quarta-feira, 14 de setembro de 2011

BRASIL ABRAÇA E ACOLHE A CRUZ MISSIONÁRIA DA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

SÃO PAULO, terça-feira, 13 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – A Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro (JMJ Rio-2013) tem seu primeiro ato em São Paulo no domingo, 18 de setembro de 2011. E que momento importante! A cruz missionária e o ícone de Nossa Senhora são acolhidos por uma multidão de jovens e não jovens num dia inteiro de festa, música, testemunhos sobre a JMJ Madrid-2011.
O aeroporto do Campo de Marte, mais uma vez, é palco de uma grande manifestação de fé, de irradiação da mensagem do Evangelho e de partida missionária para todo o Brasil. Foi lá também que, em maio de 2007, o papa Bento XVI, celebrou a canonização de S.Antônio de Santana Galvão, o primeiro santo nascido em terras brasileiras.
Em Madrid, dia 21 de agosto passado, num outro aeroporto urbano, chamado “Quatro Ventos”, foi bonita e muito sugestiva a cena quando os jovens espanhóis entregaram a cruz missionária e o ícone de Nossa Senhora a um grupo de jovens brasileiros. Aqueles a carregavam e levantaram; estes a acolheram com as mãos estendidas para o alto, enquanto ela descia para seus braços abertos. Bendita cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! Nela nos gloriamos, porque foi sobre ela entregue à morte nosso Salvador! Agora, os jovens do Brasil, numerosos e bem representados no Campo de Marte, fazem o mesmo aqui, na Terra de Santa Cruz, justamente poucos dias após a festa litúrgica da Exaltação da Santa Cruz!
Foi o beato João Paulo II que entregou esta cruz aos jovens, para que a levassem aos países onde se realizam as JMJ. E acrescentou também um ícone bonito de Nossa Senhora, para que acompanhasse a cruz. É uma cruz simples, de madeira, mas ela representa e traz a lembrança do próprio Jesus Cristo crucificado. De fato, é Ele que nos visita no sinal da sua cruz missionária; e Ele mesmo será acolhido, certamente com festa e belas manifestações de fé, em cada uma das 275 dioceses brasileiras, até chegar ao Rio de Janeiro, em julho de 2013. Em toda parte, o mesmo gesto, de acolher a cruz de braços abertos, antes de erguê-la bem alto, para que todos vejam nela o sinal de nossa salvação.
Aos pés da cruz, estará sempre Maria a Mãe de Jesus. Ela está lá, onde se encontra Jesus com seus discípulos. Estes não podem esquecer que, por vontade e testamento do próprio Jesus, ela é sua mãe também: “mulher, eis teu filho; filho, eis tua mãe” (cf. Jo 19,26-27).
Cristo peregrino nos visita, com sua cruz; Cristo missionário nos convoca para ouvirmos de novo seu Evangelho; o Cristo da via dolorosa também passará por nossos lugares de sofrimento, carregado das dores da humanidade, de tantos jovens... E talvez será escarnecido novamente, no desprezo feito aos irmãos... Ele conta com nossa sensibilidade, como fez o Cirineu, para aliviarmos sua cruz, que pesa nos ombros de tantos brasileiros. Cristo ressuscitado nos visita, conforta e dá esperança, dando-nos a certeza de que Ele se faz nossa companhia nos caminhos de nossas solidões... Cristo missionário do Pai nos envia novamente, com o dom do Espírito Santo, para anunciarmos o Evangelho da vida e da esperança a todos os brasileiros. O lema da JMJ Rio-2013 bem indica nossa missão: “ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações” (cf Mt 28,19).
O Brasil está recebendo um carinho de Deus; nossos jovens e nossa Igreja receberão graças muito especiais durante este período de preparação para a JMJ Rio-2013. Será um “tempo favorável”, muito bem-vindo, especialmente para envolver as novas gerações na vida e na missão da Igreja. Para os adultos, será ocasião para uma nova valorização da própria fé e participação na vida eclesial. Para os jovens, poderá ser um tempo de encontros marcantes com Cristo e de descoberta da herança apostólica, custodiado e transmitido pela Igreja, de geração em geração, e que vai passando às suas mãos também.
Bem-vindo a nós, Jesus Cristo missionário! Bem-vinda, Nossa Senhora da Visitação! Os jovens do Brasil os acolhem de braços abertos!
Publicado em O SÃO PAULO, ed. de 13.09.2011
Card. Odilo P. Scherer é arcebispo de São Paulo


