santuário de Aparecida, os participantes da Assembleia devem formular diretrizes para a renovação pastoral e revitalização do sentido comunitário das paróquias. Segundo o Presidente da CNBB, e Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raimundo Damasceno Assis, a Igreja é missionária por natureza e as paróquias devem reavivar esse espírito missionário. Dom Raimundo disse ainda que é “necessário ir em busca dos que se afastaram, para que redescubram a beleza, a alegria da fé em Jesus Cristo, a importância da vivência comunitária e dos sacramentos”.
Os trabalhos da 51ª Assembleia terão início todos os dias com a celebração da Santa Missa às 7h30 da manhã no Altar Central da Basílica de Aparecida. Os trabalhos se realizarão no Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho. Nos dias 13 e 14 de abril os bispos participam de um retiro espiritual. Todos os dias uma coletiva de imprensa, às 15h, com a participação de três bispos.
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quarta-feira, 10 de abril de 2013
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS DE 30 DIAS - TERCEIRA PROVAÇÃO NO MÉXICO
Fiquemos em comunhão de orações pelos companheiros jesuítas que se encontram no México, fazendo a Terceira Provação (última etapa de formação), em preparação para a grande experiência dos Exercícios Espirituais de 30 dias que terão início no dia 05 de janeiro.
Que Nossa Senhora, Mãe da Companhia de Jesus interceda por cada um deles e sempre os coloquem junto ao seu Filho Jesus.
Que Nossa Senhora, Mãe da Companhia de Jesus interceda por cada um deles e sempre os coloquem junto ao seu Filho Jesus.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
4000 UNIVERSITÁRIOS EM PEREGRINAÇÃO A ASSIS
ROMA, sexta-feira, 9 de novembro de 2012 (ZENIT.org) - Amanhã, sábado (10), sessenta ônibus irão a Assis para a jornada de peregrinação dos universitários e acolhimento dos calouros das universidades de Roma, organizada pela pastoral universitária. Os quatro mil participantes serão recebidos à 9h30 na Basílica de Santa Maria dos Anjos.
Padre Luigi Cavagna, assistente eclesiástico geral interino da Universidade Católica do Sagrado Coração, vai dar uma catequese sobre o tema da 10° peregrinação: “ 'O pai o viu de longe'. O hoje do homem, o hoje de Deus”.
Às 11h15 está previsto a celebração Eucarística presidida pelo Diretor do Escritório de Pastoral Universitária do Vicariato de Roma, Dom Lorenzo Leuzzi, que vê a jornada como "uma oportunidade para que os jovens descubram a presença de Jesus Cristo em suas vidas e um convite a estudar e a viver a vida diária como ‘hoje de Deus’”.
No sábado à tarde os jovens vão subir para o Convento Sagrado para prestar homenagem ao Pobrezinho de Assis, visitando outros locais franciscanos, em particular a Basílica de Santa Clara, onde estão os restos mortais da santa, e o convento de São Damião, onde São Francisco recebeu o convite do Senhor para "ir e reparar a sua casa”. Então, na capela de Santa Ana da Basílica inferior, a comunidade de Taizé animará a adoração eucarística e às 17h30, os jovens se encontrarão na Praça São Francisco para a procissão final, que será presidida pelo bispo Enrico dal Covolo, reitor da Pontifícia Universidade Lateranense.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
O QUE PODE REALMENTE SATISFAZER O DESEJO DO HOMEM?
Apresentamos a seguir a Catequese de Bento XVI na Audiência Geral desta quarta- feira 07/11/2012
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 07 de novembro de 2012(ZENIT.org)
O Ano da fé. O desejo de Deus.
Queridos irmãos e irmãs,
O caminho de reflexão que estamos fazendo juntos neste Ano da Fé nos leva a meditar hoje sobre um aspecto fascinante da experiência humana e cristã: o homem traz consigo um misterioso desejo de Deus. De modo muito significativo, o Catecismo da Igreja Católica inicia com a seguinte consideração: “O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair para si o homem e somente em Deus o homem encontrará a verdade e a felicidade que busca sem parar” (n27).
Afirmação esta que ainda hoje, em muitos contextos culturais parece totalmente aceitável, quase óbvia, poderia parecer talvez um desafio no âmbito da cultura ocidental secularizada. Muitos dos nossos contemporâneos poderiam de fato afirmar que não sentem por nada um desejo de Deus. Para muitos setores da sociedade Ele não é mais o esperado, o desejado, mais sim uma realidade indiferente, diante da qual não se deve nem mesmo fazer o esforço de pronunciar-se. Na verdade, aquilo que definimos como “desejo de Deus” não está totalmente desaparecido e se aproxima ainda hoje, de vários modos, ao coração do homem. O desejo humano tende sempre a determinados bens concretos, frequentemente outros que não o espiritual, e ainda se encontra diante da interrogação sobre o que realmente é “o” bem, e então a se confrontar com qualquer coisa fora de si, que o homem não pode construir, mas é chamado a reconhecer. O que pode realmente satisfazer o desejo do homem?
Na minha primeira Encíclica, Deus caritas est, procurei analisar como tal dinamismo se realiza na experiência do amor humano, experiência que na nossa época é mais facilmente percebida como momento de êxtase, de saída de si, como lugar onde o homem é atravessado por um desejo que o supera. Através do amor, o homem e a mulher experimentam de um modo novo, um graças ao outro, a grandeza e a beleza da vida e do real. Se isso que experimentam não é simplesmente uma ilusão, se de fato quero o bem do outro como via também do meu bem, então devo estar disposto a descentralizar-me, a colocar-me ao seu serviço, a ponto de renunciar a mim mesmo. A resposta à questão sobre o sentido da experiência do amor passa, portanto através da purificação e da cura da vontade, o que é necessário para o próprio bem que se quer para o outro. Precisamos praticar, treinar, e até mesmo corrigir, para que aquele bem possa realmente ser desejado.
O êxtase inicial se traduz assim em peregrinação, “êxodo permanente do eu fechado em si mesmo para sua libertação na doação de si, e assim para o reencontro de si, e de fato para a descoberta de Deus” (Enc.Deus caritas est,6). Através deste caminho progressivamente poderá aprofundar-se para o homem a consciência daquele amor que havia inicialmente experimentado. E irá sempre mais tecendo o mistério que isso representa: nem mesmo a pessoa amada, de fato, é capaz de satisfazer o desejo que habita no coração humano, de fato, quanto mais autêntico é o amor pelo outro, mais isso deixa em aberto a interrogação sobre sua origem e seu destino, sobre a possibilidade que há de durar para sempre. Assim, a experiência humana do amor tem em si um dinamismo que leva além de si mesma, é experiência de um bem que leva a sair de si e encontrar-se diante de um mistério que envolve toda a existência.
Considerações análogas poderiam ser feitas também a propósito de outras experiências humanas, como a amizade, a experiência do belo, o amor pelo conhecimento: cada bem experimentado pelo homem conduz em direção ao mistério que envolve o próprio homem; cada desejo que se aproxima do coração humano se faz eco de um desejo fundamental que jamais será plenamente satisfeito. Sem dúvida, de tal desejo profundo, que esconde também alguma coisa de enigmático, não é possível chegar diretamente à fé. O homem, afinal, conhece bem o que não o satisfaz, mas não pode imaginar ou definir o que o faria experimentar aquela felicidade que traz no coração a nostalgia. Não é possível conhecer a Deus apenas a partir do desejo do homem. Deste ponto de vista surge o mistério: o homem é um buscador do Absoluto, um buscador a passos pequenos e incertos. E, todavia, a experiência do desejo, do “coração inquieto” como o chamava Santo Agostinho, já é significativa. Isso atesta que o homem é, no fundo, um ser religioso (cfr Catecismo da Igreja Católica, 28), um “mendigo de Deus”. Podemos dizer com as palavras de Pascal: “O homem supera infinitamente o homem” (Pensamentos, Ed Chevalier 438; Ed Brunschvicg 434). Os olhos reconhecem os objetos quando estes são iluminados pela luz. Daí o desejo de conhecer a mesma luz, que faz brilhar as coisas do mundo e com essa acende o sentido da beleza.
Devemos, portanto, levar em consideração que é possível também na nossa época, aparentemente muito refratária à dimensão transcendente, abrir um caminho em direção ao autêntico sentido religioso da vida, que mostra como o dom da fé não é absurdo, não é irracional. Seria muito útil, para tal fim, promover um tipo de pedagogia do desejo, seja para o caminho de quem ainda não crê, seja para quem já recebeu o dom da fé. Uma pedagogia que compreende pelo menos dois aspectos. Em primeiro lugar, aprender ou re-aprender o gosto das alegrias autênticas da vida. Nem todas as satisfações produzem em nós o mesmo efeito: algumas deixam uma marca positiva, são capazes de pacificar a alma, nos tornam mais ativos e generosos. Outras ao invés, depois da luz inicial, parecem desiludir as expectativas que tinham suscitado e por vezes deixam amargura, insatisfação ou uma sensação de vazio.
Educar desde a infância a saborear as verdadeiras alegrias, em todos os âmbitos da existência – a família, a amizade, a solidariedade com quem sofre, a renuncia ao próprio eu para servir ao outro, o amor pelo conhecimento, pela arte, pela beleza da natureza-, tudo isso significa exercitar o gosto interior e produzir anticorpos eficazes contra a banalização e o abatimento hoje difundidos. Os adultos também precisam redescobrir esta alegria, de desejar realidades autênticas, purificando-se da mediocridade na qual possam encontrar-se enredados. Será, então, mais fácil deixar cair ou rejeitar tudo o que, embora aparentemente atrativo, se revela insípido, fonte de dependência e não de liberdade. E isso fará emergir aquele desejo de Deus do qual estamos falando.
Um segundo aspecto, que vai em paralelo ao precedente, é o não contentar-se jamais com o que foi alcançado. Somente as alegrias mais verdadeiras são capazes de liberar em nós aquela saudável inquietação que leva a ser mais exigente – querer um bem mais alto, mais profundo – e junto a perceber com mais clareza que nada de finito pode preencher o nosso coração.
Aprenderemos, assim, a tender, desarmados, ao bem que não podemos construir ou adquirir com as nossas próprias forças; a não deixar-nos desencorajar pelo cansaço ou pelos obstáculos que provêm do nosso pecado.
A este respeito, não podemos esquecer que o dinamismo do desejo está sempre aberto à redenção. Mesmo quando esse caminha por caminhos desviados, quando segue paraísos artificiais e parece perder a capacidade de ansiar o bem verdadeiro. Mesmo no abismo do pecado não se apaga no homem aquela faísca que lhe permite reconhecer o verdadeiro bem, de saboreá-lo, e de iniciar assim um percurso de subida, no qual Deus, com o dom da sua graça, não deixa jamais faltar a sua ajuda. Todos, aliás, precisamos percorrer um caminho de purificação e de cura do desejo. Somos peregrinos em direção à pátria celestial, em direção ao bem pleno, eterno, que nada jamais nos poderá tirar. Não se trata, portanto, de sufocar o desejo que está no coração do homem, mas de libertá-lo, para que possa alcançar a sua verdadeira altura. Quando no desejo se abre a janela em direção a Deus, isto já é um sinal da presença da fé na alma, fé que é graça de Deus. Santo Agostinho sempre afirmava: “Com a expectativa, Deus fortalece o nosso desejo, com o desejo alarga a nossa alma e dilatando-o deixa-o mais capaz” (Comentário da Primeira cata de João, 4, 6: PL 35, 2009).
Nesta peregrinação, sentimo-nos irmãos de todos os homens, companheiros de viagem também daqueles que não crêem, de quem está a procura, de quem se deixa interrogar com sinceridade pelo dinamismo do próprio desejo de verdade e de bem. Rezemos, neste Ano da fé, para que Deus mostre a sua face a todos aqueles que o buscam com coração sincero. Origado.
Ao final Bento saudou os peregrinos em diversas línguas e em português:
O Ano da fé. O desejo de Deus.
Queridos irmãos e irmãs,
O caminho de reflexão que estamos fazendo juntos neste Ano da Fé nos leva a meditar hoje sobre um aspecto fascinante da experiência humana e cristã: o homem traz consigo um misterioso desejo de Deus. De modo muito significativo, o Catecismo da Igreja Católica inicia com a seguinte consideração: “O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair para si o homem e somente em Deus o homem encontrará a verdade e a felicidade que busca sem parar” (n27).
Afirmação esta que ainda hoje, em muitos contextos culturais parece totalmente aceitável, quase óbvia, poderia parecer talvez um desafio no âmbito da cultura ocidental secularizada. Muitos dos nossos contemporâneos poderiam de fato afirmar que não sentem por nada um desejo de Deus. Para muitos setores da sociedade Ele não é mais o esperado, o desejado, mais sim uma realidade indiferente, diante da qual não se deve nem mesmo fazer o esforço de pronunciar-se. Na verdade, aquilo que definimos como “desejo de Deus” não está totalmente desaparecido e se aproxima ainda hoje, de vários modos, ao coração do homem. O desejo humano tende sempre a determinados bens concretos, frequentemente outros que não o espiritual, e ainda se encontra diante da interrogação sobre o que realmente é “o” bem, e então a se confrontar com qualquer coisa fora de si, que o homem não pode construir, mas é chamado a reconhecer. O que pode realmente satisfazer o desejo do homem?
