quarta-feira, 2 de março de 2011

COLÉGIO ANTÔNIO VIEIRA CELEBRA 100 ANOS A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO


Alegria, história e celebração da fé
nas comemorações do centenário

No dia 15 de março, o Colégio Antônio Vieira celebra seu centenário a serviço da educação baiana. Uma trajetória marcada pela interação fundamental com as famílias e pelo compromisso com os princípios educativos jesuítas. Para comemorar seu século de existência, o Colégio promoverá diversas ações por todo o ano, envolvendo alunos, ex-alunos, professores e funcionários. A abertura das festividades acontece com a Semana de Aniversário do Vieira, que reúne eventos entre 15 e 19 de março.
As homenagens do dia 15 (terça-feira) se iniciam com a oração de todos os alunos, professores e funcionários do Colégio, celebração a ser realizada às 7h no Santuário Nossa Senhora de Fátima. Depois, às 9h, a comunidade vieirense se reúne, na área externa do Colégio, para a inauguração do monumento “Árvore dos 100 anos”, obra da artista plástica Nanci Novais que celebra as gerações de religiosos, profissionais e estudantes que contribuíram com a história do Vieira. Em seguida, as atenções se voltam para a abertura da “Cápsula do Tempo”, compartimento em que foram reunidos documentos e relíquias do início do século XX, depositados durante o lançamento da pedra fundamental do atual prédio do Colégio. Os alunos darão sequência às festividades durante a tarde e a noite de terça-feira.
Na quinta-feira, 17 de março, os vereadores de Salvador prestam homenagem ao Colégio Antônio Vieira em sessão especial no auditório da Câmara. O evento, que acontece às 19h, registra a colaboração dessa obra jesuíta na formação da sociedade baiana. Dia 19 de março (sábado), às 18h30min, o Santuário Nossa Senhora de Fátima sedia a missa em ação de graças pelo centenário do Vieira, que contará com a presença de alunos, ex-alunos, religiosos, professores, funcionários e seus familiares.
Para os próximos meses, outros eventos estão agendados, como o lançamento, em maio, do livro “Colégio Antônio Vieira (1911 - 2011) – Vidas e Histórias de uma Missão Jesuíta”, publicação que integra a caminhada do Colégio com os passos da cidade do Salvador. Elaborado pelos historiadores Waldir Oliveira e Edilece Couto, o livro traz a trajetória dessa obra jesuíta associada com a própria história do país, colaborando positivamente para uma leitura harmoniosa do último século. Destaque também para a caminhada ecológica do Vieira, que contará com o plantio de 100 mudas de árvores pela cidade, contribuindo com a arborização da cidade e o futuro dos soteropolitanos. (SECOM- CAV)

FACULDADE JESUÍTA DE FILOSOFIA E TEOLOGIA- FAJE

“É graça divina começar bem.
Graça maior persistir na caminhada certa.”
(Dom Helder Câmara)
Para os jesuítas que estão em Belo Horizonte, o mês de fevereiro foi marcado pelo recomeço da caminhada nesse contínuo processo de formação. Aos poucos vamos traçando o caminho e assumindo progressivamente as atividades que nos foram confiadas, enquanto servidores da missão de Cristo.
A jornada de integração, os cursos intensivos de Filosofia e Teologia, a dinâmica da vida comunitária com os jesuítas do Brasil e de outros países e os encontros semanais com os da nossa província foram e são momentos de muita importância para acolhermos esse novo tempo com ânimo e liberdade.
Contudo, para melhor começar o curso letivo, no dia 1º de Março tivemos uma missa de abertura presidida pelo Padre Carlos Palácio, provincial do Brasil. Em seguida, foi proferida a aula inaugural pelo Padre Professor Doutor Francisco de Aquino, com o tema “O caráter social da Teologia”.
Na primeira reunião do ano da província BNE, elegemos o nosso novo coordenador Edmilson que logo tomou posse com a sua equipe. Aproveitamos a oportunidade para agradecer os valiosos serviços prestados por Agnaldo Barbosa e equipe na última coordenação. (E. Tárcio Santos, SJ)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Nova turma na comunidade Vocacional São Pedro Claver - Fortaleza


Nossos jovens chegaram, são 13 de vários estados do Brasil. Com alegria celebramos a Eucaristia de acolhida nesta noite 28 de fevereiro.

