segunda-feira, 30 de junho de 2008

Ser Padre!

Um chamado de Deus.
Um jeito de ser que segue aberto aos jovens.
Uma pergunta que segue esperando respostas.
Uma vida oferecida como a de Jesus Cristo.
Um serviço aos homens e às mulheres de hoje.


Numa bonita celebração em Feira de Santa foram ordenados dois novos sacerdotes jesuítas- Pe. Jair Barbosa e Pe. Carlos Antônio. Confiram algumas fotos da ordenação e também algumas da primeira missa do Pe. Jair.
E você? O que o move a assumir essa opção em sua Vida? Pense nessa proposta!

Ano Paulino

O Santo Padre, com a participação do Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, abriu o ano jubilar dedicado a São Paulo, nos 2000 anos do seu nascimento, iniciativa que fora anunciada há precisamente um ano por Bento XVI. O “Ano Paulino” estende-se até 29 de junho de 2009, procurando dar a conhecer uma das figuras mais importantes no nascimento e expansão do Cristianismo.
Paulo quer falar conosco hoje, frisou Bento XVI e por isto “eu quis convocar este Ano Paulino especial: para ouvi-lo e para aprender agora dele, como nosso mestre, a fé e a verdade nas quais estão radicadas as razões da unidade dos discípulos de Cristo. “Nesta perspectiva – explicou o Pontífice – eu quis acender, para este bimilenário do nascimento do Apóstolo, uma especial «Chama Paulina» que permanecerá acesa durante todo o ano... Para dar solenidade a este evento inaugurei a chamada “Porta Paulina” pela qual entrei na Basílica acompanhado pelo Patriarca de Constantinopla, pelo cardeal Arcipreste e por outras autoridades religiosas”.
Falando de Paulo como homem combativo, que sabe manejar a espada da palavra, o papa frisou o que o prpóprio Apóstolo diz na carta aos Tessalonicenses: “Ousamos pregar-vos o Evangelho de Deus em meio de muita contradição, mas nunca usamos de adulação, nem fomos levados por interesse algum”. “A verdade – ponderou o papa - era para ele grande demais para estar disposto a sacrificá-la em vista de um sucesso externo”.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

"Sede misericordiosos como vosso é misericordioso"

Ordenação Presbiteral de Carlos Antônio e Jair (Jesuítas)
Feira de Santana - Bahia



Data: 28 de junho de 2008
Horário: 17.00
Igreja: Santo Antônio
Rezem por eles e se possível participem da cerimônia

Com a Mãe do Perpétuo Socorro celebrando a HISTORIA e a VIDA


Celebramos 15 dias de festas, mas foram não apenas festas, foram ritos que alimentaram sentimentos e fortaleceram compromissos. Deus nos convida, através desta data festiva dos 100 da nossa Igrejinha, a marcar presença num trabalho mais organizado, para realmente termos a gratificante satisfação de fazer parte de uma mudança história, construtiva e necessária para o nosso bairro, nossa Igreja e cidade.
Por isso, revisitem o CAMINHO, recriem a caminhada e MANTENHAM AS LAMPADAS ACESSAS! A historia continua e nós vamos dar a nossa contribuição por uma sociedade melhor e por uma Igreja mais solidária e missionária!
Terço, ofício a Nossa Senhora, Eucaristia, jantar com as lideranças e o presidente da celebração Pe. João Jorge (vigário Geral) , quermesse, leilão... muita alegria e gratidão a Deus pelos benefícios recebidos durante esses 15 dias de celebrações da historia e a vida.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Com a Mãe do Perpétuo Socorro celebramos a História e a Vida

100 anos, PARABÉNS !
Nesta sexta-feira somos convidados a celebrar a Eucarístia na gratidão pelo 100 anos de existência do Templo da Mãe do Perpétuo Socorro e pela Igreja VIVA que é o POVO de DEUS da Paróquia do Mondubim.
18.00 - Terço
18.30 - Ofício
19.00 - Eucarístia
20.30 - Leilão, barraquinhas, músicas e muita alegria!
Participem!!!

Maria de Nazaré

Com a Mãe do Perpétuo Socorro celebrando a História e a Vida

Quinta-feira (27 de Junho de 2008)

Com a Igrejinha plena de fiéis celebramos o penúltimo dia da FESTA do Centenário. O Pe. Agnaldo presidiu a Eucarístia. Já com um sentimento de "saúdade" todos os paroquianos agradecem a DEUS pela Mãe do Perpétuo Socorro fazer parte da HISTÓRIA e da VIDA do nosso bairro, Mondubim.

Com a Mãe do Perpétuo Socorro celebramos a História e a Vida

Com a Mãe do Perpétuo Socorro celebramos a História e a Vida



26 de Junho de 2008 - Quinta- feira






Centenário da Igrejinha Matriz
Terça: 18.30 (na Igreja Antiga)
Missa: 19.00 (na Igreja Antiga)
Presidente: Pe. Agnaldo, SDN ( Pajuçara)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Com a Mãe do Perpétuo Socorro celebramos a História e a Vida

Diante deste clima de festa, agradeço a Deus pelas graças e também por ter conhecido pessoas amigas. Syulmara ( Novo Mondubim)

Celebrar o Centenário é ter a certeza de que a fé da comunidade é como uma casa construída sobre a rocha. Jesus é este alicerce firme que mantém a comunidade unida na fraternidade e sempre disposta a celebrar sua vida e sua história. Está sendo um momento de renovação da fé e de grande alegria por nos encontrarmos com Maria, nossa mãe que que nos direciona a Jesus. Veridiana ( Liturgia Matriz)

Quarta-feira (25 de junho de 2008)


Nesta quarta-feira o Pe. Moreira Alves presidiu a Eucaristia na IGREJINHA MATRIZ que estava repleta de fiéis que celebram os 100 anos de existência deste templo. Na homilia o sacerdote convocou a comunidade a permanecer numa atitude de GRATIDÃO ATIVA, ou seja, reconhecer o bem que Deus fez através deste templo mariano e colaborar com Ele na obra redentora como fez a nossa Mãe do Perpétuo Socorro. Confiram as fotos!

terça-feira, 24 de junho de 2008

Com a Mãe do Perpétuo Socorro celebramos a História e a Vida

A experiência de Deus neste momento de nossa novena e festa deve nos levar a transmitir Deus em todos que encontrarmos ao longo de nossa existência. Levar aos irmãos e irmãs, a alegria que está em nosso coração, pela experiência que temos ao adentrar no Templo da Mãe de Deus que a 100 anos celebra a HISTÓRIA E A VIDA DO POVO do Mondubim.

Rogai por nós, Mãe do Perpétuo Socorro!

Com a Mãe do Perpétuo Socorro celebramos a História e a Vida

25 de Junho de 2008 - Quarta - feira














Centenário da Igrejinha Matriz
Terça: 18.30 (na Igreja Antiga)
Missa: 19.00 (na Igreja Antiga)
Presidente: Pe. José Alves Moreira (Cristo Rei)
* A missa solene para o encerramento dos festejos será dia 27 às 19.00 com D. José Antônio- PARTICIPE E DIVULGUE!

Com a Mãe do Perpétuo Socorro celebramos a História e a Vida

2º DIA DO CENTENÁRIO DA IGREJINHA (24 de junho de 2008)
Dentro da Igrejinha (Matriz Antiga) celebramos a Eucarístia com a Presidência do Pe. Carlos SDS. Foi iniciado com o Terço e animado pela liturgia das pastorais: Social, CEBs, Idoso e o Dízimo. A alegria do POVO era visível, porque a missa se deu dentro da Igreja. Amanhã continua! Confiram as fotos! Divulgue a programação para o último dia com a missa solene às 19.00 com o nosso Arcebispo D. José Antônio.