terça-feira, 13 de setembro de 2011

ACÓLITOS CELEBRAM SÃO TARCÍSIO



Domingo, dia 11/09, os acólitos da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Mondubim, Fortaleza, celebraram a memória de São Tarcísio. As 17h houve uma missa, presidida pelo Pe. Agnaldo Júnior, coordenador paroquial dos acólitos, logo após tivemos um lanche partilhado e algumas apresentações. Cerca de 140 acólitos estavam presentes, acompanhados dos seus pais e acompanhantes.

Que a exemplo de São Tarcísio, nossos acólitos possam crescer, cada vez mais, no serviço ao Reino de Deus.

SÃO JOÃO CRISÓSTOMO - Bispo e Doutor da Igreja

Celebramos hoje a memória de São João Crisóstomo (século IV), bispo e doutor da Igreja que recebeu o nome de "Boca de Ouro", devido a sua notável diligência e competência na arte de falar e escrever, para expor a doutrina católica e formar os fiéis na vida cristã.
Deixamos aqui um trecho das suas homilias.

"Para mim, viver é Cristo e morrer é lucro"

Sobrevêm muitas ondas e fortes tempestades, mas não tememos afogar, pois estamos firmados sobre a pedra. Enfureça-se o mar, não tem forças para destruir a pedra. Ergam-se as vagas, não podem submergir o navio de Cristo. Pergunto eu: que temeremos? A morte? Para mim, viver é Cristo, e morrer é lucro (Fl 1,21). O exílio talvez, dizes-me? Do Senhor é a terra e tudo quanto contém (Sl 23,1). A confiscação dos bens? Nada trouxemos para o mundo e, é certo, nada daqui poderemos levar (1Tm 6,7); os pavores deste mundo são desprezíveis, e seus bens, merecedores de riso. Não tenho medo da pobreza, não ambiciono riquezas, não temo a morte, nem prefiro viver a não ser para vosso proveito. Por isto recordo os acontecimentos atuais e rogo a vossa caridade que tenhais confiança.
Não escutas o Senhor dizer: Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, estarei ali no meio deles? (Mt 18,20). E onde há tanta gente ligada pelos laços da caridade não estará ele presente? Tenho o seu penhor. Será que confio em minhas próprias forças? Seguro seu testamento. ESte é o meu bordão, a minha segurança, o meu porto tranquilo. Abale-se embora o universo, tenho sua resposta, leio os seus escritos: aí está a muralha para mim, a fortaleza. Que escritos? Eu estou convosco todos os dias até a consumação do mundo (Mt 28,20).


Cristo está comigo, a quem temerei? Mesmo que as ondas, o furor dos príncipes se agitem contra mim, tudo isto não me impressiona mais do que uma aranha. E se vossa caridade não me retivesse, não recusaria partir ainda hoje mesmo para outro lugar. Repito sempre: Senhor, faça-se a tua vontade (Mt 26,42); não o quer este ou aquele, mas o que tu queres. Esta é a minha torre, minha pedra imóvel; este o meu báculo firme. Se Deus quer isto, faça-se. Se quiser que permaneça aqui agradecerei. Onde quer que me queira, darei graças.


E onde estou eu, aí estais vós; onde estais, aí eu também: somos um só corpo e não se separa o corpo da cabeça, nem a cabeça do corpo. Estamos em lugares distantes, mas unidos na caridade, que nem a morte poderá separar. Porque, embora morra meu corpo, viverá a alma que lembrará do povo.