Turma completa dos vocacionados:Pedro, Anderson, Clebson, Artur, Aguiar, Carlos, Daniel, Deivson, Edmário, Geison, Bruno, Luzimar, Alexandre.


Com amigos e amigas que nos visitam e rezam conosco.


A casa vocacional sempre esteve aberta à juventude, sua existência se dá pelo desejo de ajudar aos jovens a descobrir a vontade de Deus para suas vidas.
Nosso trabalho quer ser apontar aos jovens que a felicidade está para além de ter, pois nosso caminho como cristãos é ser, ser de Deus, ser pessoa, ser santo.
Rezemos para que possamos caminhar bem este ano que se inicia na CV de Fortaleza.
Em breve faremos uma apresentação mais detalhada dos jovens vocacionados. AMDG

GAVI em Fortaleza




No dia 26 passado, convidamos alguns vocacionados para um almoço e um encontro singelo no desejo de reiniciar as atividades do GAVI em 2011. Ano iniciado, temos que continuar caminhando. Desse modo, Pe. Agnaldo trabalhou com os quatro rapazes a questão do discernimento vocacional.

Aos poucos vamos retomando nossas atividades e nosso trabalho com a juventude também vai se configurando. Este ano, por exemplo, temos atividades com juventude marcadas em vários lugares do nosso Ceará: Brejo Santo, Lavras da Mangabeira, Aquiraz, Itapajé, Russas, Baturité, como também em Fortaleza nas paróquias que somos convidados. O desejo é servir e ajudar a juventude a ir se configurando cada vez mais ao Cristo.

Hoje, iniciamos as atividades na Comunidade Vocacional São Pedro Claver, aos poucos o vocacionados estão chegando. Serão 13 rapazes. Em breve, colocaremos algo mais detalhado. Pe. Laércio.sj.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Reportagem: Ordenações de sacerdotes jesuítas

Para nós Jesuítas é muito bom ver o que fazem os outros Jesuítas pelo mundo afora. Já mostramos muitas coisas interessantes neste blog. Hoje partilho com vocês este bonito momento da ordenção presbiteral de alguns companheiros nossos em Portugal. Homens que tornaram-se padres, sacerdotes para servir na alegria ao ser humano criado por Deus para Louvar, Servir e Reverenciar. Com carinho e devocão vejamos esta linda celebração. Prestem atenção nas músicas, lindas.
Hoje, aqui em Fortaleza, está acontecendo o encontro vocacional GAVI alguns jovens com o Pe. Agnaldo estão reunidos partilhando vida. Rezemos pela Companhia e pelos nosso jovens. Pe. Laércio.sj

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Seis anos da morte de Irmã Dorothy Stang


Neste mês de Fevereiro lembramos o sexto ano do assassinato da Irmã Dorothy uma apaixonada pela vida.

vejamos um trecho de uma entrevista do IHU com algumas religiosas que conviveram com Irmã Doroty:

A sagrada herança de Ir. Dorothy precisa ser defendida e multiplicada”.

Entrevista especial com Zenilda Petry, Margarida Pantoja e Jane Dwyer

“Um martírio é sempre gerador de ressurreição”. É com essas palavras de entusiasmo e esperança que a presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) – Regional de Belém, Pará, Ir. Zenilda Petry, lembra os seis anos do falecimento da missionária católica Dorothy Stang, assassinada em 12 de fevereiro de 2005, depois de sofrer diversas ameaças de morte de grileiros e
madeireiros da região. Dorothy foi morta com tiros a queima-roupa, aos 73 anos de idade, em Anapu.
Embora o martírio da Ir. Dorothy tenha evidenciado “ainda mais a força e a ganância cobiçosa de grupos e pessoas movidas por projetos opostos, por outro lado, esta morte despertou também a consciência, talvez um tanto adormecida de muitas pessoas. Isto resultou em resistência, solidariedade e certeza do caminho a prosseguir daquelas famílias e de uma rede maior de solidariedade. Igualmente, fortifica o povo de Anapu”, constata Zenilda, em entrevista à IHU On-Line concedida por e-mail.

IHU On-Line – Qual a importância de recordar a morte de Ir. Dorothy?