Com Mãe do Perpétuo Socorro celebramos a HISTÓRIA e a VIDA

1º DIA DO CENTÉNARIO DA IGREJINHA ( 23 de junho de 2008)


Com a presença de Pe. Marcos Augusto,sj e a comunidade paroquial animada pela pastoral familiar, ECC e Equipe de Noivos iniciamos os festejos do centenário da Igrejinha. Confiram as fotos!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Com Mãe do Perpétuo Socorro celebramos a HISTÓRIA e a VIDA
























Centenário da Igrejinha Matriz
Terça: 18.30 (na Igreja Antiga)
Missa: 19.00 (na Igreja Antiga)
Presidente: Pe. Carlos SDS (Parangaba)

domingo, 22 de junho de 2008

Com Mãe do Perpétuo Socorro celebramos a HISTÓRIA e a VIDA (2º parte)

"A experiência vivida nesta festa trouxe para mim, uma convivência mais expressiva com a minha mãe Maria. A sua presença na minha vida é muito significativa para a vida de seguidor de Jesus."
Geovane (Jardim Fluminense)




Celebração com quadrilhas, forro, ofertas de rosas para Nossa Senhora ... Fotos com D. José Luis e paroquianos e muita alegria e fraternidade!Confiram!



Com Mãe do Perpétuo Socorro celebramos a HISTÓRIA e a VIDA (1º parte)

Festa de enceramento da PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO - Celebração Litúrgica
Enceramento da festa da Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Veja a parte celebrativa, com D. José que presidiu e os demais padres:Campos, Hugo, Acrizio, Júnior e Edvam. Com a presença das quinze comunidades celebrávamos com fé e ardor este ato de amor a Deus através de Maria. Confira as fotos dos momentos litúrgicos.

Com a Mãe do Perpétuo Socorro celebramos a História e a Vida


Dia 22- encerramento da Festa ( 22 de Junho)

VIVA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL

A festa da nossa Padroeira foi condensada de uma viva experiência espiritual, que nos faz capazes de sermos melhores do que somos.
A atitude de Maria para conosco é uma atitude de carinho - o carinho que tem para com o seu Filho Jesus. O mesmo carinho Ela dá a nós, que recorremos a Ela com amor filial. Carinho do olhar sereno, que alivia nossas angustias e dores, olhar que nos envolve completamente. É bom sentir-se amado e acolhido, e de modo bem especial pela mãe de Jesus e nossa mãe.
Vivemos a experiência de um mistério que não compreendemos senão aos olhos da Fé, onde colocamos nossa vida nas mãos amorosas da mãe.
A experiência de Deus neste momento de nossa novena e festa deve nos levar a transmitir Deus em todos que encontrarmos ao longo de nossa existência. Levar aos irmãos e irmãs, a alegria que está em nosso coração, pela experiência que temos ao adentrar ao Santuário da Mãe de Deus.
Esta deve ser a maior expressão de nossa devoção mariana nesta Matriz: expressar com o nosso testemunho o que proferimos em nossas orações.
Assim teremos a força de Deus para anunciar a boa nova do Reino de Deus a partir do Santuário, que deve ser o nosso coração que recebe Jesus e Maria.
Que esta experiência viva nos fortaleça cada vez mais no cotidiano de nossas vidas, especialmente neste tempo em que festejamos Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Que o Espírito de Deus nos motive a sermos melhores e assim possamos testemunhar esta experiência espiritual que recebemos nesta MATRIZ DA MÃE DO PERPÉTUO SOCORRO.

Assim seja!

Com Mãe do Perpétuo Socorro celebramos a HISTÓRIA e a VIDA

Sexta e Sábado
Com Maria a Comunidade vive na esperança das promessas do Senhor ( Pe. Jackson, sj)
Com Maria a Comunidade vive os ensinamentos de Jesus ( Pe. Acrizio, sj)


Responsáveis: Dia 22 as comunidade Sant’Ana do Parque Santana e a Comunidade Santa Terezinha do Esperança III e dia 21 as comunidades São Francisco de Assis do Presidente Vargas e a Comunidade Sagrada Família do Apolo XI.

O que Maria representa na minha vida?

Maria é minha mediadora, consoladora e nos ampara nas nossas dificuldades.
Cláudia ( Novo Mondubim)

Maria é tudo na minha vida, pois foi através dela que nosso
Salvador nasceu. Ela é o amor e consola da minha vida.
José Karlos ( Lot. Santa Terezinha)

Minha mãe é um seguro caminho para se chegar à Cristo, portanto a santidade.

Emanuela Paz ( Pq Santana)


Maria representa a confiança no amor, em Deus.
Ticiano Castro. (Pq. Santana)

sábado, 21 de junho de 2008

Evangelho dominical: Mt. 10, 26-33 - Comentário

Tende temor, mas não tenhais medo!