Na minha primeira Encíclica, Deus caritas est, procurei analisar como tal dinamismo se realiza na experiência do amor humano, experiência que na nossa época é mais facilmente percebida como momento de êxtase, de saída de si, como lugar onde o homem é atravessado por um desejo que o supera. Através do amor, o homem e a mulher experimentam de um modo novo, um graças ao outro, a grandeza e a beleza da vida e do real. Se isso que experimentam não é simplesmente uma ilusão, se de fato quero o bem do outro como via também do meu bem, então devo estar disposto a descentralizar-me, a colocar-me ao seu serviço, a ponto de renunciar a mim mesmo. A resposta à questão sobre o sentido da experiência do amor passa, portanto através da purificação e da cura da vontade, o que é necessário para o próprio bem que se quer para o outro. Precisamos praticar, treinar, e até mesmo corrigir, para que aquele bem possa realmente ser desejado.
O êxtase inicial se traduz assim em peregrinação, “êxodo permanente do eu fechado em si mesmo para sua libertação na doação de si, e assim para o reencontro de si, e de fato para a descoberta de Deus” (Enc.Deus caritas est,6). Através deste caminho progressivamente poderá aprofundar-se para o homem a consciência daquele amor que havia inicialmente experimentado. E irá sempre mais tecendo o mistério que isso representa: nem mesmo a pessoa amada, de fato, é capaz de satisfazer o desejo que habita no coração humano, de fato, quanto mais autêntico é o amor pelo outro, mais isso deixa em aberto a interrogação sobre sua origem e seu destino, sobre a possibilidade que há de durar para sempre. Assim, a experiência humana do amor tem em si um dinamismo que leva além de si mesma, é experiência de um bem que leva a sair de si e encontrar-se diante de um mistério que envolve toda a existência.
Considerações análogas poderiam ser feitas também a propósito de outras experiências humanas, como a amizade, a experiência do belo, o amor pelo conhecimento: cada bem experimentado pelo homem conduz em direção ao mistério que envolve o próprio homem; cada desejo que se aproxima do coração humano se faz eco de um desejo fundamental que jamais será plenamente satisfeito. Sem dúvida, de tal desejo profundo, que esconde também alguma coisa de enigmático, não é possível chegar diretamente à fé. O homem, afinal, conhece bem o que não o satisfaz, mas não pode imaginar ou definir o que o faria experimentar aquela felicidade que traz no coração a nostalgia. Não é possível conhecer a Deus apenas a partir do desejo do homem. Deste ponto de vista surge o mistério: o homem é um buscador do Absoluto, um buscador a passos pequenos e incertos. E, todavia, a experiência do desejo, do “coração inquieto” como o chamava Santo Agostinho, já é significativa. Isso atesta que o homem é, no fundo, um ser religioso (cfr Catecismo da Igreja Católica, 28), um “mendigo de Deus”. Podemos dizer com as palavras de Pascal: “O homem supera infinitamente o homem” (Pensamentos, Ed Chevalier 438; Ed Brunschvicg 434). Os olhos reconhecem os objetos quando estes são iluminados pela luz. Daí o desejo de conhecer a mesma luz, que faz brilhar as coisas do mundo e com essa acende o sentido da beleza.
Devemos, portanto, levar em consideração que é possível também na nossa época, aparentemente muito refratária à dimensão transcendente, abrir um caminho em direção ao autêntico sentido religioso da vida, que mostra como o dom da fé não é absurdo, não é irracional. Seria muito útil, para tal fim, promover um tipo de pedagogia do desejo, seja para o caminho de quem ainda não crê, seja para quem já recebeu o dom da fé. Uma pedagogia que compreende pelo menos dois aspectos. Em primeiro lugar, aprender ou re-aprender o gosto das alegrias autênticas da vida. Nem todas as satisfações produzem em nós o mesmo efeito: algumas deixam uma marca positiva, são capazes de pacificar a alma, nos tornam mais ativos e generosos. Outras ao invés, depois da luz inicial, parecem desiludir as expectativas que tinham suscitado e por vezes deixam amargura, insatisfação ou uma sensação de vazio.
Educar desde a infância a saborear as verdadeiras alegrias, em todos os âmbitos da existência – a família, a amizade, a solidariedade com quem sofre, a renuncia ao próprio eu para servir ao outro, o amor pelo conhecimento, pela arte, pela beleza da natureza-, tudo isso significa exercitar o gosto interior e produzir anticorpos eficazes contra a banalização e o abatimento hoje difundidos. Os adultos também precisam redescobrir esta alegria, de desejar realidades autênticas, purificando-se da mediocridade na qual possam encontrar-se enredados. Será, então, mais fácil deixar cair ou rejeitar tudo o que, embora aparentemente atrativo, se revela insípido, fonte de dependência e não de liberdade. E isso fará emergir aquele desejo de Deus do qual estamos falando.
Um segundo aspecto, que vai em paralelo ao precedente, é o não contentar-se jamais com o que foi alcançado. Somente as alegrias mais verdadeiras são capazes de liberar em nós aquela saudável inquietação que leva a ser mais exigente – querer um bem mais alto, mais profundo – e junto a perceber com mais clareza que nada de finito pode preencher o nosso coração.
Aprenderemos, assim, a tender, desarmados, ao bem que não podemos construir ou adquirir com as nossas próprias forças; a não deixar-nos desencorajar pelo cansaço ou pelos obstáculos que provêm do nosso pecado.
A este respeito, não podemos esquecer que o dinamismo do desejo está sempre aberto à redenção. Mesmo quando esse caminha por caminhos desviados, quando segue paraísos artificiais e parece perder a capacidade de ansiar o bem verdadeiro. Mesmo no abismo do pecado não se apaga no homem aquela faísca que lhe permite reconhecer o verdadeiro bem, de saboreá-lo, e de iniciar assim um percurso de subida, no qual Deus, com o dom da sua graça, não deixa jamais faltar a sua ajuda. Todos, aliás, precisamos percorrer um caminho de purificação e de cura do desejo. Somos peregrinos em direção à pátria celestial, em direção ao bem pleno, eterno, que nada jamais nos poderá tirar. Não se trata, portanto, de sufocar o desejo que está no coração do homem, mas de libertá-lo, para que possa alcançar a sua verdadeira altura. Quando no desejo se abre a janela em direção a Deus, isto já é um sinal da presença da fé na alma, fé que é graça de Deus. Santo Agostinho sempre afirmava: “Com a expectativa, Deus fortalece o nosso desejo, com o desejo alarga a nossa alma e dilatando-o deixa-o mais capaz” (Comentário da Primeira cata de João, 4, 6: PL 35, 2009).
Nesta peregrinação, sentimo-nos irmãos de todos os homens, companheiros de viagem também daqueles que não crêem, de quem está a procura, de quem se deixa interrogar com sinceridade pelo dinamismo do próprio desejo de verdade e de bem. Rezemos, neste Ano da fé, para que Deus mostre a sua face a todos aqueles que o buscam com coração sincero. Origado.
Ao final Bento saudou os peregrinos em diversas línguas e em português:
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
PASTORAL DO POVO DA RUA
Durante a semana vários trabalhos são desenvolvidos juntos as pessoas que se encontram em situação de rua em Fortaleza. Toda segunda-feira a Casa Dom Luciano Mendes de Almeida abre suas portas, com a colaboração de voluntários, para acolher os moradores e moradoras de rua para terem acesso a água, tomar banho, conviver, assistir um filme e partilhar um lanche. Quarta-feira é o dia de aproveitar a tarde para um contato com a Palavra de Deus, partilhando com eles e entre eles o Evangelho, tendo uma vez por mês a celebração da Eucaristia. Na sexta-feira é o espaço para debater vários temas relacionados a problemática de quem vive na e da rua nos dias de hoje: acesso ao trabalho, saúde, alimentação, moradia e tantos direitos que são hoje negados a essas pessoas. Quando chega a noite da sexta-feira, uma equipe de voluntários sai às ruas para irem ao encontro desses moradores lá onde eles se encontram, para conversar e partilhar a vida. Toda terça-feira e quinta são oferecidos cursos profissionalizantes a eles.
Seja você também mais um voluntário nessa pastoral aqui em Fortaleza ou mesmo lá onde você mora, procurando saber se não há em sua cidade algum trabalho organizado em prol desses nossos irmãos que clamam nossa presença.
Seja você também mais um voluntário nessa pastoral aqui em Fortaleza ou mesmo lá onde você mora, procurando saber se não há em sua cidade algum trabalho organizado em prol desses nossos irmãos que clamam nossa presença.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
ANO DA FÉ
09 perguntas sobre o Ano da Fé
BRASILIA, segunda-feira, 01 de outubro de 2012 (ZENIT.org) - No próximo dia 11 de outubro começará o Ano da Fé, convocado por Bento XVI. Mas de que se trata? O que deseja o Santo Padre? O que se pode fazer? A 10 dias do início, respostas às perguntas que surgem.
1. O que é o Ano da Fé?
O Ano da Fé "é um convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo" (Porta Fidei, 6).2. Quando se inicia e quando termina?
Inicia-se a 11 de outubro de 2012 e terminará a 24 de novembro de 2013.
3. Por que nessas datas?
Em 11 de outubro coincidem dois aniversários: o 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e o 20º aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica. O encerramento, em 24 de novembro, será a solenidade de Cristo Rei.
4. Por que é que o Papa convocou este ano?"Enquanto que no passado era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes setores da sociedade, devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas". Por isso, o Papa convida para uma "autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo". O objetivo principal deste ano é que cada cristão "possa redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo".
5. Quais meios assinalou o Santo Padre?Como expos no Motu Proprio "Porta Fidei": Intensificar a celebração da fé na liturgia, especialmente na Eucaristia; dar testemunho da própria fé; e redescobrir os conteúdos da própria fé, expostos principalmente no Catecismo.
6. Onde terá lugar?Como disse Bento XVI, o alcance será universal. "Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo".
7. Onde encontrar indicações mais precisas?Numa nota publicada pela Congregação para a doutrina da fé.
Aí se propõe, por exemplo:
- Encorajar as peregrinações dos fiéis à Sede de Pedro;
- Organizar peregrinações, celebrações e reuniões nos principais Santuários.
- Realizar simpósios, congressos e reuniões que favoreçam o conhecimento dos conteúdos da doutrina da Igreja Católica e mantenham aberto o diálogo entre fé e razão.
- Ler ou reler os principais documentos do Concílio Vaticano II.
- Acolher com maior atenção as homilias, catequeses, discursos e outras intervenções do Santo Padre.
- Promover transmissões televisivas ou radiofônicas, filmes e publicações, inclusive a nível popular, acessíveis a um público amplo, sobre o tema da fé.
- Dar a conhecer os santos de cada território, autênticos testemunhos de fé.
- Fomentar o apreço pelo patrimônio artístico religioso.
- Preparar e divulgar material de caráter apologético para ajudar os fiéis a resolver as suas dúvidas.
- Eventos catequéticos para jovens que transmitam a beleza da fé.
- Aproximar-se com maior fé e frequência do sacramento da Penitência.
- Usar nas escolas ou colégios o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica.
- Organizar grupos de leitura do Catecismo e promover a sua difusão e venda.
8. Que documentos posso ler por agora?- O motu proprio de Bento XVI "Porta Fidei"
- A nota com indicações pastorais para o Ano da Fé
- O Catecismo da Igreja Católica
- 40 resumos sobre a fé cristã
9. Onde posso obter mais informação?Visite o site annusfidei.va
segunda-feira, 5 de março de 2012
BOTE FÉ FORTALEZA...
Multidão de católicos, estimado em 110 mil, estiveram no Aterro da Praia de Iracema, no dia 03/03, para receber a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), evento chamado “Bote Fé”, que teve shows de Zé Vicente, Ir. Kelly Patricia, Banda Dominus.De braços levantados para o céu, a multidão, composta praticamente por jovens, firmou o compromisso com a nova evangelização proposta pela Igreja Católica. O arcebispo de Fortaleza, Dom José Antônio Aparecido Tosi, afirmou que “o momento é a prova que os jovens querem o encontro com Deus, uma proposta de vida concreta e verdadeira”.
O assessor nacional da juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Sávio Costa Ribeiro, informou que, desde setembro de 2011, quando a Cruz chegou ao Brasil, 2 milhões de jovens participaram dos eventos, que acontecem um ano antes da JMJ no País que receberá a Jornada.
Ontem, o encontro teve, além da celebração eucarística, realizada pelo arcebispo de Fortaleza, shows com Zé Vicente, Comunidade Recado, Suely Façanha, Missionário Shalom, Ir. Kelly Patrícia e banda Dominus.
Todos os movimentos católicos que trabalham com a evangelização da juventude em Fortaleza estavam presentes no “Bote Fé”. Depois de Fortaleza, os símbolos da JMJ seguem para a Diocese de Crateús.

Presente
O Ícone de Nossa Senhora acompanha a Cruz de madeira de 3,8 metros desde 2003, e é um presente do então papa João Paulo II aos jovens. O símbolo é uma cópia do ícone que está na Basílica Santa Maria Maior, em Roma.
A JMJ acontecerá entre os dias 23 e 28 de julho de 2013, no Rio de Janeiro, com a presença do papa Bento XVI. Desde já, as cidades brasileiras se preparam para o evento internacional.

THAYS LAVOR
Repórter
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
MARTIRIO E PROFECIA NA IGREJA
“Ninguém tem maior amor do aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15, 13). Dar a vida se pode traduzir por generosidade, renúncia, doação e testemunho. No amor a Deus e ao próximo está o eixo central do cristianismo; tudo a partir do coração, por ser o centro da personalidade, onde se encontra seu fundamento, na busca da dignidade, da justiça e da solidariedade.
Neste sentido, já se passaram sete anos do assassinato da Irmã Dorothy Stang. Temos consciência de que o testemunho profético e a mística dessa fiel e corajosa discípula de Jesus de Nazaré, com seu sangue derramado na floresta amazônica, ainda irá produzir frutos, muitos bons frutos.