Zenilda Petry – Recordar é trazer novamente ao coração (re+cordar); é fazer memória viva e afetiva de algo ou de alguém que soube intuir o coração da existência, que soube colocar seu projeto nas estrelas, que penetrou no mistério mais profundo do ser e do fazer. Recordar a morte de Ir. Dorothy é fazer memória de sua trajetória e de sua ação em defesa da vida de tudo e de todos.
Margarida Pantoja – Dorothy Stang é símbolo de luta e resistência, celebrar sua memória é, portanto, gritar ao mundo que ainda existem pessoas que apostam em seus sonhos e acreditam na possibilidade de uma Amazônia
ambientalmente sustentável.

Qual o sentimento que fica em nossos corações?
Como poderemos dar continuidade a este trabalho?
Como poderemos nos espelhar em seu testemunho vocacional?

Catequese do Papa sobre o JESUÍTA São Roberto Belarmino.

Catequese do Papa: São Roberto Belarmino e a conversão
Intervenção na audiência geral do dia 23 de fevereiro
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Ap
resentamos, a seguir, a catequese dirigida pelo Papa aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Sala Paulo VI para a audiência geral.

Queridos irmãos e irmãs:

São Roberto Belarmino, de quem eu gostaria de vos falar hoje, leva-nos à época da dolorosa divisão da cristandade ocidental, quando uma grave crise política e religiosa provocou o distanciamento de nações inteiras da Sé Apostólica.

Ele nasceu em 4 de outubro de 1542, em Montepulciano, perto de Sena, e era sobrinho, por parte de mãe, do Papa Marcelo II. Recebeu uma excelente formação humanística antes de entrar na Companhia de Jesus, em 20 de setembro de 1560. Os estudos de filosofia e teologia, que ele realizou no Colégio Romano, em Pádua e Lovaina, concentrando-se em São Tomás e nos Padres da Igreja, foram decisivos para sua orientação teológica. Ordenado sacerdote em 25 de março de 1570, foi, durante alguns anos, professor de teologia em Lovaina.

Depois disso, chamado a Roma como professor no Colégio Romano, foi-lhe confiada a cátedra de "Apologética"; na década em que desempenhou essa tarefa (1576-1586), desenvolveu um curso de lições, que acabou se tornando a coletânea Controvérsia, obra célebre pela clareza e riqueza de conteúdos, além do componente prevalentemente histórico. O Concílio de Trento tinha terminado pouco tempo antes e, para a Igreja Católica, era necessário reforçar e confirmar sua identidade também no que diz respeito à Reforma Protestante. A ação de Belarmino se insere neste contexto. De 1588 a 1594, ele foi, em primeiro lugar, o pai espiritual dos estudantes jesuítas do Colégio Romano, entre os quais conheceu e dirigiu São Luis Gonzaga; depois, foi superior religioso. O Papa Clemente VII o nomeou teólogo pontifício, consultor do Santo Ofício e reitor do Colégio de Confessores da Basílica de São Pedro. De 1597 a 1598, ele escreveu seu catecismo, Dottrina cristiana breve, que foi seu trabalho mais famoso.

Em 3 de março de 1599, foi criado cardeal pelo Papa Clemente VIII e, em 18 de março de 1602, foi nomeado arcebispo de Cápua. Recebeu a ordenação episcopal em 21 de abril desse ano. Nos três anos em que foi bispo diocesano, distinguiu-se pelo zelo com que pregava na catedral, pela visita realizada semanalmente às paróquias, pelos três sínodos diocesanos e por um conselho provincial ao qual deu vida. Tendo participado nos conclaves que elegeram os Papas Leão XI e Paulo V, foi convocado a Roma, onde ingressou na Congregação do Santo Ofício, do Índice, dos Ritos, dos Bispos e da Propagação da Fé. Ele também teve tarefas diplomáticas na República de Veneza e Inglaterra, defendendo os direitos da Sé Apostólica. Em seus últimos anos, escreveu vários livros sobre espiritualidade, nos quais condensou os frutos dos seus exercícios espirituais anuais. Da leitura destes livros, o povo cristão obtém, ainda hoje, grande benefício.
Morreu em Roma, em 17 de setembro de 1621. O Papa Pio XI o beatificou em 1923, canonizou-o em 1930 e o proclamou Doutor da Igreja em 1931.