O Evangelho deste domingo oferece várias sugestões, mas todas podem se resumir nesta frase aparentemente contraditória: «Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno». Não devemos ter temor nem medo dos homens; de Deus devemos ter temor, mas não medo.
Portanto, há uma diferença entre medo e temor; tentemos compreender por que e em que consiste. O medo é uma manifestação de nosso instinto fundamental de conservação. É a reação a uma ameaça para nossas vida, a resposta a um verdadeiro ou suposto perigo: desde o perigo maior, que é o da morte, aos perigos particulares que ameaçam a tranqüilidade ou a incolumidade física, ou nosso mundo afetivo.
Segundo se trate de perigos reais ou imaginários, fala-se de medos justificados e de medos injustificados ou patológicos. Como as doenças, os medos podem ser agudos ou crônicos. Os medos agudos foram determinados por uma situação de perigo extraordinária. Se estou a ponto de ser atropelado por um carro, ou começo a sentir que a terra treme sob meus pés por causa de um terremoto, então estou diante de medos agudos. Esses sustos surgem improvisadamente, sem avisar, e assim desaparecem ao terminar o perigo, deixando talvez uma má recordação. Os medos crônicos são os que convivem conosco, que se convertem em parte de nosso ser, e inclusive acabamos nos acostumando com eles. Nós os chamamos de complexos ou fobias: claustrofobias, agorafobia, etc.
O evangelho nos ajuda a libertar-nos de todos estes medos, revelando o caráter relativo, não absoluto dos perigos que os provocam. Há algo de nós que ninguém nem nada no mundo pode tirar-nos ou ferir: para os fiéis, trata-se da alma imortal; para todos, o testemunho da própria consciência.
Algo muito diferente do medo é o temor de Deus. O temor de Deus se aprende: «Vinde, filhos, escutai-me: eu vos instruirei no temor do Senhor» (Salmo 33, 12); pelo contrário, o medo, não tem necessidade de ser aprendido no colégio; a natureza se encarrega de infundir-nos medo.
O mesmo sentido do temor de Deus é diferente do medo. É um elemento de fé: nasce da consciência de quem é Deus. É o mesmo sentimento que se apodera de nós diante de um espetáculo grandioso e solene da natureza. É o sentimento de sentir-nos pequenos diante de algo que é imensamente maior que nós; é surpresa, maravilha, mescladas com admiração. Diante do milagre do paralítico que se levanta e caminha, pode ler-se no evangelho, «o assombro se apoderou de todos, e glorificavam a Deus. E cheios de temor, diziam: 'hoje vimos coisas incríveis'» (Lucas 5, 26). O temor, neste caso, é o outro nome da maravilha, do louvor.
Este tipo de temor é companheiro e aliado do amor: é o medo de desagradar o amado que se pode ver em todo verdadeiro enamorado, também na experiência humana. Com freqüência é chamado «princípio de sabedoria», pois leva a tomar decisões justas na vida. É nada mais e nada menos que um dos sete dons do Espírito Santo (cf. Isaías 11, 2)!
Como sempre, o evangelho não só ilumina nossa fé, mas nos ajuda também a compreender nossa realidade cotidiana. Nossa época foi definida como uma época de angústia (W. H. Auden). A ansiedade, filha do medo, converteu-se na doença do século e é, dizem, uma das principais causas da multiplicação dos infartos. Como explicar este fato se hoje temos muitas mais seguranças econômicas, seguros de vida, meios para enfrentar as enfermidades e atrasar a morte?
O motivo é que diminuiu, ou totalmente desapareceu em nossa sociedade o santo temor de Deus. «Já não há temor de Deus!», repetimos às vezes como uma expressão, mas que contém uma trágica verdade. Quanto mais diminui o temor de Deus, mais cresce o medo dos homens! É fácil compreender o motivo. Ao esquecer de Deus, colocamos toda a nossa confiança nas coisas daqui debaixo, ou seja, nessas coisas que, segundo Cristo, o ladrão pode roubar e a traça pode comer (cf. Lucas 12, 33). Coisas aleatórias que nos podem faltar em qualquer momento, que o tempo (a traça) come inexoravelmente. Coisas que todos queremos e que por este motivo desencadeiam competição e rivalidade (o famoso «desejo mimético» do qual fala René Girard), coisas que é preciso defender com os dentes e às vezes com as armas na mão.
A queda do temor de Deus, em vez de libertar-nos dos medos, impregnou-nos deles. Basta ver o que acontece na relação entre os pais e os filhos em nossa sociedade. Os pais abandonaram o temor de Deus e os filhos abandonaram o temor dos pais! O temor de Deus tem seu reflexo e seu equivalente na terra no temor reverencial dos filhos pelos pais. A Bíblia associa continuamente estes dois elementos. Mas o fato de não ter temor algum ou respeito pelos pais faz que os jovens de hoje sejam mais livres ou seguros de si? Sabemos que não é assim.
O caminho para sair da crise é redescobrir a necessidade e a beleza do santo temor de Deus. Jesus nos explica precisamente no evangelho que a confiança em Deus é uma companheira inseparável do temor. «Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. Quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais».
Deus não quer provocar-nos temor, mas confiança. Justamente o contrário daquele imperador que dizia: «Oderint dum metuant»(que me odeiem tanto até que me temam!). É o que deveriam fazer também os pais terrenos: não infundir temor, mas confiança. Dessa forma se alimenta o respeito, a admiração, a confiança, tudo o que implica o nome de «santo temor».
Pe. Raniero Cantalamessa, OFM

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Entrevista com Fátima ( Secretária da Paróquia do Mondubim)

Percebo que o serviço de uma secretaria é muito importante dentro de uma Paróquia, não só pelo fato de registrar documentos de batismos, de casamentos, dar e receber informações, mas muito mais pela dimensão pastoral de acolhida e escuta a todos.


Meu nome é Fátima, e desde 1973, moro na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Mondubim. Quando cheguei aqui busquei logo participar das atividades que existia na Paróquia. Primeiro participando do grupo de jovens coordenado pelo Irmão Carlos – Marista. Depois fui catequista de crisma, mais tarde fiquei ajudando as Irmãs Francisca e Socorro - Josefinas, nos encontros para Batismo. Em 1979 comecei a participar do Conselho Paroquial onde secretariei o mesmo por algum tempo.
Em 1995 fui convidada pelo Pároco Pe. Luiz Gonzaga Gomes de Almeida,SJ para trabalhar na secretaria, ajudando Maria Quevedo secretária na época, onde trabalhamos até 1998 quando ela ficou doente e no ano seguinte Deus a chamou para junto Dele.
Com a graça de Deus há 12 anos estou fazendo este serviço, recebendo sempre ajuda dos padres jesuítas com sua Espiritualidade Inaciana, que muito tem contribuído para que esta Paróquia trilhe pelo caminho da verdade e justiça e em tudo saiba amar e servir.
Percebo que o serviço de uma secretaria é muito importante dentro de uma Paróquia, não só pelo fato de registrar documentos de batismos, de casamentos, dar e receber informações, mas muito mais pela dimensão pastoral de acolhida e escuta a todos.
Este ano de 2008, é um tempo de festa ainda maior, pois nossa antiga Matriz faz 100 anos de existência. Para nós paroquianos é uma alegria comemorar este Centenário, demonstrando assim resistência a todas as dificuldades que tivemos que atravessar e podermos como o próprio tema da Festa diz “Com a Mãe do Perpétuo Socorro, celebramos a história e a vida”, sinto que nós estamos a cada ano celebrando com mais amor e consciência a festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, mãe de Jesus e nossa também, e eu me sinto feliz em contribuir e fazer parte desta história.
Ponho nas mãos de Maria nossa grande intercessora o desejo de ver e sentir a nossa Paróquia crescer numa dimensão missionária, onde cada um busque se espelhar nos exemplos dela, o de se colocar a serviço do outro como ela fez na visitação a Isabel, nas Bodas de Caná e em tantas outras passagens que a Bíblia nos diz.
Nossa Senhora é para mim uma mãe bondosa que me acompanha em todos os momentos. É uma conselheira que me ajuda saber escutar e guardar no meu coração as coisas que não consigo entender e também me faz ter a certeza que Deus me quer bem do jeito que sou.
Quero encerrar nossa conversa pedindo a Mãe do Perpétuo Socorro com o canto: Vem Maria, vem, vem nos ajudar, neste caminhar tão difícil rumo ao PAI.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Com Mãe do Perpétuo Socorro celebramos a HISTÓRIA e a VIDA

Quinta - feira ( 20 de junho)
Com Maria a Comunidade vive na esperança das promessas do Senhor
PRESIDÊNCIA: Pe. Jackson Alves de Carvalho, SJ
(Cristo Rei- CIES)
Comunidade animadora: Santana e Esperança III
Horários:
18.30 - novena
19.00 - Missa

Com a Mãe do Perpétuo Socorro Celebramos a História e a Vida

7º dia do Novenário a Nossa Mãe
Com Maria a Comunidade procura fazer a vontade do Pai


O Pe. Juarez foi o presidente do 7º dia da Novena. Em sua homilia enfocou muito o tema e a relação com o Evangelho do dia. Aconselhou-nos a não nos distanciar de JESUS. A participação continua muito intensa e fraterna. Confiram as fotos e façam os comentários!