Irmã Dorothy afirmou, no momento em que foi imolada: “Eis a minha arma” e mostrou a Bíblia Sagrada. Leu ainda alguns trechos das Sagradas Escrituras para aquele que, logo em seguida, iria assassiná-la. Morta com sete tiros, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, no Estado do Pará, Brasil.
Diante do contexto da morte brutal da irmã Dorothy, fica muito presente a frase de Tertuliano, dita no século terceiro: “Sangue de mártires é sementes de cristãos”. “Evangelizar constitui, com efeito, o destino e a vocação própria da Igreja, sua identidade mais profunda. Ela existe para Evangelizar” (Evangelli Nuntiandi, 14), não fugindo da profecia e do testemunho, se for o caso, do martírio.
O modelo capitalista no Brasil, marcado pela desigualdade social e estrutural entrou com toda sua força também na Amazônia. Para a floresta amazônica, foi por opção de vida, a inesquecível Irmã Dorothy. Lá ela abraçou a proposta do Evangelho, vivido na simplicidade, mas com grande e profunda coerência. Uma mulher forte e determinada, no seu estilo de vida e com uma mística a causar medo e contrariar os que desejavam outro projeto para floresta, longe e distante do projeto de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso mesmo tramaram: “Vamos matá-la”.
Irmã Dorothy está viva e presente da vida do seu povo, com sua vida oferecida em sacrifício, num verdadeiro hino de louvor a Deus, com sua coragem profética. Ela continua mais amada e admirada, tornando-se referência, símbolo e patrimônio do povo brasileiro, que sonha com uma nova realidade, aos olhos da fé.
Vivemos uma fé em que se afirma muito a dimensão do louvor e somos inteiramente favoráveis e temos plena convicção de que o nosso Deus é Senhor da vida e da história. Agora viver o mandamento maior: “Amarás o Senhor teu Deus de todo coração e a teu próximo como a ti mesmo” (MT 22, 37), significa ser uma Igreja pascal, na generosidade, na renúncia, na doação, no testemunho e na profecia, a exemplo de irmã Dorothy, no seu desejo de assemelhar-se ao Filho de Deus, ao doar sua própria vida pela floresta amazônica. Fica a pergunta: quando é que teremos uma Igreja verdadeiramente pascal, testemunhando sua fé no Senhor ressuscitado, segundo o pensamento de Tertuliano.
Pe. Geovane Saraiva, Pároco de Santo Afonso
http://WWW.paroquiasantoafonso.org.br
http://blogsantoafonsoce.blogspot.com/
Neste sentido, já se passaram sete anos do assassinato da Irmã Dorothy Stang. Temos consciência de que o testemunho profético e a mística dessa fiel e corajosa discípula de Jesus de Nazaré, com seu sangue derramado na floresta amazônica, ainda irá produzir frutos, muitos bons frutos.
Irmã Dorothy afirmou, no momento em que foi imolada: “Eis a minha arma” e mostrou a Bíblia Sagrada. Leu ainda alguns trechos das Sagradas Escrituras para aquele que, logo em seguida, iria assassiná-la. Morta com sete tiros, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, no Estado do Pará, Brasil.
Diante do contexto da morte brutal da irmã Dorothy, fica muito presente a frase de Tertuliano, dita no século terceiro: “Sangue de mártires é sementes de cristãos”. “Evangelizar constitui, com efeito, o destino e a vocação própria da Igreja, sua identidade mais profunda. Ela existe para Evangelizar” (Evangelli Nuntiandi, 14), não fugindo da profecia e do testemunho, se for o caso, do martírio.

O modelo capitalista no Brasil, marcado pela desigualdade social e estrutural entrou com toda sua força também na Amazônia. Para a floresta amazônica, foi por opção de vida, a inesquecível Irmã Dorothy. Lá ela abraçou a proposta do Evangelho, vivido na simplicidade, mas com grande e profunda coerência. Uma mulher forte e determinada, no seu estilo de vida e com uma mística a causar medo e contrariar os que desejavam outro projeto para floresta, longe e distante do projeto de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso mesmo tramaram: “Vamos matá-la”.
Irmã Dorothy está viva e presente da vida do seu povo, com sua vida oferecida em sacrifício, num verdadeiro hino de louvor a Deus, com sua coragem profética. Ela continua mais amada e admirada, tornando-se referência, símbolo e patrimônio do povo brasileiro, que sonha com uma nova realidade, aos olhos da fé.
Vivemos uma fé em que se afirma muito a dimensão do louvor e somos inteiramente favoráveis e temos plena convicção de que o nosso Deus é Senhor da vida e da história. Agora viver o mandamento maior: “Amarás o Senhor teu Deus de todo coração e a teu próximo como a ti mesmo” (MT 22, 37), significa ser uma Igreja pascal, na generosidade, na renúncia, na doação, no testemunho e na profecia, a exemplo de irmã Dorothy, no seu desejo de assemelhar-se ao Filho de Deus, ao doar sua própria vida pela floresta amazônica. Fica a pergunta: quando é que teremos uma Igreja verdadeiramente pascal, testemunhando sua fé no Senhor ressuscitado, segundo o pensamento de Tertuliano.
Pe. Geovane Saraiva, Pároco de Santo Afonso
http://WWW.paroquiasantoafonso.org.br
http://blogsantoafonsoce.blogspot.com/
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
ENCONTRO DO PAPA COM UNIVERSITÁRIOS DE ROMA
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira,15 de dezembro de 2011(ZENIT.com)
O Santo Padre Bento XVI celebrou hoje na basílica de São Pedro as Vésperas com os Universitários de Roma.
***
“Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor” (Tg5,7), com estas palavras do Apóstolo Tiago o Papa iniciou sua homilia.
“A vocês, queridos universitários de Roma, que tenho a alegria de encontrar neste encontro tradicional, dirijo com afeto a minha saudação: os recebo em proximidade com o Santo Natal, com os vossos desejos, expectativas, preocupações; e saúdo também as comunidades acadêmicas que vos representam.” Disse o Papa acolhendo os universitários ali presentes.
O Papa agradeceu ao Magnífico Reitor, professor Massimo Egidi, pelas palavras de cortesia que a ele direcionou em nome de todos vocês, e com as quais evidenciou a delicada missão do professor universitário. “Saúdo com viva cordialidade o Ministro para a Universidade, professor Francesco Profumo, e as autoridades das várias universidades.”, continuou.
E falou sobre São Tiago que nos exorta a imitar o agricultor, “que 'espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência'(Tg 5,7). A vocês que vivem no coração do ambiente cultural e social do nosso tempo, que experimentam as novas e sempre mais avançadas tecnologias, que são protagonistas de um dinamismo histórico, que às vezes parece esmagador, o convite do Apóstolo pode parecer anacrônico, quase um convite que parece sair da história, a não desejar ver os frutos do vosso trabalho, da vossa busca.”
O Papa falou sobre a importância do significado do Natal e explicou: “São muitas as pessoas que em nossa época, especialmente aquelas que encontramos nas aulas universitárias, que dão voz à pergunta se devemos esperar alguma coisa ou alguém; se devemos esperar um outro messias, um outro Deus; se vale a pena confiar naquele Menino que na noite de Natal encontramos na manjedoura entre Maria e José.”
E continuou - “Não precisamos de um deus genérico, indefinido, mas do Deus vivo e verdadeiro, que abre o horizonte do futuro do homem a uma perspectiva firme e uma esperança segura, uma esperança rica de eternidade e que permite enfrentar com coragem o presente em todos seus aspectos. Mas devemos nos perguntar agora: onde encontrar o verdadeiro Rosto deste Deus? Ou melhor ainda: onde Deus mesmo me encontra mostrando-me o seu Rosto, revelando-me Seu mistério, entrando na minha história?”
Bento XVI falou sobre convite de São Tiago - “Sede pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor” nos recorda que a certeza da grande esperança do mundo nos foi dada e que não estamos sós e não somos nós sozinhos que construímos a história.”
E sobre a transcendência da virtude da paciência o Papa disse: “é a virtude daqueles que dependem dessa presença na história, que não se deixam vencer pela tentação de colocar todas as esperanças num futuro imediato, numa perspectiva meramente horizontal, em projetos tecnicamente perfeitos, mas longes da realidade mais profunda, aquela que doa a dignidade mais alta à pessoa humana”.
A paciência explicou o Papa, “não se identifica com a tradicional virtude da prudência, da qual certamente precisamos, mas é algo maior e mais complexo”. E continuou - “Ser persistente e paciente significa aprender a construir a história junto a Deus, porque somente edificando sobre Ele e com Ele a construção está bem fundada, não instrumentalizada com fins ideológicos, mas realmente digna do homem.”
Bento XVI convidou a construir a casa sobre a rocha: “nós podemos proteger nossa história, a história da humanidade não é uma utopia, mas na certeza que o Deus de Jesus Cristo está presente e nos acompanha”..
E fez o convite a buscar sempre, com constante paciência, o verdadeiro Rosto de Deus. "Buscar o Rosto de Deus é a inspiração profunda do nosso coração e é também a resposta à questão fundamental que emerge sempre de novo também na sociedade contemporânea”. E demonstrou a proximidade da igreja aos universitários: “Vocês, queridos amigos universitários, saibam que a Igreja de Roma, com a orientação do sábio e cuidadoso Cardeal Vigário e seus capelães, lhes é próxima.”
Ao fim da celebração foi entregue um ícone da Sedes Sapientiae pela delegação universitária espanhola àquela da Universidade “La Sapienza” de Roma que estará em peregrinação. "Saibam que o Papa confia em vocês e no vosso testemunho de fidelidade e empenho apostólico”, afirmou.
"Queridos amigos, esta tarde, caminhemos logo, juntos, com confiança o nosso caminho em direção a Belém, levando conosco as expectativas e esperanças de nossos irmãos, para que todos possamos encontrar o Verbo da vida e confiar-se a Ele."
“É o que desejo à comunidade acadêmica romana: levem a todos o anúncio que o verdadeiro vulto de Deus está no Menino de Belém, que está assim próximo a cada um de nós e que não deixa ninguém se sentir excluído, ninguém deve duvidar da possibilidade do encontro, porque Ele é o Deus paciente e fiel que sabe atender e responder a nossa liberdade.”
E concluiu: “A Ele, esta noite, queremos confessar com confiança o desejo mais profundo do nosso coração: “Eu busco a Tua face Senhor, venha, não demore!”. Amém.”
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“Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor” (Tg5,7), com estas palavras do Apóstolo Tiago o Papa iniciou sua homilia.
“A vocês, queridos universitários de Roma, que tenho a alegria de encontrar neste encontro tradicional, dirijo com afeto a minha saudação: os recebo em proximidade com o Santo Natal, com os vossos desejos, expectativas, preocupações; e saúdo também as comunidades acadêmicas que vos representam.” Disse o Papa acolhendo os universitários ali presentes.
O Papa agradeceu ao Magnífico Reitor, professor Massimo Egidi, pelas palavras de cortesia que a ele direcionou em nome de todos vocês, e com as quais evidenciou a delicada missão do professor universitário. “Saúdo com viva cordialidade o Ministro para a Universidade, professor Francesco Profumo, e as autoridades das várias universidades.”, continuou.
E falou sobre São Tiago que nos exorta a imitar o agricultor, “que 'espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência'(Tg 5,7). A vocês que vivem no coração do ambiente cultural e social do nosso tempo, que experimentam as novas e sempre mais avançadas tecnologias, que são protagonistas de um dinamismo histórico, que às vezes parece esmagador, o convite do Apóstolo pode parecer anacrônico, quase um convite que parece sair da história, a não desejar ver os frutos do vosso trabalho, da vossa busca.”
O Papa falou sobre a importância do significado do Natal e explicou: “São muitas as pessoas que em nossa época, especialmente aquelas que encontramos nas aulas universitárias, que dão voz à pergunta se devemos esperar alguma coisa ou alguém; se devemos esperar um outro messias, um outro Deus; se vale a pena confiar naquele Menino que na noite de Natal encontramos na manjedoura entre Maria e José.”
E continuou - “Não precisamos de um deus genérico, indefinido, mas do Deus vivo e verdadeiro, que abre o horizonte do futuro do homem a uma perspectiva firme e uma esperança segura, uma esperança rica de eternidade e que permite enfrentar com coragem o presente em todos seus aspectos. Mas devemos nos perguntar agora: onde encontrar o verdadeiro Rosto deste Deus? Ou melhor ainda: onde Deus mesmo me encontra mostrando-me o seu Rosto, revelando-me Seu mistério, entrando na minha história?”
Bento XVI falou sobre convite de São Tiago - “Sede pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor” nos recorda que a certeza da grande esperança do mundo nos foi dada e que não estamos sós e não somos nós sozinhos que construímos a história.”
E sobre a transcendência da virtude da paciência o Papa disse: “é a virtude daqueles que dependem dessa presença na história, que não se deixam vencer pela tentação de colocar todas as esperanças num futuro imediato, numa perspectiva meramente horizontal, em projetos tecnicamente perfeitos, mas longes da realidade mais profunda, aquela que doa a dignidade mais alta à pessoa humana”.
A paciência explicou o Papa, “não se identifica com a tradicional virtude da prudência, da qual certamente precisamos, mas é algo maior e mais complexo”. E continuou - “Ser persistente e paciente significa aprender a construir a história junto a Deus, porque somente edificando sobre Ele e com Ele a construção está bem fundada, não instrumentalizada com fins ideológicos, mas realmente digna do homem.”
Bento XVI convidou a construir a casa sobre a rocha: “nós podemos proteger nossa história, a história da humanidade não é uma utopia, mas na certeza que o Deus de Jesus Cristo está presente e nos acompanha”..