São Roberto Belarmino teve um papel importante na Igreja, nas últimas décadas do século XVI e nos primeiros anos do século seguinte. Suas Controversiae constituíram um ponto de referência, ainda válido para a eclesiologia católica, sobre as questões acerca da Revelação, da natureza da Igreja, dos sacramentos e da antropologia teológica. Nelas, acentua-se o aspecto institucional da Igreja, devido aos erros que estavam circulando sobre tais questões. Belarmino inclusive esclareceu os aspectos invisíveis da Igreja, como o Corpo Místico, e o ilustrou com a analogia do corpo e da alma, com o fim de descrever a relação entre as riquezas interiores da Igreja e os aspectos externos que a tornam perceptível. Nesta obra monumental, que tenta sistematizar as várias controvérsias teológicas do seu tempo, ele evita todo tom polêmico e agressivo com relação às ideias da Reforma, usando os argumentos da razão e da Tradição da Igreja para ilustrar de maneira clara e eficaz a doutrina católica.

No entanto, seu legado consiste na maneira como ele concebeu seu trabalho. Os trabalhos tediosos de governo não o impediram, de fato, de caminhar rumo à santidade, na fidelidade às exigências do seu próprio estado de religioso, sacerdote e bispo. Dessa fidelidade surge seu compromisso com a pregação. Sendo - como sacerdote e bispo -, em primeiro lugar, um pastor de almas, ele sentiu o dever de pregar assiduamente. Há centenas de sermões - as homilias -, realizados em Flandres, Roma, Nápoles e Cápua, por ocasião das celebrações litúrgicas. Não menos abundantes são as expositiones e explanationes aos párocos, freiras, estudantes do Colégio Romano, que muitas vezes falam das Escrituras Sagradas, especialmente das epístolas de São Paulo. Sua pregação e suas catequeses têm esse mesmo caráter de simplicidade que ele recebeu da educação jesuíta, toda dirigida a concentrar as forças da alma em Jesus, profundamente conhecido, amado e imitado.

Nos escritos deste homem de governo se adverte, de forma clara, inclusive na reserva em que esconde seus sentimentos, a primazia dada aos ensinamentos de Cristo. São Belarmino, portanto, oferece um modelo de oração, a alma de toda atividade: uma oração que escuta a Palavra do Senhor, que é preenchida com a contemplação da grandeza, que não se fecha em si mesma, que se alegra em abandonar-se nas mãos de Deus. Uma característica da espiritualidade de Belarmino é a percepção viva e pessoal da imensa bondade de Deus, razão pela qual nosso santo se sentia verdadeiramente um filho amado por Deus e era uma fonte de grande alegria poder recolher-se, com serenidade e simplicidade, na oração, na contemplação de Deus. Em seu livro De ascensione mentis in Deum (Elevação da mente a Deus), composto sobre a estrutura do Itinerarium de São Boaventura, exclama: "Ó alma, teu exemplo é Deus, beleza infinita, luz sem sombras, esplendor que supera o da lua e o do sol. Levanta teus olhos para Deus, em quem se encontram os arquétipos de todas as coisas e de quem, como de uma fonte de infinita fecundidade, deriva esta variedade quase infinita das coisas. Portanto, deves concluir: quem encontra Deus, encontra todas as coisas, quem perde Deus, perde tudo".

Neste texto, ouvimos o eco da célebre contemplatio ad amorem obtineundum (contemplação para alcançar o amor), dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola. Em Belarmino, que viveu na pomposa e muitas vezes insalubre sociedade dos últimos anos do século XVI e início do século XVII, esta contemplação inclui aplicações práticas e projeta a situação da Igreja do seu tempo com a corajosa inspiração pastoral. No livro De arte bene moriendi (A arte de morrer bem), por exemplo, ele indica como norma segura do viver bem e também do morrer bem, meditar frequentemente sobre o fato de que a pessoa prestará contas a Deus de suas próprias ações e do seu modo de viver, e evitar a acumulação de riquezas nesta terra, vivendo com simplicidade e caridade, para acumular bens no céu. No livro De gemitu columbae (O gemido da pomba - no qual a pomba representa a Igreja), exorta fortemente o clero e os fiéis a uma reforma pessoal e concreta de suas vidas, seguindo o que ensinam as Escrituras e os santos, entre os quais cita, em particular, São Gregório Nazianzeno, São João Crisóstomo, São Jerônimo e Santo Agostinho, além dos grandes fundadores de ordens religiosas, como São Bento, São Domingos e São Francisco. Belarmino ensina com muita clareza e com o exemplo de sua própria vida que não pode haver uma verdadeira reforma da Igreja, se antes não acontece nossa reforma pessoal e a conversão do nosso coração.