Com Perpétuo Socorro celebramos a HISTÓRIA e a VIDA




Blog JESUITAS – O que você está achando dos festejos?
Está sendo ótimo as noites: participação, organização e um parabéns especialmente pelo envolvimento das comunidades na animação do novenário que demonstra empenho e trabalho para que tudo transcorra bem. Os padres convidados estão nos ajudando a rezar. Parabéns pela festa!
Suzana ( Apolo XI)






Estamos felizes com a festa que está bonita. Cada ano está melhor. Que Nossa Senhora abençoe nossos padres e o Espírito Santo os iluminem para que as homilias ajudem-nos. Ficamos tocados e ajudados como a homilia do Pe. Teles.
Nelito e Nadir ( Conjunto Esperança)


Parabenizo ao Pe. Eliomar e a Comissão responsável pela organização do novenário. Sugiro que haja confissões antes da missa. Sinto a falta dos Pe. Hugo e do Pe. Campos nas noites.
Abraço fraterno, Neide ( Conjunto Esperança)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Com a mãe do Perpétuo Socorro celebramos a HISTÓRIA e a VIDA

Quarta - feira ( 19 de junho)
Com Maria a Comunidade procura fazer a vontade do Pai


PRESIDÊNCIA: Juarez de Brito ( Pároco da Vila Manuel Sátiro)
Comunidade animadora: Santa Rosa e Beira Rio
Horários:
18.30 - novena
19.00 - Missa

Uma canção para Virgem Maria

Com a Mãe do Perpétuo Socorro celebramos a História e a Vida

Com Maria a Comunidade nasce da Fé em Jesus (6º dia)
O Pe. Teles presidiu a Eucaristia e fez uma bonita homilia ressaltando a importância da oração e da fé tendo como modelo de vivência a nossa Mãe, Maria. As comunidades do Novo Mondubim e Lot. Santa Terezinha foram as responsáveis pela parte litúrgica. Tudo transcorreu com profundidade e beleza.
Mãe do Perpétuo Socorro,
Rogai por nós!


Com a mãe do Perpétuo Socorro celebramos a HISTÓRIA e a VIDA


Quarta - feira ( 18 de junho)
Com Maria a Comunidade nasce da fé em Jesus

PRESIDÊNCIA: Pe. Expedito Teles, sj
Comunidade animadora: Conj. Novo Mondubim e Lot. Sta. Terezinha
Horários:
18.30 - novena
19.00 - Missa

Congresso Eucarístico Internacional em Quebec

Agência ZENIT:
Para os católicos, inclusive praticantes, às vezes custa entrar no mistério da Eucaristia. Comunicam sua convicção por costume. E, contudo, a Eucaristia é vital na fé de um católico. Como se pode ajudar os fiéis a compreenderem o significado profundo da Eucaristia?

Pe. Nicolas Buttet:

A beata de Québec, Dina Bélanger, beatificada em 1993 por João Paulo II, escreveu um dia em seu diário: «Se as almas compreendessem o tesouro que possuem na divina Eucaristia, teriam de proteger os sacrários com muros inexpugnáveis, já que, no delírio de uma fome santa e devoradora, iriam elas mesmas alimentar-se do Pão dos Anjos. As igrejas transbordariam de adoradores consumidos de amor pelo divino prisioneiro, tanto de dia como de noite». Não chegamos a isso! É verdade que o mistério é tão grande, a brecha tão enorme entre o que nossos sentidos percebem - o pão - e o que nossa fé crê - Jesus -, que não é fácil entrar no mistério. Penso que há três coisas a desenvolver: uma catequese eucarística que passa pelas palavras e os exemplos. «Entremos na escola dos santos, grandes intérpretes da piedade eucarística autêntica», disse João Paulo II ao final de sua encíclica sobre a Eucaristia.
Em segundo lugar, é preciso destacar a consagração na missa, e o sacrário nas igrejas. Sempre me impressiona a pouca devoção durante a celebração eucarística na consagração. É um momento que é um pouco descuidado. Pode-se crer com as palavras, mas com os gestos que se fazem nestes momentos, a pessoa nunca se equivoca.
Eu estava um dia na casa de alguns amigos. Os pais tinham uma filha de três anos; eles a haviam batizado e, portanto, por tradição e por dever, iam à missa com ela todos os domingos. A tia dessa menina é católica comprometida. Era, então, a hora de ir à missa e a mãe perguntou à sua filhinha de três anos: «Com quem você quer ir à missa, com mamãe ou com a titia?»; e a menina respondeu sem duvidar: «Com a tia». «E por quê?», perguntou a mãe. «Porque ela acredita!» replicou ainda com menos vacilo a pequena. Penso que há gestos, atitudes que são uma catequese em si mesmos.
Uma vez eu estava na China. Um velho catequista, Zacarias, que arriscou sua vida por anunciar Jesus e que chegava aos seus 100 anos, havia conservado, em um local escondido de sua casa, um sacrário com o Santo Sacramento. Feliz, ele me fez descobrir seu tesouro detrás de uma porta secreta... Logo depois de entrar nesse pequeno local, Zacarias se ajoelhou, prostrou-se com o rosto no chão e começou algumas orações. Eu compreendi que era Jesus quem estava lá! Não havia nenhuma dúvida!
Em terceiro lugar, é preciso redescobrir a adoração eucarística e a devoção eucarística fora da missa. Este mistério é tão grande que a liturgia sozinha não nos permitirá jamais aprofundar suficientemente. Só uma exposição prolongada ao mistério da presença real de Jesus no Santo Sacramento permite entrar progressivamente no estupor eucarístico. Penso neste testemunho de Maxime, de 21 anos: «Para mim, a Eucaristia é o centro de minha vida. Jesus Eucaristia me tirou do inferno das drogas. Graças à Eucaristia, minha vida foi transformada e estou agora feliz de viver para servir a Cristo. A Eucaristia é minha força para amar, para seguir e servir a Cristo através de alegrias e penas. Deus nos ama infinitamente e não nos abandonará jamais».

Com a mãe do Perpétuo Socorro celebramos a HISTÓRIA e a VIDA

Com Maria a comunidade vive a ação Missionária de Cristo (5º dia - Terça feira)


Com a presença e presidência do Frei Clévis refletimos o tema. As comunidades do Sítio Córrego e Conj. Vitória animaram a celebração. Teve a apresentação da Quadrilha do Crisma do Sítio Córrego. Mais uma vez a participação foi ativa por parte de todos os presentes da Eucarístia, fato que marcou positivamente o Pe. Carlos que concelebrou conosco e fez questão de tecer esse comentário. (Pároco de Viçosa, CE). Continuem participando!


Mãe do Perpétuo Socorro, rogai por nós!

terça-feira, 17 de junho de 2008

Com a mãe do Perpétuo Socorro celebramos a HISTÓRIA e a VIDA

Com Maria a Comunidade vive em defesa da vida


Na segunda feira o Pe. Antônio Baronio, sj ajudou a refletir o tema. O novenário está sendo bem participado. Confira as fotos e faça os comentários!

domingo, 15 de junho de 2008

Com a mãe do Perpétuo Socorro celebramos a HISTÓRIA e a VIDA

Segunda - feira ( 16 de junho)
Com Maria a comunidade vive em desefa da vida

Pe. Antônio Baronio, sj presidirá a Santa Missa.
Participe:
18.30 - novena
19.00 - Missa

Com a Mãe do Perpétuo Socorro celebramos a HISTÓRIA e a VIDA

Sábado e Domingo ( Novenas, missas, quadrilhas de São João)
MUITA ALEGRIA E FRATERNIDADE ENTRE NÓS.


No sábado o Pe. Pedro Vicente presidiu a Eucaristia com animação da comunidade Matriz. Teve as apresentações das quadrilhas de Novo Mondubim e do Mondubim. O tema foi COM MARIA A COMUNIDADE VIVE A ALEGRIA DA INTEGRAÇÃO À VIDA.
No domingo o Pe. Edvam presidiu a Eucaristia e as comunidades do Esperança e São Mateus animaram. As quadrilhas do Fluminense, Esperança e Presidente Vargas apresentaram-se. O tema deste dia foi COM MARIA A COMUNIDADE VIVE O ANÚNCIO DA BOA NOVA AOS POBRES.
Todo esse tempo de festa está contando com a presença massiva do Povo de Deus.