E fez o convite a buscar sempre, com constante paciência, o verdadeiro Rosto de Deus. "Buscar o Rosto de Deus é a inspiração profunda do nosso coração e é também a resposta à questão fundamental que emerge sempre de novo também na sociedade contemporânea”. E demonstrou a proximidade da igreja aos universitários: “Vocês, queridos amigos universitários, saibam que a Igreja de Roma, com a orientação do sábio e cuidadoso Cardeal Vigário e seus capelães, lhes é próxima.”
Ao fim da celebração foi entregue um ícone da Sedes Sapientiae pela delegação universitária espanhola àquela da Universidade “La Sapienza” de Roma que estará em peregrinação. "Saibam que o Papa confia em vocês e no vosso testemunho de fidelidade e empenho apostólico”, afirmou.
"Queridos amigos, esta tarde, caminhemos logo, juntos, com confiança o nosso caminho em direção a Belém, levando conosco as expectativas e esperanças de nossos irmãos, para que todos possamos encontrar o Verbo da vida e confiar-se a Ele."
“É o que desejo à comunidade acadêmica romana: levem a todos o anúncio que o verdadeiro vulto de Deus está no Menino de Belém, que está assim próximo a cada um de nós e que não deixa ninguém se sentir excluído, ninguém deve duvidar da possibilidade do encontro, porque Ele é o Deus paciente e fiel que sabe atender e responder a nossa liberdade.”
E concluiu: “A Ele, esta noite, queremos confessar com confiança o desejo mais profundo do nosso coração: “Eu busco a Tua face Senhor, venha, não demore!”. Amém.”
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
TRÊS CONSELHOS DO PAPA BENTO XVI AOS SACERDOTES

A fim de que os sacerdotes possam crescer de acordo com Jesus, segundo o Papa Bento XVI, pelo menos três condições devem ser respeitadas: a primeira é ser fascinado por Ele, por Suas palavras, por Suas ações e por Sua própria pessoa.
O Papa deu três sugestões ou conselhos durante as Vésperas celebrada no dia 4 de novembro, na abertura do ano acadêmico das Universidades Pontifícias.Lembrando o aniversário de 70 anos de instituição, por Pio XII, da Pontifícia Obra para as Vocações Sacerdotais, o Papa Bento XVI centralizou sua reflexão sobre o ministério sacerdotal, mas observou que suas palavras são igualmente aplicáveis a outros, pois é "importante para todos, de fato, aprender sempre mais para permanecer com o Senhor."
Existem algumas condições para que haja uma crescente harmonia com Cristo na vida do sacerdote", afirmou o Papa: "o desejo de colaborar com Jesus para propagar o Reino de Deus, a gratuidade no serviço pastoral e a atitude de servir ".O Bispo de Roma reiterou que no sacerdócio "existe um encontro com Jesus e o ser fascinado, impressionado com suas palavras, seus gestos e sua própria pessoa. Significa ouvir distintamente, no meio de tantas vozes, a voz Dele. É como ser atingido pela irradiação de bondade e de amor que emana dele, se sentir envolvido e participante a ponto de querer ficar com Ele como os dois discípulos de Emaús ".
O ministro do Evangelho é o único que deixa-se prender por Cristo, continuou o Santo Padre, "que sabe ficar com ele, que entra em sintonia, em amizade íntima com Ele, para que tudo seja feito, como agrada a Deus '".
Depois, Bento XVI falou sobre a vocação sacerdotal para ser "administradores dos Mistérios de Deus, não por interesse vergonhoso, mas com um espírito generos
o".
"O convite do Senhor para o ministério não é fruto de mérito especial, mas é um dom a ser acolhido que se corresponde dedicando-se não apenas a um projeto individual, mas ao de Deus, totalmente generoso e desinteressado", disse o Papa. "Nunca devemos esquecer - como sacerdotes - que a única subida legítima rumo ao ministério do pastor não é aquela do sucesso, mas a da Cruz."
o"."O convite do Senhor para o ministério não é fruto de mérito especial, mas é um dom a ser acolhido que se corresponde dedicando-se não apenas a um projeto individual, mas ao de Deus, totalmente generoso e desinteressado", disse o Papa. "Nunca devemos esquecer - como sacerdotes - que a única subida legítima rumo ao ministério do pastor não é aquela do sucesso, mas a da Cruz."
Por fim, o Santo Padre encorajou os sacerdotes a viverem como servos, tanto no sentido de ser modelo para os fiéis como servos dos sacramentos.
"É uma vida, então, profundamente marcada por estes serviços: o atencioso cuidado com o rebanho, a celebração fiel da liturgia, e pela prontidão para com todos os irmãos, especialmente os pobres e necessitados", disse o Santo Padre."Ao viver essa caridade pastoral no modelo de Cristo e com Cristo, em qualquer lugar que o Senhor chamar, cada sacerdote poderá realizar plenamente a si mesmo e sua vocação", concluiu.
"É uma vida, então, profundamente marcada por estes serviços: o atencioso cuidado com o rebanho, a celebração fiel da liturgia, e pela prontidão para com todos os irmãos, especialmente os pobres e necessitados", disse o Santo Padre."Ao viver essa caridade pastoral no modelo de Cristo e com Cristo, em qualquer lugar que o Senhor chamar, cada sacerdote poderá realizar plenamente a si mesmo e sua vocação", concluiu.
(Fonte: ZENIT)
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2011: ESTATÍSTICAS DA IGREJA CATÓLICA
Como tradicionalmente, por ocasião do Dia Mundial das Missões, este ano celebrado domingo, 23 de outubro, a Agência Fides apresenta algumas estatísticas para apresentar um quadro panorâmico da Igreja missionária no mundo.
As tabelas são extraídas do último “Anuário Estatístico da Igreja”, publicado (atuali
zado em 31 de dezembro de 2009) e se referem a membros da Igreja, suas estruturas pastorais, atividades no campo da saúde, assistencial e educativo. É também indicada a variação, aumento (+) ou redução (-) em relação ao ano precedente, segundo o confronto efetuado pela Agência Fides.
População mundial
Em 31 de dezembro de 2009, a população mundial era de 6.777.599.000 pessoas, com um aumento de 79.246.000 unidades em relação ao ano precedente. O aumento global se constata em todos continentes: África (+19.983.000); América (+8.744.000); Ásia (+47.702.000); Oceania (+967.000); Europa (+1.850.000).
Católicos
Na mesma data, o número de católicos era de 1.180.665.000, com um aumento total de 14.951.000 em relação ao ano passado. Este incremento interessa todos os continentes: África (+6.530.000); América (+5.863.000); Ásia (+1.814.000); Europa (+597.000); Oceania (+147.000). A porcentagem dos católicos aumentou globalmente de 0,02%, confirmando-se em 17,42%. No detalhe dos continentes, registraram-se aumentos na África (+0,3); América (+0,04) e Ásia (+ 0,01), enquanto diminuições se verificaram, como no ano passado, na Europa (- 0,02) e Oceania (- 0,3).
Habitantes e católicos por sacerdote
O número de habitantes por sacerdote aumentou também este ano de 139 unidades, alcançando 13.154 unidades. Dividindo por continentes: aumentos na América (+70), Europa (+ 42) e Oceania (+181), e diminuições na África (-313) e Ásia (-628). O número de católicos por sacerdote aumentou no total em 27 unidades, alcançando 2.876. Registram-se aumentos em todos os continentes, enquanto a única diminuição foi na Ásia: África (+25); América (+32); Ásia (-30); Europa (+16); Oceania (+25).

Circunscrições eclesiásticas e estações missionárias
As circunscrições eclesiásticas são 11 a mais em relação ao ano precedente, chegando a 2.956. novas circunscrições foram criadas na África (+3), América (+2) e Ásia (+6). As estações missionárias com sacerdote residente são no total 1.850 (185 a mais em relação ao ano precedente) e aumentaram na África (+280) e América (+94), com diminuições na Ásia (-69), Europa (-110) e Oceania (-10). As estações missionárias sem sacerdote residente se tornaram 5.459 unidades, somando no total 130.948, com aumentos na África (+2.143), América (+2.131), Ásia (+937) e Oceania (+278), enquanto se reduzem na Europa (-30).
Bispos
O número total de Bispos no mundo aumentou de 63 unidades, chegando a 5.065. No total, aumentam seja os Bispos diocesanos como os religiosos. Os Bispos diocesanos são 3.828 (42 a mais em relação ao ano precedente), enquanto os Bispos religiosos são 1.237 (21 a mais). O aumento de Bispos diocesanos interessa todos os continentes: África (+2), América (+19), Ásia (+1), Europa (+17), Oceania (+3). Quanto aos Bispos religiosos, a única redução se registra na Oceania (-1), enquanto África (+10), América (+4), Ásia (+5) e Europa (+3) registraram aumento.
Sacerdotes
O número total de sacerdotes no mundo aumentou em 1.427 em relação ao ano precedente, chegando a 410.593. A maior diminuição foi mais uma vez na Europa (-1.674), enquanto o número aumenta na África foi (+1.155), na América (+413), na Ásia (+1.519) e na Oceania (+14). Os sacerdotes diocesanos no mundo aumentaram globalmente em 1.535, chegando a um total de 275.542, tendo aumentado na África (+888), América (+946), Ásia (+780) e Oceania (+26) e diminuído na Europa (-1.105). Os sacerdotes religiosos diminuíram de 108 unidades, e são no total 135.051. O aumento é marcado, como já há alguns anos, pela África (+267) e Ásia (+739), enquanto reduções se verificaram na América (-533), Europa (-569) e Oceania (-12).
Diáconos permanentes
Os diáconos permanentes no mundo aumentaram em 952 unidades, totalizando 38.155. O aumento mais consistente se confirma mais uma vez na América (+552) e na Europa (+326), seguidas por Oceania (+57) e Ásia (+23). A única diminuição foi na África (-6). Os diáconos permanentes diocesanos no mundo são 37.592, com um aumento total de 1.053 unidade. Aumentam em todos os continentes com exceção da África (-2), e mais precisamente: América (+623), Ásia (+15), Europa (+359) e Oceania (+58). Os diáconos permanentes religiosos são 563, isto é, 101 a menos em relação ao ano precedente, com um único aumento na Ásia (+8) e reduções na África (-4), América (-71), Europa (-33), Oceania (-1).
Religiosos e religiosas
Os religiosos não sacerdotes são 412 a menos, e somam globalmente 54.229. Registram-se aumentos apenas na África (+294), mas se reduzem na América (-195), Ásia (-60), Europa (-445) e Oceania (-6). Confirma-se a redução global do número de religiosas (-9.697) que são no total 729.371, assim divididas: aumentam novamente este ano na África (+1.249) e na Ás
ia (+1.399), e diminuem na América (-4.681), Europa (-7.468) e Oceania (-196).
Institutos seculares
Os membros dos Institutos seculares masculinos totalizam 737, tendo-se reduzido de 6 unidades. Em nível continental, aumentam na África (+5) e América (+3), permanece invariável na Oceania e se reduzem na Ásia (-1) e Europa (-13). Os membros de Institutos seculares femininos se reduziram este ano de 386 unidades, , totalizando 26.260 membros. Aumentam na África (+37), Ásia (+180) e Oceania (+1), e se reduzem na América (-30) e na Europa (-574).
Missionário leigos e Catequistas
O número de Missionários leigos no mundo é 320.226, com um aumento global de 3.390: na África (+736), Ásia (+3.774) e Europa (+428). Diminuições foram registradas na América (-1.531) e Oceania (-17). Os catequistas no mundo são globalmente 68.515 a mais, chegando a 3.151.077. o número aumentou na África (+19.538), América (+36.319), Ásia (+13.365) e Oceania (+287). A única redução se registrou na Europa (-994),
Seminaristas maiores
O número de seminaristas maiores, diocesanos e religiosos aumentou de novo este ano: globalmente os candidatos ao sacerdócio são 954 a mais, totalizando o número de 117.978. Como nos anos passados, os aumentos se verificam na África (+565), Ásia (+781) e Oceania (+15), e as reduções, novamente este ano, se verificaram na América (-60) e na Europa (-347). Os seminaristas maiores diocesanos são 71.219 (+43 em relação ao ano precedente) e os religiosos 46.759 (+911). Os seminaristas diocesanos aumentaram na África (+425) e na Ásia (+121), e se reduziram na América (-353), Oceania (-14) e Europa (-136). Os seminaristas religiosos aumentam na África (+140), América (+293), Ásia (+660) e Oceania (+29) e se reduzem na Europa (-211).
Seminaristas menores
O número total de seminaristas menores, diocesanos e religiosos, aumentou de 1.631 unidades, chegando ao número de 103.991. Aumentaram na África (+1.765), Ásia (+211) e Oceania (+53) e se reduziram América (-337) e Europa (-61). Os seminaristas menores diocesanos são 79.142 (+1155) e os religiosos 24.849 (+476). Já os seminaristas menores diminuíram na América (-264), Ásia (-97) e Europa (-18), mas aumentaram na África (+1.483) e na Oceania (+51). Os seminaristas religiosos estão diminuindo na América (-73) e na Europa (-43), e aumentando na África (+282), Ásia (+308) e Oceania (+2).
Institutos de instrução e educação
No campo da instrução e da educação, a Igreja administra no mundo 68.119 escolas maternais, frequentadas por 6.522.320 alunos; 92.971 escolas primárias onde estudam 30.973.114 alunos; 42.495 escolas superiores médias com 17.114.737 alunos. Além disso, acompanha 2.288.258 jovens de escolas superiores e 3.275.440 estudantes universitários. Seja o número de Institutos como o de alunos, de todos os níveis, está em aumento em relação ao ano precedente.