Nos Exercícios Espirituais de Santo Inácio, Belarmino dava conselhos para comunicar de forma profunda, também aos mais simples, a beleza dos mistérios da fé. Escreveu: "Fomos criados para a glória de Deus e para a salvação eterna: este é o nosso fim. Se o alcançarmos, seremos felizes; se dele nos afastamos, seremos infelizes. Por isso, devemos considerar como verdadeiramente bom o que nos conduz ao nosso fim, e como verdadeiramente mau o que dele nos afasta" (De ascensione mentis in Deum, grad. 1).

Estas, obviamente, não são palavras antiquadas, mas palavras para meditar longamente hoje por nós, para orientar nosso caminho sobre esta terra. Elas nos lembram que o objetivo da vida é o Senhor, o Deus que se revelou em Jesus Cristo, em quem Ele continua nos chamando e prometendo-nos a comunhão com Ele. Elas nos recordam a importância de confiar no Senhor, de viver uma vida fiel ao Evangelho, de aceitar e iluminar, com a fé e a oração, toda circunstância e toda ação da nossa vida, sempre ansiando a união com Ele. Obrigado.

[No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]

Queridos irmãos e irmãs:

"Fomos criados para a glória de Deus e para a salvação eterna: este é o nosso fim. Se o alcançarmos, seremos felizes; se dele nos afastamos, seremos infelizes. Por isso, devemos considerar como verdadeiramente bom o que nos conduz ao nosso fim, e como verdadeiramente mau o que dele nos afasta": assim escreve São Roberto Belarmino, bispo e doutor da Igreja. O Concílio de Trento terminara há pouco, e a Igreja Católica precisava ver confirmada e consolidada a sua identidade face à Reforma protestante. A ação do nosso Santo insere-se neste contexto, tendo servido fiel e valorosamente a Igreja ao longo dos últimos decênios do século XVI e primeiros do século XVII. Na sua obra O Gemido da Pomba - "pomba" aqui é a Igreja -, chama vigorosamente o clero e os fiéis a uma reforma pessoal e concreta da própria vida. Com grande clareza e com o exemplo da vida, ensina que não pode haver verdadeira reforma da Igreja, se primeiro não houver a nossa reforma pessoal e a conversão do coração.

Amados peregrinos de língua portuguesa, a todos saúdo cordialmente, desejando que este nosso encontro dê frutos de renovação interior, que consolidem a concórdia nas famílias e comunidades cristãs, a bem da justiça e da paz no mundo. Como penhor de graça e paz divina, para vós e vossos queridos, de bom grado vos concedo a bênção apostólica.


[Tradução: Aline Banchieri.
© Libreria Editrice Vaticana]

(mais uma vez coloco toda a catequese no desejo de que tenhamos acesso ao texto em sua íntegra pela beleza do mesmo. Pe. Laércio.sj

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

25 ANOS DE COMPANHIA DE JESUS

Amigos e companheiros de e em Jesus,

No dia 19 de fevereiro, juntamente com mais 9 companheiros, celebramos a eucaristia pelos 25 anos de pertença a esta mínima Companhia e queria partilhar com vocês minha gratidão a Deus pelo dom da vocação e por tantas graças recebidas ao longo destes anos, dentro dos quais cada um de vocês tem uma especial participação na amizade, na convivência, na partilha da mesma missão e vocação.

A celebração aconteceu na Paróquia São Luiz Gonzaga, em São Paulo. Mas, em breve poderemos celebrar juntos essa data também "mineiramente" (em BH) e "amazonicamente" (na BAM). Espero assim ter a alegria de contar com a sua presença e mais ainda com a sua oração. Pe. Adelson, SJ