Mãe do Perpétuo Socorro, rogai por nós!

Trilha Inaciana (2º DIA)

...Viver é Cristo!

Depois das atividades abaixo mencionadas aprofundamos o seguidor de Jesus, Inácio de Loyola e os adolescentes fizeram, após a leitura da vida deste santo, apresentações teatrais – algo que representou o mais significativo na figura deste grande homem de Deus.
Enfim, foi uma experiência bacana para uma garotada legal. Foi o sentimento e a convicção que nortearam esses dois dias de Trilha Inaciana. A todos: participantes, vocacionados, jesuítas, pais, Salete e especialmente à Deus nossa GRATIDÃO por tudo de BOM que passamos neste evento. Confiram as fotos e aguardem outras TRILHAS!


Trilha Inaciana (2º DIA)

Com alvorada ás 05.00, missa matinal, serviços de limpeza, jardim, café e jogos, assim foi o início desta manhã na TRILHA INACIANA. Aguardem os detalhes do desenvolvimento das atividades deste dia. (ainda hoje).

Mt. 9, 36-10,83


A Missão do Discípulo

Qual a verdadeira missão dos discípulos no mundo de hoje? No tempo de Jesus, eles foram enviados para curar os doentes, expulsar os demônios e ressuscitar os mortos. Não haveria no mundo de hoje multidões esperando por um gesto que cura muitas feridas, por uma solidariedade que espanta muitos demonios, por uma Palavra que dá novo sentido à vida?
(entre e escute o comentário feito pelo Pe. Li Beda)

sábado, 14 de junho de 2008

Trilha Inaciana (1º DIA)

Trilhando a vida numa caminhada de 11 km- aventura e fé, porque VIVER É CRISTO!
E a Trilha Inaciana continua firme e alegre inspirada nas vidas dos santos: Apóstolo Paulo ( Viver é Cristo) e em São Inácio de Loyola ( AMDG) !
Foi um dia de movimento em torno da figura de São Paulo Apóstolo. Confira as fotos dos acontecimentos desta tarde e noite: panfletagem nos terminais com santinhos de São Paulo , caminhada de 3 horas da Catedral à Pa
róquia São Pedro e São Paulo para a missa, mas durante este percurso teve pausas, brincadeiras, orações, partilhas e muita desconstração. Tudo terminou com a ADORAÇÃO as 23.30. Amanhã o inicio está previsto para as 04.50 com a alvorada. Reze e nos acompanhem nesta primeira TRILHA INACIANA em Fortaleza.

Trilha Inaciana (1º DIA)

Meditação pessoal

Trilha Inaciana (1º DIA)

...Viver é Cristo!
(abertura do Ano Paulino)
Blog Jesuitas:
O que foi mais significativo para você nesta manhã de sábado?
Leylson de Lima Estevão (Baturité):
Muitas coisas chamaram minha atenção, principalmente a união do grupo, a acolhida dos jesuítas e vocacionados internos. Enfim, a harmonia e a alegria de todos




Numa manhã de amizade, oração, descontração, apresentações, leituras, cantos... Iniciamos a nossa TRILHA INACIANA com 16 adolescentes. A primeira parte foi realizado na CV e nessa tarde, farão um percurso de 10 km até a Igreja São Pedro e São Paulo para participar da missa com uma dinâmica inaciana de rezar e contemplar as coisas em Deus. Acompanhem-nos pela oração e fazendo os seus comentários! E confira as novidades no Blog (ainda nesta noite).

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Com a Mãe do Perpétuo Socorro celebramos a HISTÓRIA e a VIDA


13 de Junho (abertura)
Espero que a festa da nossa Padroeira faça com que a comunidade tenha um encontro maior, verdadeiro e profundo com o amor de Deus por meio da intercessão de Nossa Senhora.
Janaina Rodrigues





Com o Ofício de Nossa Senhora, Santa Missa e hasteamento da bandeira, iniciou-se a FESTA DA PADROEIRA - Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Os paroquianos com um espírito de alegria e devocão compareceram a Igreja Matriz, mostrando como será PARTICIPATIVO as festas ( Padroeira e Centenário). O tema de hoje foi COM MARIA A COMUNIDADE VIVE A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO.

Trilha INACIANA para os adolescentes

Neste fim de semana a CV-SPC de Fortaleza fará uma atividade com adolescentes chamada de TRILHA INACIANA. O tema é VIVER É CRISTO em homenagem a São Paulo (início do Ano Paulino). São 14 os escritos para este evento. Acompanhe pelo Blog esta atividade e também contamos com as vossas orações.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dia dos Namorados: não só presentes, mas oração de agradecimento

Neste 12 de junho, quando no Brasil celebra-se o Dia dos Namorados, um casal responsável pela Pastoral Familiar no país indica não festejar apenas com presentes, mas com uma oração de agradecimento a Deus.
Wanderley Pinto e Maria Célia Almeida Gomes Pinto, da Comissão Nacional da Pastoral Familiar, organismo vinculado à Comissão para a Vida e Família da CNBB, comentaram com Zenit algumas indicações para se viver este dia e também o namoro.
«Este 12 de junho deve ser comemorado não só com presentes ou jantares especiais, que são inerentes ao dia, mas em especial deve ser comemorado com uma oração de agradecimento a Deus, por ter colocado em seu caminho uma pessoa tão especial», afirmam.
Segundo o casal, o ser humano, «enquanto imagem e semelhança da Deus, é criado para amar. Deus é amor».
«Cada ser humano é chamado ao amor de amizade e é liberto da tendência do egoísmo pelo amor de outros: em primeiro lugar pelos pais e seus substitutos e, em definitivo, por Deus, de quem procede todo verdadeiro amor.»
«Neste Dia dos Namorados, lembramos sempre deste amor incondicional de Deus, e aquele a quem devemos dedicar nosso namoro: namoro eterno, para aqueles que estão casados, mas que nunca deixaram de ser namorados.»
Já «aos jovens namorados, louvar a Deus pela alegria de ter conhecido o outro, para que desde o inicio deste namoro, possam ter juntos alegrias e emoções, para que um dia possam viver unidos a Deus e poder formar um verdadeiro lar cristão», afirmam.
Wanderley e Célia desejam que «todos nós, enamorados de Deus e do outro ou da outra, possamos viver e trilhar o caminho da Santidade, que a realidade do mundo esteja voltada para a fé, esperança e caridade».
«“O amor é acolhimento, aceitação, dom, esquecimento de si, entrega de humildade e simplicidade. Não se trata de sentimento, mas de disposição decidida de querer bem”», afirmam, recordando as palavras de Frei Almir Ribeiro Guimarães na obra «É tempo de Namoro».
De acordo com o casal, o amor «é conduzido pela confiança, fidelidade, transparência e pela cumplicidade de pessoas, para uma humanização de valores éticos».
«Nossos conhecimentos, nossas historias, projetos, sucessos, fracassos, medos e temores, planos e sonhos, limitações e nossas riquezas mais profundas devem ser descobertas no namoro, tempo de se conhecer, de amar e de se deixar amar.»
Segundo os responsáveis da Pastoral Familiar, é através do namoro «que crescemos como casal e compartilhamos nossa vidas para sermos de fato famílias que vivem na fé e na continuidade de Famílias Cristãs», como exemplo de amor a Deus, à família e à comunidade na qual se participa com a vida e testemunho.