Vós sois meus cidadãos, vós, meu pais, vós, meus irmãos, vós, filhos, vós, membros, vós corpo. Para mim sois a luz, ou melhor, mais deliciosos que esta luz. O que poderá enviar-me um raio igual à vossa caridade? O raio de sol para mim é vida, porém vossa caridade tece-me a coroa para o futuro.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Retiro com a Juventude





Neste final de semana estive presente assessorando um retiro para os jovens da paróquia de N. S. de Nazaré, dos Piamartinos. Foi uma experiência bonita, os jovens corresponderam e experimentaram um pouco a experiência dos Exercícios de Santo Inácio através da Jornada Inaciana de oração.



O confronto com a vontade de Deus foi inevitável.


Agradeço o convite e o acolhimento da bonita juventude e do Pe. Fábio, Piamartino.


Cada dia mais, nossa missão com a juventude vai se deliniando, nao podemos fugir de nossa vocação, de nosso serviço alegre aos jovens, revelar o rosto alegre do Cristo que tanto nos ama, mostrando que em tudo podemos amar e servir. Pe. Laércio.sj

Retiro com os Crismandos da Comunidade Beato José de Anchieta



Neste domingo 11 de setembro aconteceu na Comunidade José de Anchieta (Paróquia Nossa Senhora do Perpetuo Socorro - Mudubim- Fortaleza, Ce), O Retiro para os jovens que estão se preparando para receber o sacramento do Crisma.
Participaram deste retiro cerca de 45 jovens da Comunidade. O encontro foi assessorado pelo Vocacionado Daniel Santos que falou da importância da juventude na Igreja a partir do Documento de Aparecida.
Michel Rodrigues, 21 anos (foto acima) partilha conosco sua experiência de crismando em sua comunidade. “É uma batalha que se ganha com persistência. A fé é que me sustenta na caminhada... fazer parte deste grupo de crisma é uma alegria que preenche”.

A Crismanda Lidiane Macário, 16 anos (foto acima) diz: “É de fundamental importância a experiência de compromisso de estar participando da comunidade. Eu me sinto feliz. Por causa da crisma eu passei a fazer parte da equipe litúrgica. Eu nunca imaginei esta mudança”.

3° Encontro do SAVI

No último dia 11 de setembro, na Comunidade Vocacional São Pedro Claver, Fortaleza/CE, aconteceu o terceiro encontro do SAVI (Serviço de Animação Vocacional Inaciano), reunindo jovens das comunidades Matriz, Parque Santana, Santa Terezinha e Novo Mondubim.

O grupo, anteriormente chamado GRV (Grupo de Reflexão Vocacional), tem o objetivo de discutir tema tão importante que é vocação junto à juventude paroquiana. Nesse terceiro encontro, foi aprofundada a vocação laical. Para tanto, foi realizada uma dinâmica de construção de cartazes, onde se mostrava as várias áreas de atuação do leigo e a sua importância na transformação da sociedade.










O encontro foi assessorado pelos vocacionados residentes na Comunidade Vocacional São Pedro Claver.

GAVI - TERESINA

Neste final de semana, 10 e 11 de setembro, aconteceu mais um GAVI do Núcleo Piauí-Maranhão. Quatro jovens que estão em processo de discerni-mento vocacional junta-mente com Pe. Erinaldo estiveram reunidos no sábado e domingo. O encontro se desenvolveu em clima de partilha e fraternidade. Pe. Álvaro, diretor da Escola Santo Afonso falou como se encontra o apostolado educacional da Companhia de Jesus no Brasil. Também aprofundamos o significado de ser igreja. Outro momento marcante foi a partilha do Pe. Erinaldo sobre as experiências vividas no MAGIS e na Jornada Mundial da Juventude. Rezemos por nossos irmãos: Daniel, Fernando, Lucas e Douglas para que o Senhor ilumine suas vidas e o processo vocacional.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

DIA DE SÃO PEDRO CLAVER

O papa Leão XIII, quando leu a vida de S. Pedro Claver, exclamou: "Nunca uma biografia me havia impressionado tanto como esta". Entre todos os que trabalharam entre os negros, o mais famoso dos missionários foi o padre jesuíta Pedro Claver, que assinava "escravo dos escravos", tendo sua vida confirmado a identificação com este programa. Nasceu em Verdú (Espanha) em 1580.