Institutos de saúde, de beneficência e de assistência
Os institutos de beneficência e assistência administrados no mundo pela Igreja incluem: 5.558 hospitais, com maior presença na América (1.721) e África (1.290); 17.763 postos de saúde, a maioria na América (5.495), África (5.280) e Ásia (3.634); 561 leprosários, distribuídos principalmente na Ásia (288) e África (174); 16.073 casas para idosos, doentes crônicos e pessoas com deficiências, em maioria na Europa (8.238) e na América (4.144); 9.956 orfanatos, um terço dos quais na Ásia (3.406); 12.387 jardins de infância; 13.736 consultórios matrimoniais distribuídos em maioria na Europa (5.948) e América (4.696); 36.933 centros de educação ou reeducação social e 12.050 instituições de outros tipos, grande parte na América (4.484), Europa (3.939) e Ásia (1.857).
Circunscrições eclesiásticas dependentes da Congregação para a Evangelização dos Povos
Em 1o de outubro de 2011, as circunscrições eclesiásticas dependentes da Congregação para a Evangelização dos Povos (Cep) eram 1103 no total. A maior parte delas se encontra na África (499) e na Ásia (473), seguidas por América (85) e Oceania (46).
Agência Fides, 23/10/
As tabelas são extraídas do último “Anuário Estatístico da Igreja”, publicado (atuali
zado em 31 de dezembro de 2009) e se referem a membros da Igreja, suas estruturas pastorais, atividades no campo da saúde, assistencial e educativo. É também indicada a variação, aumento (+) ou redução (-) em relação ao ano precedente, segundo o confronto efetuado pela Agência Fides.População mundial
Em 31 de dezembro de 2009, a população mundial era de 6.777.599.000 pessoas, com um aumento de 79.246.000 unidades em relação ao ano precedente. O aumento global se constata em todos continentes: África (+19.983.000); América (+8.744.000); Ásia (+47.702.000); Oceania (+967.000); Europa (+1.850.000).
Católicos
Na mesma data, o número de católicos era de 1.180.665.000, com um aumento total de 14.951.000 em relação ao ano passado. Este incremento interessa todos os continentes: África (+6.530.000); América (+5.863.000); Ásia (+1.814.000); Europa (+597.000); Oceania (+147.000). A porcentagem dos católicos aumentou globalmente de 0,02%, confirmando-se em 17,42%. No detalhe dos continentes, registraram-se aumentos na África (+0,3); América (+0,04) e Ásia (+ 0,01), enquanto diminuições se verificaram, como no ano passado, na Europa (- 0,02) e Oceania (- 0,3).
Habitantes e católicos por sacerdote
O número de habitantes por sacerdote aumentou também este ano de 139 unidades, alcançando 13.154 unidades. Dividindo por continentes: aumentos na América (+70), Europa (+ 42) e Oceania (+181), e diminuições na África (-313) e Ásia (-628). O número de católicos por sacerdote aumentou no total em 27 unidades, alcançando 2.876. Registram-se aumentos em todos os continentes, enquanto a única diminuição foi na Ásia: África (+25); América (+32); Ásia (-30); Europa (+16); Oceania (+25).

Circunscrições eclesiásticas e estações missionárias
As circunscrições eclesiásticas são 11 a mais em relação ao ano precedente, chegando a 2.956. novas circunscrições foram criadas na África (+3), América (+2) e Ásia (+6). As estações missionárias com sacerdote residente são no total 1.850 (185 a mais em relação ao ano precedente) e aumentaram na África (+280) e América (+94), com diminuições na Ásia (-69), Europa (-110) e Oceania (-10). As estações missionárias sem sacerdote residente se tornaram 5.459 unidades, somando no total 130.948, com aumentos na África (+2.143), América (+2.131), Ásia (+937) e Oceania (+278), enquanto se reduzem na Europa (-30).
Bispos
O número total de Bispos no mundo aumentou de 63 unidades, chegando a 5.065. No total, aumentam seja os Bispos diocesanos como os religiosos. Os Bispos diocesanos são 3.828 (42 a mais em relação ao ano precedente), enquanto os Bispos religiosos são 1.237 (21 a mais). O aumento de Bispos diocesanos interessa todos os continentes: África (+2), América (+19), Ásia (+1), Europa (+17), Oceania (+3). Quanto aos Bispos religiosos, a única redução se registra na Oceania (-1), enquanto África (+10), América (+4), Ásia (+5) e Europa (+3) registraram aumento.
Sacerdotes
O número total de sacerdotes no mundo aumentou em 1.427 em relação ao ano precedente, chegando a 410.593. A maior diminuição foi mais uma vez na Europa (-1.674), enquanto o número aumenta na África foi (+1.155), na América (+413), na Ásia (+1.519) e na Oceania (+14). Os sacerdotes diocesanos no mundo aumentaram globalmente em 1.535, chegando a um total de 275.542, tendo aumentado na África (+888), América (+946), Ásia (+780) e Oceania (+26) e diminuído na Europa (-1.105). Os sacerdotes religiosos diminuíram de 108 unidades, e são no total 135.051. O aumento é marcado, como já há alguns anos, pela África (+267) e Ásia (+739), enquanto reduções se verificaram na América (-533), Europa (-569) e Oceania (-12).
Diáconos permanentes
Os diáconos permanentes no mundo aumentaram em 952 unidades, totalizando 38.155. O aumento mais consistente se confirma mais uma vez na América (+552) e na Europa (+326), seguidas por Oceania (+57) e Ásia (+23). A única diminuição foi na África (-6). Os diáconos permanentes diocesanos no mundo são 37.592, com um aumento total de 1.053 unidade. Aumentam em todos os continentes com exceção da África (-2), e mais precisamente: América (+623), Ásia (+15), Europa (+359) e Oceania (+58). Os diáconos permanentes religiosos são 563, isto é, 101 a menos em relação ao ano precedente, com um único aumento na Ásia (+8) e reduções na África (-4), América (-71), Europa (-33), Oceania (-1).
Religiosos e religiosas
Os religiosos não sacerdotes são 412 a menos, e somam globalmente 54.229. Registram-se aumentos apenas na África (+294), mas se reduzem na América (-195), Ásia (-60), Europa (-445) e Oceania (-6). Confirma-se a redução global do número de religiosas (-9.697) que são no total 729.371, assim divididas: aumentam novamente este ano na África (+1.249) e na Ás
ia (+1.399), e diminuem na América (-4.681), Europa (-7.468) e Oceania (-196).Institutos seculares
Os membros dos Institutos seculares masculinos totalizam 737, tendo-se reduzido de 6 unidades. Em nível continental, aumentam na África (+5) e América (+3), permanece invariável na Oceania e se reduzem na Ásia (-1) e Europa (-13). Os membros de Institutos seculares femininos se reduziram este ano de 386 unidades, , totalizando 26.260 membros. Aumentam na África (+37), Ásia (+180) e Oceania (+1), e se reduzem na América (-30) e na Europa (-574).
Missionário leigos e Catequistas
O número de Missionários leigos no mundo é 320.226, com um aumento global de 3.390: na África (+736), Ásia (+3.774) e Europa (+428). Diminuições foram registradas na América (-1.531) e Oceania (-17). Os catequistas no mundo são globalmente 68.515 a mais, chegando a 3.151.077. o número aumentou na África (+19.538), América (+36.319), Ásia (+13.365) e Oceania (+287). A única redução se registrou na Europa (-994),
Seminaristas maiores
O número de seminaristas maiores, diocesanos e religiosos aumentou de novo este ano: globalmente os candidatos ao sacerdócio são 954 a mais, totalizando o número de 117.978. Como nos anos passados, os aumentos se verificam na África (+565), Ásia (+781) e Oceania (+15), e as reduções, novamente este ano, se verificaram na América (-60) e na Europa (-347). Os seminaristas maiores diocesanos são 71.219 (+43 em relação ao ano precedente) e os religiosos 46.759 (+911). Os seminaristas diocesanos aumentaram na África (+425) e na Ásia (+121), e se reduziram na América (-353), Oceania (-14) e Europa (-136). Os seminaristas religiosos aumentam na África (+140), América (+293), Ásia (+660) e Oceania (+29) e se reduzem na Europa (-211).
Seminaristas menores
O número total de seminaristas menores, diocesanos e religiosos, aumentou de 1.631 unidades, chegando ao número de 103.991. Aumentaram na África (+1.765), Ásia (+211) e Oceania (+53) e se reduziram América (-337) e Europa (-61). Os seminaristas menores diocesanos são 79.142 (+1155) e os religiosos 24.849 (+476). Já os seminaristas menores diminuíram na América (-264), Ásia (-97) e Europa (-18), mas aumentaram na África (+1.483) e na Oceania (+51). Os seminaristas religiosos estão diminuindo na América (-73) e na Europa (-43), e aumentando na África (+282), Ásia (+308) e Oceania (+2).
Institutos de instrução e educação
No campo da instrução e da educação, a Igreja administra no mundo 68.119 escolas maternais, frequentadas por 6.522.320 alunos; 92.971 escolas primárias onde estudam 30.973.114 alunos; 42.495 escolas superiores médias com 17.114.737 alunos. Além disso, acompanha 2.288.258 jovens de escolas superiores e 3.275.440 estudantes universitários. Seja o número de Institutos como o de alunos, de todos os níveis, está em aumento em relação ao ano precedente.
Institutos de saúde, de beneficência e de assistência
Os institutos de beneficência e assistência administrados no mundo pela Igreja incluem: 5.558 hospitais, com maior presença na América (1.721) e África (1.290); 17.763 postos de saúde, a maioria na América (5.495), África (5.280) e Ásia (3.634); 561 leprosários, distribuídos principalmente na Ásia (288) e África (174); 16.073 casas para idosos, doentes crônicos e pessoas com deficiências, em maioria na Europa (8.238) e na América (4.144); 9.956 orfanatos, um terço dos quais na Ásia (3.406); 12.387 jardins de infância; 13.736 consultórios matrimoniais distribuídos em maioria na Europa (5.948) e América (4.696); 36.933 centros de educação ou reeducação social e 12.050 instituições de outros tipos, grande parte na América (4.484), Europa (3.939) e Ásia (1.857).
Circunscrições eclesiásticas dependentes da Congregação para a Evangelização dos Povos
Em 1o de outubro de 2011, as circunscrições eclesiásticas dependentes da Congregação para a Evangelização dos Povos (Cep) eram 1103 no total. A maior parte delas se encontra na África (499) e na Ásia (473), seguidas por América (85) e Oceania (46).
Agência Fides, 23/10/
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
BEATA MADRE TERESA DE CALCUTÁ
"Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz." Mais do que falar e escrever, Madre Teresa vivenciou este seu pensamento. Nascida a 27 de agosto de 1910 em Skoplje (Albânia), foi batizada um dia depois de nascer. A sua família pertencia à minoria albanesa que vivia no sul da antiga Iugoslávia. Seu verdadeiro nome era Agnes Gonxha Bojaxhiu.
Pouco se sabe da sua infância, adolescência e juventude, porque Madre Teresa não gostava de falar de si própria. Aos dezoito anos, surge-lhe o pensamento da consagração total a Deus na vida religiosa. Obtido o consentimento dos pais, e por indicação do sacerdote que a orientava, entrou, no dia 29 de setembro de 1928, para a Casa Mãe das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, situada na Irlanda.
O seu sonho, no entanto, era a Índia, o trabalho missionário junto aos pobres. Cientes disso, suas superioras a enviaram para fazer o Noviciado já no campo do apostolado. Agnes então partiu para a Índia e, no dia 24 de maio de 1931, faz a profissão religiosa tomando o nome de Teresa. Houve na escolha deste nome uma intenção, como ela própria diz: a de se parecer com Teresa de Jesus, a humilde carmelita de Lisieux.
Foi transferida para Calcutá, onde seguiu a carreira docente e, embora cercada de meninas filhas das melhores famílias de Calcutá, impressionava-se com o que via quando saía às ruas: os bairros pobres da cidade cheios de crianças, mulheres e idosos cercados pela miséria, pela fome e por inúmeras doenças.
No dia 10 de setembro de 1946, dia em que ficou marcado na história das Missionárias da Caridade (congregação fundada por Madre Teresa) como o "Dia da Inspiração", Irmã Teresa, durante uma viagem de trem ao noviciado do Himalaia, depara-se com um irmão pobre de rua que lhe diz: "Tenho sede!". A partir disso, ela tem a clareza de sua missão: dedicar toda sua vida aos mais pobres dos pobres.
Após um tempo de discernimento com o auxílio do Arcebispo de Calcutá e de sua Madre
Superiora, Irmã Teresa sai de sua antiga congregação para dar início ao trabalho missionário pelas ruas de Calcutá. Começa por reunir um grupo de cinco crianças, num bairro pobre, a quem começou a dar escola. Pouco a pouco, o grupo foi crescendo. Dez dias depois, eram cerca de cinquenta crianças.
Os inícios foram muito duros, mas Deus ia abençoando a obra da Irmã Teresa e as vocações começaram a surgir, precisamente entre as suas antigas alunas. Em 1949, Madre Teresa começa a escrever as constituições das Missionárias da Caridade e a 7 de outubro de 1950 a congregação fundada por Madre Teresa é aprovada pela Santa Sé expandindo-se por toda a Índia e pelo mundo inteiro.
No ano de 1979 recebe o Prêmio Nobel da Paz. Neste mesmo ano, o Papa João Paulo II a recebe em audiência privada e torna Madre Teresa sua melhor "embaixadora" em todas as Nações, Fóruns e Assembléias de todo o mundo.
Com saúde debilitada e após uma vida inteira de amor e doação (vida esta reconhecida por líderes de outras religiões, presidentes, universidades e até mesmo por países submetidos ao marxismo), Madre Teresa foi encontrar-se com o Dono e Senhor de sua vida a 5 de setembro de 1997. Seu velório arrastou milhares de pessoas durante vários dias.