Mondubim em FESTA

Com a Mãe do Perpétuo Socorro, celebrando a HISTÓRIA e a VIDA.
Comemoração do Centenário da Antiga Igreja Matriz
Mondubim, 13 a 27 de Junho de 2008.
Programação para ABERTURA:
Dia 13 de junho de 2008
Tema: "Com Maria a Comunidade vive a ação do Espírito Santo"
11.30 - Ofício de Nossa Senhora
12.00 - Missa e hasteamento da bandeira.
Cobertura diária no BLOG. Confira e participe!

Reciclagem SOLIDÁRIA


Nesta manhã alunos, professores, agentes ambientais do Parque Santa Rosa (catadores) estiveram "passeando" pelo Bairro conversando e recebendo material para reciclagem dos moradores. Foi um momento de tomada de consciência de que podemos contribuir para a preservação do meio ambiente e também colaborar com os catadores. Tudo isso é RECICLAGEM SOLIDÁRIA. Participe! Confiram as fotos e façam comentários!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Mt 10,7-13

SÃO BARNABÉ, APÓSTOLO
De São Barnabé dizem os Atos dos Apóstolos “ que era homem bom, repleto do Espírito Santo e de fé”. (At 11,24) Foi companheiro de São Paulo e mereceu ser contado entre os apóstolos de Cristo. Sua vida de pregação e sofrimento pelo Reino de Deus foi coroada com o martírio, ao ser apedrejado pelos judeus na sua própria terra natal, na ilha de Chipre.
Que, a exemplo de São Barnabé, possamos também nós anunciar o evangelho de Cristo com a intrepidez, a sabedoria e o bom-senso que caracterizaram o seu apostolado.

Pe. D. Justino Silva de Souza, OSB

terça-feira, 10 de junho de 2008

"Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja"


Há algum tempo atrás deparei-me com o texto de Mateus que descreve a confissão messiânica de Pedro e o primeiro anúncio da Paixão de Jesus (Mt 16, 13-23). Nesse texto, Jesus questiona os seus discípulos sobre a Sua identidade. Pedro faz uma declaração inflamada da sua fé, à qual Jesus responde com a célebre frase “Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja.” Porém, momentos depois, o mesmo Pedro é repreendido por Jesus ao insurgir-se aquando do anúncio da Paixão.
Gosto particularmente deste texto, pelo contraste interessante que apresenta. Jesus faz de Pedro a primeira pedra da Sua igreja. Pedro, um homem rude, um pescador que deixara tudo e seguia Jesus, mas que era, ainda assim, cheio de contradições. Ao mesmo tempo que afirma a sua fé em Jesus, o “Filho do Deus vivo”, não aceita demasiado bem as revelações que Este lhes faz sobre o que estava para vir. A humanidade de Pedro, esta sua conduta por vezes tão contraditória e cheia de altos e baixos, é uma característica que a mim me toca bastante. Porque Jesus olhou para Pedro, para além de todas as contradições aparentes, e fez dele um Apóstolo; sobre ele construiu a Sua Igreja.
Enquanto Cristão, eu revejo-me na pessoa de Pedro e nas suas contradições. Pois também eu me sinto palco de constantes contradições na minha relação com Deus. E a atitude de Jesus face a estas contradições é, para mim, reconfortante. Pois é como se Jesus dissesse a Pedro (e a mim e a todos, por sinal): “Tem fé em Mim, que eu certamente a tenho em ti.” E, com a ajuda do Espírito Santo, Pedro torna-se, de facto, uma pedra basilar da Igreja dos primeiros dias.
É nesse potencial que acreditamos todos nós, ao professarmos a nossa fé numa Igreja Santa. Uma Igreja feita de mulheres e de homens como eu e Pedro, que é – talvez por isso – por vezes aparentemente contraditória. Mas o mesmo Espírito Santo que inspirou Pedro há cerca de dois mil anos atrás continua a guiar os passos da Igreja dos nossos dias. Porque, apesar das contradições pessoais que nos afastam de Deus e dos outros, o que nos define como Igreja é essa fé que, como Pedro, depositamos em Jesus. E, tal como aconteceu com Pedro, Jesus continua a confiar nesta Igreja para ser, no mundo, uma voz desafiante. Nesta Igreja que somos nós.
Francisco Melo

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Gavi - Fortaleza ( Junho)

Partilhamos com vocês as fotos do Gavi. Os noviços, Regenilson e Valdano, coloboraram no encontro. A eles a nossa gratidão!

O Andarilho Anchieta

Beato José de Anchieta - Rogai por nós!

"Nada é árduo aos que têm por fim somente a honra de Deus e a salvação das almas..."
( Apóstolo do Brasil e Patrono da Província Brasil Nordeste da Companhia de Jesus)

sábado, 7 de junho de 2008

Que sacrifício e misericórdia Deus nos pede


Comentário do Pe. Cantalamessa sobre a liturgia deste X domingo do Tempo Comum

Há algo comovente no Evangelho dominical. Mateus não relata algo que Jesus disse ou fez um dia a alguém, mas o que disse e fez pessoalmente por ele. É uma página autobiográfica, a história do encontro com Cristo que mudou sua vida. «Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: ‘Segue-me!’ Ele se levantou e seguiu Jesus.»
O episódio, contudo, não é citado nos Evangelhos pela importância pessoal que revestia para Mateus. O interesse se deve a tudo que segue ao momento do chamado. Mateus quis oferecer «um grande banquete em sua casa» para despedir-se de seus antigos companheiros de trabalho, «publicanos e pecadores». Não podia faltar a reação dos fariseus e a resposta de Jesus: «Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’». O que significa esta frase do profeta Oséias que Jesus repetiu? Acaso é inútil todo sacrifício e mortificação e que basta amar para que tudo esteja bem? Partindo desta passagem, pode-se chegar a rejeitar todo o aspecto ascético do cristianismo, como resíduo de uma mentalidade aflitiva ou maniqueísta, hoje superada.
Antes de tudo, deve-se observar uma profunda mudança de perspectiva na passagem de Oséias a Cristo. Em Oséias, a expressão se refere ao homem, ao que Deus quer dele. Deus quer do homem amor e conhecimento, não sacrifícios exteriores e holocaustos de animais. Nos lábios de Jesus, a expressão se refere a Deus. O amor de que se fala não é o que Deus exige do homem, mas o que dá ao homem. «Quero misericórdia e não sacrifício» significa: quero usar misericórdia, não condenar. Seu equivalente bíblico é a palavra que se lê em Ezequiel: «Não quero a morte do pecador, mas que se converta e viva». Deus não quer «sacrificar» a sua criatura, mas salvá-la.
Com esta observação, entende-se melhor também a expressão de Oséias. Deus não quer o sacrifício a «todo custo», como se gostasse de nos ver sofrer; não quer tampouco o sacrifício realizado para alegar direitos e méritos diante d’Ele, ou por um mal-entendido sentido do dever. Quer, ao contrário, o sacrifício que é requerido por seu amor e pela observância dos mandamentos. «Não se vive em amor sem dor», diz a Imitação de Cristo, e a própria experiência cotidiana confirma isso. Não há amor sem sacrifício. Neste sentido, Paulo nos exorta a fazer de toda nossa vida «um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus».
Sacrifício e misericórdia são ambos coisas boas, mas podem tornar-se prejudiciais se forem mal distribuídos. São coisas boas quando (como fez Cristo) se escolhe o sacrifício para si e a misericórdia para os demais; tornam-se más quando se faz o contrário e se escolhe a misericórdia para si e o sacrifício para os demais. Se formos indulgentes conosco mesmos e rigorosos com os demais, dispostos sempre a desculpar-nos e a ser impiedosos para julgar os demais, não temos nada que revisar a respeito de nossa conduta?
Não podemos concluir o comentário da vocação de Mateus sem dedicar um pensamento afetuoso e agradecido a este evangelista que nos acompanha, com seu Evangelho, no curso de todo este primeiro ano litúrgico. Obrigado, Mateus, chamado também de Levi. Sem ti, como seria pobre nosso conhecimento de Cristo!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Gavi

Discernimento Vocacional
07 e 08 de Junho na Comunidade Vocacional São Pedro Cláver
Fortaleza (Mondubim)- Ceará
Participe!