Como demonstrasse especiais qualidades para o estudo, foi enviado a Barcelona, onde se entusiasmou pelos estudos eclesiásticos e, aos 20 anos, pediu para ser admitido na Companhia de Jesus. Em 1610, foi enviado à Colômbia, especificamente a Santa Fé de Bogotá. Foi porteiro, cozinheiro, enfermeiro e sacristão na casa dos jesuítas. Em 1615, em Cartagena, foi ordenado sacerdote e dedicou-se totalmente a cuidar dos escravos. Faleceu, após ficar quatro anos paralítico numa cama, em 8 de setembro 1654.

O APÓSTOLO DOS ESCRAVOS NEGROS

A Cartagena chegavam, cada ano, cerca de 10 mil escravos negros, trazidos à força do Congo e de Angola. Na África, os negreiros os compravam por duas moedas cada um e em Cartagena os vendiam a 200. O modo como os transportavam era o mais cruel e desumano: um terço morria pelo caminho. Todos os tratavam mal. Somente um homem os recebia bem: era Claver.

Ao chegar um navio negreiro, padre Claver enchia vários cestos com laranjas, limões, biscoitos e outros alimentos e medicamentos, e ia receber os escravos. Antes de tudo, procurava os mais enfermos e graves. Falava com todos por meio de gestos ou de intérpretes e eles ficavam admirados com sua grande amabilidade e bondade. Repartia os alimentos e os medicamentos e tratava de ajudá-los em tudo o que lhe era possível.

Padre Claver passava o dia visitando e ajudando os mais enfermos e abandonados Tinha sete intérpretes que sabiam os idiomas dos negros e por meio deles falava aos recém-chegados. Os negros, no começo, tinham desconfiança daquela pessoa de batina negra esfarrapada e diferente dos outros brancos que os compravam e vendiam, mas depois percebiam que aquele homem era um generoso protetor e lhe tinham muito carinho e veneração.

Pedro dedicava-se a instruir os escravos a respeito da religião e, quando já haviam aceitado que há um só Deus, que enviou seu Filho para nos salvar e que premia os bons e castiga os maus, ele os batizava. Em 40 anos, conforme os biógrafos, teria batizado mais de 300 mil negros. Depois de passar 40 anos atendendo aos mais abandonados da sociedade, foi atacado por altíssimas febres, talvez malária, tão comum na Colômbia daqueles tempos, que o deixaram paralisado e, por 4 anos, imobilizado na cama. No dia 8 de setembro de 1654, com 74 anos, "Pedro Claver, escravo, dos escravos", morreu santamente. Em 1888, o papa Leão XIII declarou-o santo, proclamando-o patrono dos missionários que trabalham entre os negros.

A ALMA DE PEDRO

Alguns poderiam achar estranho o comportamento de Pedro Claver, que trabalhou para a humanização da escravidão, mas que, segundo consta, não defendia a abolição da mesma, como uns poucos personagens de seu tempo. Para Pedro, o problema imediato era humanizar a escravidão que estava debaixo dos seus olhos e levar alívio aos sofrimentos dos escravos negros.

Sua vida de dedicação total aos escravos, como ele dizia, a exemplo de Cristo, queria ser a manifestação concreta do amor de Jesus pelos homens que mais sofriam. Vivia uma vida de penitente, para estar mais perto dos que eram obrigados a uma vida miserável, pela ganância dos senhores escravocratas.

Ele vivia, praticamente, na mesma condição dos escravos e por isso estes o aceitavam: porque o viam como irmão de sofrimento. Não lhe interessavam as disputas teóricas, mas a pessoa real que estava à sua frente, com uma dor que marcava o corpo e a alma. Sua canonização, de fato, foi decretada pelo povo, antes da Igreja.
Fonte:http://www.pime.org.br/mundoemissao/espiritmclaver.htm