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 19 de outubro de 2003, Dia Missionário Mundial.
Beata Teresa de Calcutá, rogai por nós!
Pouco se sabe da sua infância, adolescência e juventude, porque Madre Teresa não gostava de falar de si própria. Aos dezoito anos, surge-lhe o pensamento da consagração total a Deus na vida religiosa. Obtido o consentimento dos pais, e por indicação do sacerdote que a orientava, entrou, no dia 29 de setembro de 1928, para a Casa Mãe das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, situada na Irlanda.
O seu sonho, no entanto, era a Índia, o trabalho missionário junto aos pobres. Cientes disso, suas superioras a enviaram para fazer o Noviciado já no campo do apostolado. Agnes então partiu para a Índia e, no dia 24 de maio de 1931, faz a profissão religiosa tomando o nome de Teresa. Houve na escolha deste nome uma intenção, como ela própria diz: a de se parecer com Teresa de Jesus, a humilde carmelita de Lisieux.
Foi transferida para Calcutá, onde seguiu a carreira docente e, embora cercada de meninas filhas das melhores famílias de Calcutá, impressionava-se com o que via quando saía às ruas: os bairros pobres da cidade cheios de crianças, mulheres e idosos cercados pela miséria, pela fome e por inúmeras doenças.
No dia 10 de setembro de 1946, dia em que ficou marcado na história das Missionárias da Caridade (congregação fundada por Madre Teresa) como o "Dia da Inspiração", Irmã Teresa, durante uma viagem de trem ao noviciado do Himalaia, depara-se com um irmão pobre de rua que lhe diz: "Tenho sede!". A partir disso, ela tem a clareza de sua missão: dedicar toda sua vida aos mais pobres dos pobres.
Após um tempo de discernimento com o auxílio do Arcebispo de Calcutá e de sua Madre
Superiora, Irmã Teresa sai de sua antiga congregação para dar início ao trabalho missionário pelas ruas de Calcutá. Começa por reunir um grupo de cinco crianças, num bairro pobre, a quem começou a dar escola. Pouco a pouco, o grupo foi crescendo. Dez dias depois, eram cerca de cinquenta crianças.Os inícios foram muito duros, mas Deus ia abençoando a obra da Irmã Teresa e as vocações começaram a surgir, precisamente entre as suas antigas alunas. Em 1949, Madre Teresa começa a escrever as constituições das Missionárias da Caridade e a 7 de outubro de 1950 a congregação fundada por Madre Teresa é aprovada pela Santa Sé expandindo-se por toda a Índia e pelo mundo inteiro.
No ano de 1979 recebe o Prêmio Nobel da Paz. Neste mesmo ano, o Papa João Paulo II a recebe em audiência privada e torna Madre Teresa sua melhor "embaixadora" em todas as Nações, Fóruns e Assembléias de todo o mundo.
Com saúde debilitada e após uma vida inteira de amor e doação (vida esta reconhecida por líderes de outras religiões, presidentes, universidades e até mesmo por países submetidos ao marxismo), Madre Teresa foi encontrar-se com o Dono e Senhor de sua vida a 5 de setembro de 1997. Seu velório arrastou milhares de pessoas durante vários dias.
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 19 de outubro de 2003, Dia Missionário Mundial.
Beata Teresa de Calcutá, rogai por nós!
BISPOS AMEAÇADOS
Por lutarem contra a exploração sexual de crianças e adolescentes, religiosos do interior do Pará viraram alvo de quadrilhas que aliciam as meninas. 
A reportagem é de Francisco Alves Filho e publicada pela IstoÉ, 02-09-2011.
Nos últimos anos, as denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil têm se multiplicado. Como resposta, o poder público, as organizações não governamentais e os religiosos se uniram em campanhas contra as quadrilhas. Esse embate, no entanto, não é fácil e em pelo menos um recanto do País enfrentar o problema representa sério risco de vida: o interior do Pará.
Ali, em pequenas cidades onde a pobreza torna mais fácil o trabalho dos aliciadores de menores e os matadores de aluguel cedem sua mão de obra por poucos reais, os principais porta-vozes da luta contra as quadrilhas são bispos católicos. Instalados há décadas na região, os religiosos sabem muito bem que quem atravessa no caminho dos criminosos vira alvo.
No episódio mais recente, há quatro meses, o bispo de Marajó, dom José Luiz Ascona, 71 anos, foi avisado pela Polícia Federal que bandidos articulavam uma ação contra ele. Apesar disso, dispensa a segurança que os agentes lhe oferecem. “Que direito eu tenho de colocar em risco um pai de família?”, questiona o bispo. “Diante da morte, que pode chegar a qualquer momento, Deus me dá coragem.” Além de Ascona, também os bispos de Abaetetuba, dom Flávio Giovenale, e Altamira, dom Erwin Krautler, lutam contra a exploração sexual e sofrem ameaças por isso.
Como se não bastasse o crime, a faixa etária das crianças que sofrem abusos ou se prostituem tem baixado cada vez mais. Em um dos últimos episódios, descobriu-se uma menina de 8 anos que sofria violência sexual. Algumas vezes, as crianças e adolescentes trocam dinheiro por sexo com a aprovação das próprias famílias, que geralmente sofrem com a pobreza. “Há pais que sabem e outros que fingem não saber, pois se beneficiam da renda que as adolescentes levam para casa”, conta dom Flávio Giovenale, 57 anos, bispo de Abaetetuba, que fica a 60 quilômetros de Belém. Na cidade, formada por várias ilhas fluviais, o tráfego descontrolado de barcos favorece o tráfico de pessoas. Muitas jovens são levadas para o Amapá e depois cruzam a fronteira para o Suriname e para a Guiana, onde são submetidas à prostituição e ao trabalho escravo.
Dom Giovenale não tem dúvida quanto à periculosidade das quadrilhas. “Aqueles que promovem a exploração sexual e o tráfico de pessoas são os mesmos que traficam drogas e armas”, diz. Apesar disso, segue o padrão de seu colega de Marajó e, mesmo denunciando constantemente a ação desses criminosos, não lança mão de segurança. “Não gostaria de morrer, mas não acho que seja o caso de andar cercado de agentes”, argumenta. A última ameaça clara contra ele aconteceu no ano passado.
Dos três, o bispo de Altamira é o único que recorre a policiais para manter longe os bandidos. Isso acontece porque dom Erwin Krautler, 72 anos, sempre fez questão de marcar sua posição em várias questões candentes. Ele denunciou conflitos agrários ao lado de Dorothy Stang, foi um dos primeiros a se posicionar contra a construção da usina de Belo Monte e fez, há alguns anos, a acusação de que crianças e adolescentes eram vítimas de exploração sexual por parte de políticos importantes da região. Isso lhe rendeu ameaças de todos os tipos que continuam até hoje e o obrigam a lançar mão de quatro policiais para garantir sua integridade. “Meus inimigos têm desejo de enriquecimento rápido e não duvido que não hesitariam em passar por cima do meu cadáver”, diz ele.
A luta dos bispos tem rendido frutos. Nos últimos anos, a ação da polícia se tornou mais frequente e vários setores da sociedade paraense estão se engajando no combate. Na última semana, os empresários do ramo hoteleiro do Estado criaram um código de conduta para evitar o chamado turismo sexual, prática que pode aumentar bastante durante a realização da Copa de 2014. Outra iniciativa importante vem do governo federal. A Secretaria de Direitos Humanos prepara um pacote de ações para prevenir a exploração sexual em áreas como Belo Monte, já que normalmente a migração intensa de operários em obras de grande porte resulta no aumento da prostituição. “Nossa atitude é totalmente preventiva, estamos planejando ações de fortalecimento dos conselhos tutelares e há uma operação já organizada para a região”, adiantou a ministra Maria do Rosário.
A SDH é responsável pelo Disque 100, número que recebe reclamações de violações de direitos humanos e principalmente de exploração sexual. A ideia é boa, mas no Pará ainda não pegou. “É difícil fazer divulgação desse tipo de serviço aqui. Em muitos lugares do interior o telefone simplesmente não funciona”, explica dom Flávio Giovenale.
Como solução para o problema, os religiosos sugerem duas providências: prevenção e repressão. A primeira parte ficaria por conta das políticas de educação e criação de emprego e renda. A segunda, por conta da polícia. “De qualquer forma, notamos que as pessoas estão mais atentas ao problema. Antes muitos fingiam que não viam”, afirma dom Ascona. Para ele, esse é o primeiro estágio para a solução: “Sem conhecer a verdadeira dimensão do problema, não há como remediá-lo.”

A reportagem é de Francisco Alves Filho e publicada pela IstoÉ, 02-09-2011.
Nos últimos anos, as denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil têm se multiplicado. Como resposta, o poder público, as organizações não governamentais e os religiosos se uniram em campanhas contra as quadrilhas. Esse embate, no entanto, não é fácil e em pelo menos um recanto do País enfrentar o problema representa sério risco de vida: o interior do Pará.
Ali, em pequenas cidades onde a pobreza torna mais fácil o trabalho dos aliciadores de menores e os matadores de aluguel cedem sua mão de obra por poucos reais, os principais porta-vozes da luta contra as quadrilhas são bispos católicos. Instalados há décadas na região, os religiosos sabem muito bem que quem atravessa no caminho dos criminosos vira alvo.
No episódio mais recente, há quatro meses, o bispo de Marajó, dom José Luiz Ascona, 71 anos, foi avisado pela Polícia Federal que bandidos articulavam uma ação contra ele. Apesar disso, dispensa a segurança que os agentes lhe oferecem. “Que direito eu tenho de colocar em risco um pai de família?”, questiona o bispo. “Diante da morte, que pode chegar a qualquer momento, Deus me dá coragem.” Além de Ascona, também os bispos de Abaetetuba, dom Flávio Giovenale, e Altamira, dom Erwin Krautler, lutam contra a exploração sexual e sofrem ameaças por isso.
Como se não bastasse o crime, a faixa etária das crianças que sofrem abusos ou se prostituem tem baixado cada vez mais. Em um dos últimos episódios, descobriu-se uma menina de 8 anos que sofria violência sexual. Algumas vezes, as crianças e adolescentes trocam dinheiro por sexo com a aprovação das próprias famílias, que geralmente sofrem com a pobreza. “Há pais que sabem e outros que fingem não saber, pois se beneficiam da renda que as adolescentes levam para casa”, conta dom Flávio Giovenale, 57 anos, bispo de Abaetetuba, que fica a 60 quilômetros de Belém. Na cidade, formada por várias ilhas fluviais, o tráfego descontrolado de barcos favorece o tráfico de pessoas. Muitas jovens são levadas para o Amapá e depois cruzam a fronteira para o Suriname e para a Guiana, onde são submetidas à prostituição e ao trabalho escravo.
Dom Giovenale não tem dúvida quanto à periculosidade das quadrilhas. “Aqueles que promovem a exploração sexual e o tráfico de pessoas são os mesmos que traficam drogas e armas”, diz. Apesar disso, segue o padrão de seu colega de Marajó e, mesmo denunciando constantemente a ação desses criminosos, não lança mão de segurança. “Não gostaria de morrer, mas não acho que seja o caso de andar cercado de agentes”, argumenta. A última ameaça clara contra ele aconteceu no ano passado.
Dos três, o bispo de Altamira é o único que recorre a policiais para manter longe os bandidos. Isso acontece porque dom Erwin Krautler, 72 anos, sempre fez questão de marcar sua posição em várias questões candentes. Ele denunciou conflitos agrários ao lado de Dorothy Stang, foi um dos primeiros a se posicionar contra a construção da usina de Belo Monte e fez, há alguns anos, a acusação de que crianças e adolescentes eram vítimas de exploração sexual por parte de políticos importantes da região. Isso lhe rendeu ameaças de todos os tipos que continuam até hoje e o obrigam a lançar mão de quatro policiais para garantir sua integridade. “Meus inimigos têm desejo de enriquecimento rápido e não duvido que não hesitariam em passar por cima do meu cadáver”, diz ele.
A luta dos bispos tem rendido frutos. Nos últimos anos, a ação da polícia se tornou mais frequente e vários setores da sociedade paraense estão se engajando no combate. Na última semana, os empresários do ramo hoteleiro do Estado criaram um código de conduta para evitar o chamado turismo sexual, prática que pode aumentar bastante durante a realização da Copa de 2014. Outra iniciativa importante vem do governo federal. A Secretaria de Direitos Humanos prepara um pacote de ações para prevenir a exploração sexual em áreas como Belo Monte, já que normalmente a migração intensa de operários em obras de grande porte resulta no aumento da prostituição. “Nossa atitude é totalmente preventiva, estamos planejando ações de fortalecimento dos conselhos tutelares e há uma operação já organizada para a região”, adiantou a ministra Maria do Rosário.
A SDH é responsável pelo Disque 100, número que recebe reclamações de violações de direitos humanos e principalmente de exploração sexual. A ideia é boa, mas no Pará ainda não pegou. “É difícil fazer divulgação desse tipo de serviço aqui. Em muitos lugares do interior o telefone simplesmente não funciona”, explica dom Flávio Giovenale.
Como solução para o problema, os religiosos sugerem duas providências: prevenção e repressão. A primeira parte ficaria por conta das políticas de educação e criação de emprego e renda. A segunda, por conta da polícia. “De qualquer forma, notamos que as pessoas estão mais atentas ao problema. Antes muitos fingiam que não viam”, afirma dom Ascona. Para ele, esse é o primeiro estágio para a solução: “Sem conhecer a verdadeira dimensão do problema, não há como remediá-lo.”
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
DIA DO PADRE...