A cor da realidade (IV parte)


É esta visão mais ou menos real do que as outras? Na teoria é uma discussão inútil, nunca se chegará a nenhuma conclusão. O que comprovo é que é esta visão que nos ajuda a enfrentar melhor as adversidades, a ser melhores pessoas, a ajudar mais os outros (quem não sabe que a dureza de alguém só se quebra com doçura, e nunca com mais dureza em resposta?). Ou seja, este é o olhar que nos vê e nos faz mais humanos. Não será esse um bom critério de verdade? Impressiona-me a quantidade de pessoas que se “instalam” num cansaço do qual elas próprias não conhecem as razões, numa irritação quase permanente, numa visão quase cínica da vida. E que acaba até por “contaminar” o ambiente à sua volta. Porque é que o pessimismo há-de ser o “real”, e o optimismo uma “ingenuidade” ou uma “ilusão”? Li há tempos um artigo cujo título era “a felicidade também é uma decisão”. Acredito totalmente nisso, que a felicidade depende menos do que nos acontece do que da forma como decidimos viver o que nos acontece. E o artigo - provocadoramente - terminava: “E tu, até quando vais esperar para decidir ser feliz?”


Filipe Martins

Pe. Antônio Vieira, pregador e missionário (II)

Entrevista ao Pe. Geraldo Antônio Coelho de Almeida, S.J. feito pela Agência Zenit

Foi em Roma que a fama de pregador do Pe. Antônio Vieira ganhou ainda mais força, não?
--Pe. Geraldo Coelho de Almeida: Em Roma, Vieira começa a se manifestar, inicialmente não ainda com sermões, mas por meio da participação em academias. A rainha Cristina de Suécia tinha renunciado ao reino na Suécia. Ela era católica e o clima ficou conturbado de tal maneira que ela não pôde mais governar. Então a rainha levou a corte para Roma e ali promovia grandes saraus literários. O Pe. Vieira foi convidado a participar. Ele brilhou de tal modo que isso lhe valeu a suspensão de todas as penas do Santo Ofício, inclusive um salvo-conduto que o Papa lhe deu, pelo qual ele não poderia ser condenado por nenhum tribunal do Santo Ofício sem que Roma fosse ouvida. Com isso ele ficou livre. E dessa fase há alguns sermões importantes que ele pronunciou em igrejas de Roma, sobretudo na igreja de Santo Antônio dos Portugueses. Lá ele pregou o famoso sermão de Quarta-feira de Cinzas. Este é um sermão paradigmático, um modelo de sermão. Até hoje é considerado uma obra-prima pelos cursos de literatura: «lembra-te homem, que és pó, e em pó te hás de converter». Em um outro sermão que ele faz na mesma igreja, no ano seguinte, ele faz o contraponto: «lembra-te pó, que és homem...», e aí ele argumenta de outra maneira para mostrar que o pó virou homem e foi redimido pelo sangue de Cristo. Na academia de Cristina de Suécia também existia um tipo de disputa entre discursos. Em uma ocasião, foi colocado em disputa quem era mais feliz, Heráclito que chorava ou Demócrito que sorria. O adversário ficou com a parte de que era mais feliz quem sorria e pronunciou um sermão muito bonito. Vieira ficou com a parte que dizia que era mais feliz quem chorava. E aí começa assim: felizes os que choram, porque serão consolados. A partir daí ele faz todo um jogo de palavras, numa linguagem barroca, e no fim ele vence.
--Qual foi a próxima etapa de sua vida?
--Pe. Geraldo Coelho de Almeida: De Roma, Vieira retorna a Lisboa. Alguns amigos dele já tinham morrido, outros, caído na desgraça. O certo é que o clima não estava favorável para ele. E aí Vieira volta definitivamente para o Brasil e vai para a Bahia, onde era a sede da província dos jesuítas. Ali ele gasta o resto dos seus anos, a um tempo que prega e pronuncia sermões em Salvador, tendo como atividade principal arrumar os sermões para publicação, para a qual ele já tinha encontrado patrocinadores. Alguns textos até já tinham sido publicados e traduzidos para o espanhol e o italiano. Então ele passa o fim de sua vida trabalhando nisso e também escrevendo outros livros.
--Fale-nos da importância literária de Pe. Vieira.
--Pe. Geraldo Coelho de Almeida: A qualidade literária dos sermões de Pe. Antônio Vieira é tamanha que Fernando Pessoa o chamou de o «imperador da língua portuguesa». Às vezes, uma regra estabelece um modo de fazer. Mas se Vieira disse de modo diferente, a gente pode usar, porque ele é um clássico da língua. Por exemplo, o verbo alumiar. Você deveria dizer «alumia». Mas muitas vezes se vai ao interior e ouve-se «alumeia». Então alguém pergunta: «Alumeia» está certo? Vieira tem uma frase que diz: «o preguiçoso e a candeia assim queima e aos outros alumeia». Ora, se Vieira usou «alumeia», eu também posso usar. E assim por diante.
Mas Vieira não foi importante apenas porque é o imperador da língua portuguesa. Foi o maior orador da língua portuguesa, porque escreveu com grande propriedade e deu forma à língua portuguesa, que ainda estava se estruturando. Além disso, Vieira foi um grande missionário, um ardoroso missionário. O sermão era um instrumento. Tinha grande importância o que ele queria pronunciar no sermão, a sua capacidade de convencer o auditório. Às vezes ele investia contra os poderosos, até contra o rei, usando artifícios de linguagem.
Tem um sermão em que ele diz assim: «se eu estivesse no confessionário e não no púlpito, eu diria aos funcionários do rei...», aí ele diz tudo, os defeitos, as coisas que eles não faziam. Isso na frente do rei, na frente dos ministros que estavam naquela celebração. Depois, ele continua, «mas como eu estou no púlpito e não no confessionário..., admiro-me com as turbas». Então ele prosseguia: «se eu estivesse no confessionário e não estivesse no púlpito, eu diria aos ministros do rei...», e dizia todas as falhas da atuação dos ministros nas províncias. E finalmente ele vai chegar ao rei, que estava presente, e diz: «se eu estivesse no confessionário e não estivesse no púlpito, eu diria ao rei...», aí ele faz várias advertências, e então prossegue: «mas como eu estou no púlpito..., admiro-me com as turbas» - Et admiratae sunt turbae. Por meio dos artifícios de linguagem, ele mandava seu recado e tentava mover os corações para uma prática cristã que fosse mais coerente com o Evangelho.