O Dia do Padre é celebrado oficialmente em 4 de agosto, data da festa de São João Maria Vianney, desde 1929, quando o Papa Pio XI o proclamou "homem extraordinário e todo apostólico, padroeiro celeste de todos os párocos de Roma e do mundo católico".
Padroeiro é o representante de uma categoria de pessoas, cuja vida e santidade comprovadas estimulam a uma vida de fé em comunhão com a vontade de Deus. Tendo em vista essa explicação, vamos entender por que a Igreja o escolheu como exemplo a ser seguido pelos sacerdotes, na condução de seus rebanhos.
Esse santo homem nasceu na França, no ano de 1786, e depois de passar por muitas difi
culdades, por conta das poucas habilidades, foi ordenado sacerdote. Mas o bispo que o ordenou acreditou que o seu ministério não seria o do confessionário, entendendo que sua capacidade intelectual seria muito limitada para dar conselhos.
Então, ele foi enviado para a pequenina Ars, no interior da França, como auxiliar do padre Balley, o mesmo que vislumbrou, por santa inspiração, seu dom de vocação, e por confiar nele o preparou para o sacerdócio. E esse pároco, outra vez inspirado, acreditou que o dom dele [São João Maria Vianney] era justamente o do conselho e o colocou servindo no confessionário.
Assim, padre João Maria Vianney, homem justo, bom, extremado penitente e caridoso, converteu e uniu toda Ars. Amado e respeitado por todos os fiéis e pelo clero da Igreja, sua fama de conselheiro correu por todo o mundo cristão. Assim, ele se tornou um dos mais famosos confessores da história da Igreja. Conhecido também como “Cura d’Ars”, mais tarde, foi o pároco da cidade, onde morreu em 1858, sendo canonizado em 1925.
Sem dúvida, São João Maria Vianney é o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo apóstolo Paulo: "Deus escolheu os insignificantes para confundir os grandes". Ser padre é isso, exatamente a vida inteirinha do seu padroeiro.
(Fonte: site da Canção Nova)
Padroeiro é o representante de uma categoria de pessoas, cuja vida e santidade comprovadas estimulam a uma vida de fé em comunhão com a vontade de Deus. Tendo em vista essa explicação, vamos entender por que a Igreja o escolheu como exemplo a ser seguido pelos sacerdotes, na condução de seus rebanhos.
Esse santo homem nasceu na França, no ano de 1786, e depois de passar por muitas difi
culdades, por conta das poucas habilidades, foi ordenado sacerdote. Mas o bispo que o ordenou acreditou que o seu ministério não seria o do confessionário, entendendo que sua capacidade intelectual seria muito limitada para dar conselhos.Então, ele foi enviado para a pequenina Ars, no interior da França, como auxiliar do padre Balley, o mesmo que vislumbrou, por santa inspiração, seu dom de vocação, e por confiar nele o preparou para o sacerdócio. E esse pároco, outra vez inspirado, acreditou que o dom dele [São João Maria Vianney] era justamente o do conselho e o colocou servindo no confessionário.
Assim, padre João Maria Vianney, homem justo, bom, extremado penitente e caridoso, converteu e uniu toda Ars. Amado e respeitado por todos os fiéis e pelo clero da Igreja, sua fama de conselheiro correu por todo o mundo cristão. Assim, ele se tornou um dos mais famosos confessores da história da Igreja. Conhecido também como “Cura d’Ars”, mais tarde, foi o pároco da cidade, onde morreu em 1858, sendo canonizado em 1925.
Sem dúvida, São João Maria Vianney é o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo apóstolo Paulo: "Deus escolheu os insignificantes para confundir os grandes". Ser padre é isso, exatamente a vida inteirinha do seu padroeiro.
(Fonte: site da Canção Nova)

terça-feira, 19 de julho de 2011
EVANGELIZAÇÃO E COMUNICAÇÃO
SÃO PAULO, terça-feira, 19 de julho de 2011 (ZENIT.org) – Nesta semana acontece no Rio de Janeiro o Mutirão Nacional da Comunicação. Já na semana passada, de 12 a 16, mais de 70 bispos de várias dioceses do Brasil também participaram de um seminário sobre a comunicação no Rio de Janeiro, promovido pelo Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, a CNBB e a Arquidiocese do Rio de Janeiro. O encontro teve como tema: “Comunicação e evangelização no contexto das transformações culturais provocadas pelas novas tecnologias”.
Foi um fato inédito; até agora, não se tinha notícia de um encontro tão numeroso de bispos da nossa Igreja, destinado especificamente a essa temática. Evidentemente, não se tratou de formação técnica sobre as novas modalidades de comunicação, mas de uma ocasião para confrontar a missão dos pastores da Igreja com esse novo e maravilhoso universo, suas imensas possibilidades, mas também seus desafios, problemas e riscos.
Antes de tudo, existe o fato inquestionável da multiplicidade enorme de novos meios e possibilidades de comunicação, suscitados, sobretudo, pelo avanço da informática e das novas tecnologias da informação. Isso também coloca à disposição da missão da Igreja um precioso instrumental; seria grave não fazer bom uso de tantas possibilidades para a promoção da vida e da missão da Igreja.
Mas não podemos ter uma visão ingênua do mundo da comunicação: nesse universo existe muita coisa que precisa ser vista com olhar crítico, não propriamente os meios, que são possibilidades, mas o uso que deles se faz. De modo especial na internet, há muito veneno, que deve deixar alertas pais e educadores; crianças e adolescentes ficam expostos a numerosos riscos, se não houver atenta vigilância e orientação.
Mas também os adultos deverão fazer um uso responsável desses meios maravilhosos, evitando que se tornem um atrapalho nas relações interpessoais e no convívio social. Contatos e comunidades cibernéticas não podem tomar o lugar das relações humanas e comunitárias reais e diretas com as pessoas próximas, nem substituí-las. Seria uma pena passar horas trocando mensagens com pessoas distantes e não brindar com uma palavra sequer as pessoas do convívio próximo. Pior ainda, se os meios fossem usados para promover desonestidades, ódio, violência e toda sorte de caminhos de corrupção e imoralidade.
No entanto, para a Igreja, a comunicação não é só questão de ter e usar meios e tecnologias de comunicação: mais importante ainda é o conteúdo e a qualidade da nossa comunicação. Temos para comunicar a Boa Nova de Cristo e do Reino de Deus ao mundo e precisamos fazer isso muito bem. O uso dos meios de comunicação para a evangelização não pode ser reduzido a uma informação neutra, mas precisa ser acompanhado pelo testemunho contagiante: “vós sereis minhas testemunhas” (cf Lc 24,48), recomendou Jesus aos apóstolos, depois de os enviar para anunciar o Evangelho a todos os povos (cf Mt 28,19).
O papa Bento 16 tem recomendado com frequência a evangelização através da internet. Não é apenas mais um poderoso “meio” de comunicação, que pode facilitar e ampliar muito a nossa capacidade de evangelização; de fato, trata-se de um novo “ambiente” a ser evangelizado. Mais que “usar” a internet, precisamos estar “na” internet. De fato, a “rede” é como uma imensa e sofisticada praça, muito frequentada por gente que interage com toda sorte de mensagens; todos os “discursos” imagináveis podem ser encontrados nesta praça e há plateia para cada um deles. Alguns podem ser muito belos e construtivos, contribuindo para a dignificação do homem e a edificação do bem comum; outros, nem tanto; e, infelizmente, esta praça também é frequentada por companhias nada recomendáveis e até nocivas...
A Igreja não pode estar ausente no mundo da internet, com seu anúncio e testemunho. E isso precisa ser feito de muitas maneiras, para alcançar o maior número de interessados.
Publicado em O SÃO PAULO, edição de 19/07/2011
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
Foi um fato inédito; até agora, não se tinha notícia de um encontro tão numeroso de bispos da nossa Igreja, destinado especificamente a essa temática. Evidentemente, não se tratou de formação técnica sobre as novas modalidades de comunicação, mas de uma ocasião para confrontar a missão dos pastores da Igreja com esse novo e maravilhoso universo, suas imensas possibilidades, mas também seus desafios, problemas e riscos.
Antes de tudo, existe o fato inquestionável da multiplicidade enorme de novos meios e possibilidades de comunicação, suscitados, sobretudo, pelo avanço da informática e das novas tecnologias da informação. Isso também coloca à disposição da missão da Igreja um precioso instrumental; seria grave não fazer bom uso de tantas possibilidades para a promoção da vida e da missão da Igreja.
Mas não podemos ter uma visão ingênua do mundo da comunicação: nesse universo existe muita coisa que precisa ser vista com olhar crítico, não propriamente os meios, que são possibilidades, mas o uso que deles se faz. De modo especial na internet, há muito veneno, que deve deixar alertas pais e educadores; crianças e adolescentes ficam expostos a numerosos riscos, se não houver atenta vigilância e orientação.
Mas também os adultos deverão fazer um uso responsável desses meios maravilhosos, evitando que se tornem um atrapalho nas relações interpessoais e no convívio social. Contatos e comunidades cibernéticas não podem tomar o lugar das relações humanas e comunitárias reais e diretas com as pessoas próximas, nem substituí-las. Seria uma pena passar horas trocando mensagens com pessoas distantes e não brindar com uma palavra sequer as pessoas do convívio próximo. Pior ainda, se os meios fossem usados para promover desonestidades, ódio, violência e toda sorte de caminhos de corrupção e imoralidade.
No entanto, para a Igreja, a comunicação não é só questão de ter e usar meios e tecnologias de comunicação: mais importante ainda é o conteúdo e a qualidade da nossa comunicação. Temos para comunicar a Boa Nova de Cristo e do Reino de Deus ao mundo e precisamos fazer isso muito bem. O uso dos meios de comunicação para a evangelização não pode ser reduzido a uma informação neutra, mas precisa ser acompanhado pelo testemunho contagiante: “vós sereis minhas testemunhas” (cf Lc 24,48), recomendou Jesus aos apóstolos, depois de os enviar para anunciar o Evangelho a todos os povos (cf Mt 28,19).
O papa Bento 16 tem recomendado com frequência a evangelização através da internet. Não é apenas mais um poderoso “meio” de comunicação, que pode facilitar e ampliar muito a nossa capacidade de evangelização; de fato, trata-se de um novo “ambiente” a ser evangelizado. Mais que “usar” a internet, precisamos estar “na” internet. De fato, a “rede” é como uma imensa e sofisticada praça, muito frequentada por gente que interage com toda sorte de mensagens; todos os “discursos” imagináveis podem ser encontrados nesta praça e há plateia para cada um deles. Alguns podem ser muito belos e construtivos, contribuindo para a dignificação do homem e a edificação do bem comum; outros, nem tanto; e, infelizmente, esta praça também é frequentada por companhias nada recomendáveis e até nocivas...
A Igreja não pode estar ausente no mundo da internet, com seu anúncio e testemunho. E isso precisa ser feito de muitas maneiras, para alcançar o maior número de interessados.
Publicado em O SÃO PAULO, edição de 19/07/2011
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
quarta-feira, 18 de maio de 2011
CANÇAO NOVA TRANSMITE BEATIFICAÇAO DE IR DULCE EM SALVADOR
Cerimônia acontece em Salvador no domingo, dia 22 de maio, às 17h
SÃO PAULO, quarta-feira, 18 de maio de 2011 (ZENIT.org)
A TV Canção Nova, em parceria com a TVE/Bahia, será responsável pelo pool de transmissão da beatificação de Irmã Dulce para canais de todo o Brasil no próximo dia 22/5, a partir das 16h.
As emissoras de todo o país que desejarem o sinal gratuito de transmissão poderão entrar em contato diretamente com o
Departamento de Mídia (tvmidia@cancaonova.com) da TV Canção Nova, com sede em Cachoeira Paulista (SP).
Além da cobertura da TV Canção Nova, mais de 30 profissionais do sistema de comunicação (TV, Rádio AM e FM, Portal e WebTV) estarão envolvidos na cobertura do evento, direto de Salvador (BA) com flashs ao vivo no sábado, 21, e no domingo, 22, e a transmissão da Santa Missa de beatificação marcada para as 17h.
A emissora também transmitirá dois documentários sobre a vida de irmã Dulce. O primeiro vai ao ar no domingo, às 16h; o segundo será veiculado após a missa e conta a história do milagre que a elevou aos altares.
Beatificação
A cerimônia de beatificação, presidida por Dom Geraldo Majella Agnelo, nomeado Delegado Papal por Bento XVI, terá início com o rito de beatificação, que consiste em leitura da biografia resumida da religiosa, leitura da proclamação de beatificação e descerramento da imagem oficial de Irmã Dulce como “Bem Aventurada Dulce dos Pobres”. Este será o auge do evento, que espera receber cerca de 60 mil fiéis no Parque de Exposições da capital baiana.
Irmã Dulce
Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes nasceu em Salvador (BA) em 1914. Conhecida como o “Anjo bom da Bahia”, destacou-se por suas obras de caridade aos pobres e necessitados.
O espaço onde atendia os doentes é atualmente um dos maiores hospitais de Salvador, com atendimentos de emergência gratuitos. O processo de beatificação tramitou durante 10 anos no Vaticano.
A graça obtida pela intercessão de Irmã Dulce, em 2003, foi examinada primeiramente no Brasil e reconhecida pelos peritos médicos como um caso que não pôde ser explicado pelos meios da ciência.
Os peritos e os cardeais da Congregação para as Causas dos Santos foram unânimes no reconhecimento deste milagre, constando que se tratava de um caso extraordinário de cura – o estancamento instantâneo de uma hemorragia.
SÃO PAULO, quarta-feira, 18 de maio de 2011 (ZENIT.org)
A TV Canção Nova, em parceria com a TVE/Bahia, será responsável pelo pool de transmissão da beatificação de Irmã Dulce para canais de todo o Brasil no próximo dia 22/5, a partir das 16h.