Pe. Antônio Vieira, pregador e missionário (I)

Entrevista ao Pe. Geraldo Antônio Coelho de Almeida, S.J. ( feito pela agência Zenit)

--Por que não tem se falado tanto do quarto centenário do nascimento do Pe. Antônio Vieira?
--Pe. Geraldo Coelho de Almeida: Não se fala muito do quarto centenário de nascimento de Vieira porque onze anos atrás já se celebrou um centenário, o terceiro de sua morte. Vieira teve uma vida longa. Diante disso, onze anos depois já estamos celebrando o quarto centenário do seu nascimento. A probabilidade maior é que ele tenha nascido no dia 6 de janeiro de 1608 e morrido no dia 18 de julho de 1697. Portanto, viveu 89 anos e alguns meses. Vida longa para a época.
--Como foi a vida de Antônio Vieira?
--Pe. Geraldo Coelho de Almeida: Ele teve uma vida muito movimentada. Nasceu em Lisboa e ainda criança veio para o Brasil. A família passou pelo Rio de Janeiro, depois se fixou em Salvador. E ali ele fez os estudos primários e secundários. Com 15 anos, ele já ingressava na Companhia de Jesus. Depois do noviciado, fez os outros estudos, de humanidades, filosofia e teologia. Tudo no Brasil. Tudo que Antônio Vieira estudou regularmente, digo regularmente porque ele era um aficcionado por biblioteca, onde encontrava livros ia lendo. Evidentemente, quando ele foi para Portugal, depois para Itália, vasculhou tudo quanto era biblioteca que havia naquele tempo. Os livros eram um produto muito raro e caro. Mas havia bibliotecas selecionadas. E certamente por conta própria, ele estudou a vida toda. Porém, todos os estudos regulares foram feitos no Brasil. Ele chegou aqui com cerca de 7 ou 8 anos e estudou no colégio da Companhia de Jesus que havia em Salvador. Era o principal dos colégios no Brasil naquela época. Entrou no noviciado lá mesmo.
--Como se manifestou seu talento como escritor?
--Pe. Geraldo Coelho de Almeida: Durante a invasão holandesa em 1624-1625, ele foi encarregado de escrever um relatório sobre a invasão, e o fez num estilo caprichado, em latim, com muitos pormenores. Esse documento atualmente é considerado um dos mais importantes para se compreender o que aconteceu durante aquela invasão a Salvador. Portanto, desde jovenzinho, ele já se revelava uma pessoa com grandes dotes literários e com grande inteligência.
Existe uma lenda que diz que ele tinha grande dificuldade para argumentar, e que ele chegava à aula e, na hora de argumentar, não sabia. Então todo dia ele passava pela igreja do colégio e, diante da estátua de Nossa Senhora das Maravilhas que existe lá ainda hoje, ele fazia uma oração pedindo a graça de compreender as coisas com mais rapidez, mais inteligência. Um belo dia teria dado um estalo na sua cabeça e, a partir daquele instante, ele chegou à aula e pediu para argumentar. Para surpresa de todos, foi um assombro. Isso se conta na biografia dele. Mas ninguém sabe se é uma lenda.
Pode até ter sido que um dia ele tenha sofrido algo especial e a partir desse momento tenha dado uma guinada na sua vida em termos de compreensão das coisas. O certo é que desde cedo se manifestou seu talento. E há provas disso, como o documento que eu citei, que data do noviciado.
--E a sua atividade como orador?
--Pe. Geraldo Coelho de Almeida: Antônio Vieira, quando se ordenou, já tinha se revelado um grande orador. Ele já tinha surpreendido as pessoas em Salvador com a sua oratória. Em Portugal, naquele tempo, assumiu o trono o duque de Bragança, que passou a se chamar Dom João IV, terminando assim a dominação espanhola, que tinha começado em 1580, e seguiu até 1640. Então Dom João IV assume em 1640.
Para prestar a homenagem da colônia, foi criada uma comissão, e Vieira foi incorporado no grupo. E quando chegou lá, ele impressionou tão bem o rei que a partir dali assumiu importante papel junto da nova etapa do reino de Portugal, depois daquele eclipse de 60 anos da dominação espanhola. Durante o período em que ele esteve assessorando o rei, ele recebia missões cada vez mais empenhativas. O rei o nomeou em dado momento embaixador plenipotenciário junto a várias cortes da Europa, com a função de apresentar o novo governo de Portugal. Havia muita dificuldade de aceitação do novo governo, porque a Espanha era muito poderosa, e vários países não queriam criar problemas com ela. Antônio Vieira tinha como missão ir à França, aos Países Baixos, à Itália, para apresentar o rei de Portugal. Não podemos dizer que ele teve sucesso, porque não tinha nenhum preparo diplomático específico. Baseava-se só em sua capacidade dialética e na sua retórica, mas isso não bastava. Como sacerdote, ele não tinha experiência nessa área. Diante disso, algumas missões não foram bem sucedidas. Mas, de qualquer maneira, ele teve esse papel passando por essas várias cortes.
--Depois disso ele voltou ao Brasil?
--Pe. Geraldo Coelho de Almeida: Mais tarde em Portugal ele consegue vir para o Maranhão (Brasil). Ele começou a missão no Maranhão. A missão já estava engatinhando, no lugar que hoje não é o Maranhão apenas, pois chamava-se Maranhão e Grão-Pará. Era o norte do Brasil, que compreendia os estados do Maranhão, Pará e por extensão também a Amazônia, cujos contornos não estavam ainda bem definidos. Então ele vai para o Maranhão. É a alma da missão dos jesuítas no Maranhão. Ali ele escreve cartas, documentos. O regulamento das missões que é atribuído a ele. O certo é que ele encontra também muita inimizade lá, porque os colonos não aceitavam interferência. Ele ficou do lado dos índios e enviava para Portugal cartas narrando os maus-tratos dos índios, a não observação das normas reais que existiam. Três vezes ele foi expulso de lá e também os jesuítas. Vieira foi até preso nesse tempo tumultuado. Finalmente, ele é mandado de volta para Portugal.
Nessa nova fase, o rei morre. A rainha é a regente, mas as coisas não estão mais como antes. Nesse tempo, os seus inimigos o acusam de várias coisas, de favorecer os judeus, quem ele realmente sempre defendeu. Pedia que Portugal desse um tratamento diferente aos judeus, que eram perseguidos em toda península ibérica, pois os judeus podiam com o seu dinheiro ajudar na retomada do reino no vigor anterior à dominação espanhola. Baseado nas posições de Vieira, que foram mal interpretadas, seus inimigos montaram um processo e o acusaram perante o Santo Ofício de Portugal. Cada país tinha o seu tribunal do Santo Ofício, que muitas vezes era dominado pelos governantes locais, só que a culpa viria depois a cair sempre sobre a Igreja. Às vezes, a Igreja era alheia à composição daquele tribunal, que era instrumentalizado pelo Estado. No caso em questão, fizeram um processo. O próprio Vieira se defende das acusações, e se defende muito bem. Nessa época, sua fama de grande orador já extrapolava. Naquele tempo que ele veio para o Brasil, ele também brilhou. Há muitos sermões famosos de Vieira que foram feitos no Maranhão, no Pará. O certo é que depois do processo ele foi condenado, mas uma condenação que não era plena. Ele foi proibido de fazer certas coisas, mas não ficou na cadeia. Então ele conseguiu se livrar do processo, porém tinha penas, como, por exemplo, a de não poder pregar. Os jesuítas portugueses, vendo que não havia tanto espaço para Vieira em Portugal, decidiram que era melhor afastá-lo de lá. E arranjaram um motivo. Tinha havido o martírio dos 40 mártires do Brasil, mortos por protestantes franceses em 1570 nas Ilhas Canárias enquanto se dirigiam para o Brasil, e estava em andamento o processo de beatificação desses mártires. Então deram a ele a incumbência de ser o postulador da causa e o enviaram para Roma.


[A segunda parte desta entrevista será publicada esta quinta- feira]