As emissoras de todo o país que desejarem o sinal gratuito de transmissão poderão entrar em contato diretamente com o
Departamento de Mídia (tvmidia@cancaonova.com) da TV Canção Nova, com sede em Cachoeira Paulista (SP).Além da cobertura da TV Canção Nova, mais de 30 profissionais do sistema de comunicação (TV, Rádio AM e FM, Portal e WebTV) estarão envolvidos na cobertura do evento, direto de Salvador (BA) com flashs ao vivo no sábado, 21, e no domingo, 22, e a transmissão da Santa Missa de beatificação marcada para as 17h.
A emissora também transmitirá dois documentários sobre a vida de irmã Dulce. O primeiro vai ao ar no domingo, às 16h; o segundo será veiculado após a missa e conta a história do milagre que a elevou aos altares.
Beatificação
A cerimônia de beatificação, presidida por Dom Geraldo Majella Agnelo, nomeado Delegado Papal por Bento XVI, terá início com o rito de beatificação, que consiste em leitura da biografia resumida da religiosa, leitura da proclamação de beatificação e descerramento da imagem oficial de Irmã Dulce como “Bem Aventurada Dulce dos Pobres”. Este será o auge do evento, que espera receber cerca de 60 mil fiéis no Parque de Exposições da capital baiana.
Irmã Dulce
Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes nasceu em Salvador (BA) em 1914. Conhecida como o “Anjo bom da Bahia”, destacou-se por suas obras de caridade aos pobres e necessitados.
O espaço onde atendia os doentes é atualmente um dos maiores hospitais de Salvador, com atendimentos de emergência gratuitos. O processo de beatificação tramitou durante 10 anos no Vaticano.
A graça obtida pela intercessão de Irmã Dulce, em 2003, foi examinada primeiramente no Brasil e reconhecida pelos peritos médicos como um caso que não pôde ser explicado pelos meios da ciência.
Os peritos e os cardeais da Congregação para as Causas dos Santos foram unânimes no reconhecimento deste milagre, constando que se tratava de um caso extraordinário de cura – o estancamento instantâneo de uma hemorragia.
terça-feira, 22 de março de 2011
ARQUIDIOCESE DE SALVADOR PREPARA POSSE DO NOVO ARCEBISPO DOM MURILO KRIEGER
A poucos dias da posse de Dom Murilo Krieger como arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, a arquidiocese vive momentos de expectativa e muito trabalho.
Segundo informa o site da arquidiocese, os fiéis, padres, diáconos e religiosos estão mobilizados para recepcionar Dom Murilo, e a comissão responsável pelo evento finaliza os preparativos.
A solenidade de posse será no dia 25 de março, às 19h, na Catedral Basílica, no Terreiro de Jesus.
Nesta terça-feira, 22 de março, os católicos de Salvador receberão o novo arcebispo no Aeroporto Internacional Luis Eduardo Magalhães.
A chegada está prevista para às 20h35. Uma comissão liderada por Dom Geraldo Majella Agnelo, administrador apostólico da arquidiocese, dará as boas-vindas a Dom Murilo.
Nestes dias, a Catedral Basílica recebe 500 cadeiras, além dos bancos e acentos já existentes, para acomodar as pessoas que forem participar da missa e posse.
Um telão será instalado na sacristia e outros dois na praça do Terreiro de Jesus, para que os fiéis possam acompanhar a cerimônia. A expectativa é que dentro da Catedral tenham cerca de 2 mil pessoas.
Para receber os visitantes do clero, a arquidiocese montou um esquema de acolhimento para os bispos e os padres.
Além do representante do Papa no Brasil, o núncio apostólico Dom Lorenzo Baldisseri, estarão na posse os cardeais Dom Cláudio Hummes, Dom Eugênio de Araújo Sales, Dom Odilo Pedro Scherer e os bispos Dom Orani João Tempesta, Dom Dimas Lara Barbosa e Dom Itamar Vian.
Segundo informa o site da arquidiocese, os fiéis, padres, diáconos e religiosos estão mobilizados para recepcionar Dom Murilo, e a comissão responsável pelo evento finaliza os preparativos.
A solenidade de posse será no dia 25 de março, às 19h, na Catedral Basílica, no Terreiro de Jesus.
Nesta terça-feira, 22 de março, os católicos de Salvador receberão o novo arcebispo no Aeroporto Internacional Luis Eduardo Magalhães.
A chegada está prevista para às 20h35. Uma comissão liderada por Dom Geraldo Majella Agnelo, administrador apostólico da arquidiocese, dará as boas-vindas a Dom Murilo.
Nestes dias, a Catedral Basílica recebe 500 cadeiras, além dos bancos e acentos já existentes, para acomodar as pessoas que forem participar da missa e posse.
Um telão será instalado na sacristia e outros dois na praça do Terreiro de Jesus, para que os fiéis possam acompanhar a cerimônia. A expectativa é que dentro da Catedral tenham cerca de 2 mil pessoas.
Para receber os visitantes do clero, a arquidiocese montou um esquema de acolhimento para os bispos e os padres.
Além do representante do Papa no Brasil, o núncio apostólico Dom Lorenzo Baldisseri, estarão na posse os cardeais Dom Cláudio Hummes, Dom Eugênio de Araújo Sales, Dom Odilo Pedro Scherer e os bispos Dom Orani João Tempesta, Dom Dimas Lara Barbosa e Dom Itamar Vian.
Entre os fiéis da arquidiocese, a movimentação também é intensa. Paróquias e movimentos leigos estão organizados e diferentes grupos montaram caravanas para participar da missa de posse. (Fonte: ZENIT)
quarta-feira, 16 de março de 2011
A QUARESMA...
Segue artigo do Pe. Libânio sobre esse tempo quaresmal que estamos vivendo:

"Ao longo de toda a história humana, a cultura e a religião se imbricaram. A religião presidiu ao nascimento de todas as culturas, exceto ao da moderna. A mãe marca inevitavelmente os filhos. As culturas carregam DNAs religiosos diferentes. No Brasil, o catolicismo, até há algumas décadas, atingia mais de 90% dos habitantes. Não se desveste uma cultura de um dia para o outro.
A tradição católica joga sadiamente com duas dimensões do ser humano: a festa e o luto, a vida e a morte, o prazer e a dor. Se tudo se vestisse de festa, de vida e de prazer, não saberíamos nomear a felicidade. Ou viveríamos a felicidade da vaca diante de pasto explodindo de capim. Os pré-socráticos já nos ensinaram que o frio, o úmido se percebem em constraste com o calor e com o seco. Se habitássemos perpétua Groenlândia invernal, não conheceríamos o frio, por nunca ter experimentado o calor. Eis a sabedoria dos contrastes.
No centro do Cristianismo está a Páscoa. Esta anuncia a vida, celebra a alegria e acena para o prazer sadio de viver. Como saborearemos tanta festa, vida e prazer, se não mergulharmos antes na longa quaresma? Pequena experiência de morte para os sentidos, de luto para os olhos, de privação para o corpo.
Faz bem não só para o homem religioso, que acredita na Ressurreição de Jesus, viver um tempo de silêncio, de espera, de penitência. A cultura pós-moderna se corrompe precisamente porque só anuncia o prazer, a esbeltez física, a explosão vital do corpo sem limites. E quando a privação chega? Desgraça, frustração, depressão.
A sabedoria da quaresma ensina-nos que a condição humana, por estar situada no tempo e no espaço, submete-se às conjunturas ambivalentes e contrastantes do gozo e do desgosto, da abundância e da carência, da vitória e da derrota, do prêmio e da perda. A quaresma pode ser vivida religiosa ou civilmente. Como tempo litúrgico da Igreja católica prepara os fiéis pela sobriedade, oração, jejum, esmola para festejar a Páscoa do Senhor. O corpo se priva. O olhar, porém, volta-se para o dom de vida a ser celebrado no término da caminhada.
Em termos civis, a quaresma cabe bem no momento de crise que estamos a viver. Diminui a intensidade ou mesmo apaga o brilho consumista das propagandas para viver a simplicidade e a parcimônia, tão salutares para o corpo e para o espírito. Ensina-nos que o ser-desejo que somos carece de repouso e de jejum em face da insaciável busca de bens. Propõe criar momentos de silêncio em meio à cultura do barulho, dos Ipodes, dos estridentes celulares, das TVs ininterruptamente ligadas. Sem períodos de calma e meditação no afã turbulento diário, vivemos fora de nós mesmos, conduzidos pela máquina da técnica e não pela força do espírito. Venha quaresma acalmar-nos!"
Fonte: http://www.domtotal.com/

"Ao longo de toda a história humana, a cultura e a religião se imbricaram. A religião presidiu ao nascimento de todas as culturas, exceto ao da moderna. A mãe marca inevitavelmente os filhos. As culturas carregam DNAs religiosos diferentes. No Brasil, o catolicismo, até há algumas décadas, atingia mais de 90% dos habitantes. Não se desveste uma cultura de um dia para o outro.
A tradição católica joga sadiamente com duas dimensões do ser humano: a festa e o luto, a vida e a morte, o prazer e a dor. Se tudo se vestisse de festa, de vida e de prazer, não saberíamos nomear a felicidade. Ou viveríamos a felicidade da vaca diante de pasto explodindo de capim. Os pré-socráticos já nos ensinaram que o frio, o úmido se percebem em constraste com o calor e com o seco. Se habitássemos perpétua Groenlândia invernal, não conheceríamos o frio, por nunca ter experimentado o calor. Eis a sabedoria dos contrastes.
No centro do Cristianismo está a Páscoa. Esta anuncia a vida, celebra a alegria e acena para o prazer sadio de viver. Como saborearemos tanta festa, vida e prazer, se não mergulharmos antes na longa quaresma? Pequena experiência de morte para os sentidos, de luto para os olhos, de privação para o corpo.
Faz bem não só para o homem religioso, que acredita na Ressurreição de Jesus, viver um tempo de silêncio, de espera, de penitência. A cultura pós-moderna se corrompe precisamente porque só anuncia o prazer, a esbeltez física, a explosão vital do corpo sem limites. E quando a privação chega? Desgraça, frustração, depressão.
A sabedoria da quaresma ensina-nos que a condição humana, por estar situada no tempo e no espaço, submete-se às conjunturas ambivalentes e contrastantes do gozo e do desgosto, da abundância e da carência, da vitória e da derrota, do prêmio e da perda. A quaresma pode ser vivida religiosa ou civilmente. Como tempo litúrgico da Igreja católica prepara os fiéis pela sobriedade, oração, jejum, esmola para festejar a Páscoa do Senhor. O corpo se priva. O olhar, porém, volta-se para o dom de vida a ser celebrado no término da caminhada.
Em termos civis, a quaresma cabe bem no momento de crise que estamos a viver. Diminui a intensidade ou mesmo apaga o brilho consumista das propagandas para viver a simplicidade e a parcimônia, tão salutares para o corpo e para o espírito. Ensina-nos que o ser-desejo que somos carece de repouso e de jejum em face da insaciável busca de bens. Propõe criar momentos de silêncio em meio à cultura do barulho, dos Ipodes, dos estridentes celulares, das TVs ininterruptamente ligadas. Sem períodos de calma e meditação no afã turbulento diário, vivemos fora de nós mesmos, conduzidos pela máquina da técnica e não pela força do espírito. Venha quaresma acalmar-nos!"
Fonte: http://www.domtotal.com/
COLÉGIO ANTÔNIO VIEIRA- JESUÍTAS 100 ANOS...
Alegria, história e celebração da fé nas comemorações do centenário
As homenagens do dia 15 (terça-feira) se iniciam com a oração de todos os alunos, professores e funcionários do Colégio, celebração a ser realizada às 7h no Santuário Nossa Senhora de Fátima. Depois, às 9h, a comunidade vieirense se reúne, na área externa do Colégio, para a inauguração do monumento “Árvore dos 100 anos”, obra da artista plástica Nanci Novais que celebra as gerações de religiosos, profissionais e estudantes que contribuíram com a história do Vieira. Em seguida, as atenções se voltam para a abertura da “Cápsula do Tempo”, compartimento em que foram reunidos documentos e relíquias do início do século XX, depositados durante o lançamento da pedra fundamental do atual prédio do Colégio. Os alunos darão sequência às festividades durante a tarde e a noite de terça-feira.
Na quinta-feira, 17 de março, os vereadores de Salvador prestam homenagem ao Colégio Antônio Vieira em sessão especial no auditório da Câmara. O evento, que acontece às 19h, registra a colaboração dessa obra jesuíta na formação da sociedade baiana. Dia 19 de março (sábado), às 18h30min, o Santuário Nossa Senhora de Fátima sedia a missa em ação de graças pelo centenário do Vieira, que contará com a presença de alunos, ex-alunos, religiosos, professores, funcionários e seus familiares.
Para os próximos meses, outros eventos estão agendados, como o lançamento, em maio, do livro “Colégio Antônio Vieira (1911 - 2011) – Vidas e Histórias de uma Missão Jesuíta”, publicação que integra a caminhada do Colégio com os passos da cidade do Salvador. Elaborado pelos historiadores Waldir Oliveira e Edilece Couto, o livro traz a trajetória dessa obra jesuíta associada com a própria história do país, colaborando positivamente para uma leitura harmoniosa do último século. Destaque também para a caminhada ecológica do Vieira, que contará com o plantio de 100 mudas de árvores pela cidade, contribuindo com a arborização da cidade e o futuro dos soteropolitanos.
Setor de Comunicação (SECOM)
Jornalista responsável: Aidil Brites (DRT nº2619)
Contatos: 8227-6914 / 3328-9554.
sábado, 12 de março de 2011
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