sexta-feira, 3 de junho de 2011

ALEGRIA SEM FIM

Jo 16,20-23a
"Em verdade, em verdade, vos digo: chorareis e lamentareis, mas o mundo se alegrará. Ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria. A mulher, quando vai dar à luz, fica angustiada, porque chegou a sua hora. Mas depois que a criança nasceu, já não se lembra mais das dores, na alegria de um ser humano ter vindo ao mundo. Também vós agora sentis tristeza. Mas eu vos verei novamente, e o vosso coração se alegrará, e ninguém poderá tirar a vossa alegria. Naquele dia, não me perguntareis mais nada".


Embora o sofrimento e as perseguições façam parte da vida do discípulo, a alegria é um componente indispensável. Deixar-se levar pela tristeza e pelo pessimismo é o caminho inverso do discipulado. Aliás, este pode ser um critério para identificar o verdadeiro discípulo.


A alegria do discípulo não é a mesmo do ingênuo ou do incauto, os quais se alegram por não terem consciência do que acontece a seu redor; ou então, por motivos banais, sem nenhuma importância. Um exemplo de alegria oca é a dos vencedores de concursos fúteis de televisão. Os indivíduos pulam de contentamento por ter respondido corretamente uma pergunta boba, por ser um passo para receber um prêmio irrelevante.


O discípulo tem motivo para se alegrar por ser capaz de perseverar na fé, com a força do Espírito que lhe foi dado, e, assim, manter-se fiel ao Pai. Essa alegria vem do fundo do coração e jamais terá o reconhecimento do mundo. Na opinião de quem não é discípulo, parecerá uma alegria insensata, por ser combinar sofrimento e alegria, fracasso e entusiamo, morte e otimismo. O discípulo porém, tem consciência do fundamento de sua alegria. Provém da fidelidade ao compromisso assumido com o Pai, de pautar-se pelos valores do Reino, embora devendo sofrer toda sorte de contradições.



Oração

PAI, PONHA NO MEU CORAÇÃO A ALEGRIA QUE VEM DE TI, ESPECIALMENTE NOS MOMENTOS DE SOFRIMENTO E PERSEGUIÇÃO, PELO TESTEMUNHO DA FÉ.

ESTUDANTES DO CIF (Centro Interprovincial de Formação) DA COLÔMBIA SAEM DE FÉRIAS


Saudações desde essas terras frias e chuvosas de Bogotá.

Nesse último mês recebemos a visita dos provinciais de Oregon (EUA) e do Equador, para conta de consciência de dois teólogos das respectivas províncias.

Os teólogos de primeiro ano foram convidados pelo Provincial da Colômbia, Pe. Francisco de Roux, no último dia 24 de maio, para um aperitivo na cúria provincial. Foi um momento muito rico de partilha da nossa experiência de estudos e pastoral na Província Colombiana. Estiveram presentes conosco o Padre Superior do Teologado, o Assistente de Formação da Colômbia, o Sócio do Provincial e o Responsável pela Associação de Colégios Jesuítas da Colômbia (ACODESI).

Depois de 4 meses de intensos estudos teológicos na Universidade Javeriana, começamos no último dia 27 de maio nosso período de férias que se estende até o dia 25 de julho quando retornaremos as aulas.

Nesse intervalo de dois meses de férias, vamos participar de várias atividades no CIF-Bogotá. No próximo dia 4 de junho até o dia 7 de Junho estaremos participando de nossas férias comunitárias, em Potosí (Villeta). Em seguida, teremos a avaliação do primeiro semestre e planejamento para o segundo.

A partir de 13 de junho até 22 de junho teremos a primeira etapa do Curso de Aprofundamento dos Exercícios Espirituais para os teólogos de primeiro e segundo ano. Em seguida teremos o Retiro de 8 dias, entre os dias 24 de junho até 2 de julho, que corresponde a segunda etapa do Curso. Por fim, teremos a terceira etapa do Curso de 5 a 16 de julho. Nessa última etapa alguns teólogos que já fizeram esse curso em outra etapa da formação irão participar de uma missão de férias em Santander, um departamento colombiano que foi atingido pelas chuvas.

O estudante Edilberto Brandão, foi escolhido para ser o novo coordenador da comunidade do teologado, colaborando assim com a equipe de formação, por um período de um ano, a partir do mês de julho. Rezemos pelo bom êxito dessa nova missão. (E. Edilberto Brandão, SJ)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

IRMÃO JESUÍTA ANTÔNIO COLCHETA COMPLETA 100 ANOS!

CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DO IRMÃO ANTÔNIO COLCHETA


Celebramos, no dia 02 de junho de 2011, o centenário de nascimento do Ir. Colcheta. É, atualmente, o último dos jesuítas que vieram para o Nordeste do Brasil, antiga missão da Província Portuguesa. Nasceu no Val-da-Torre, Beira Baixa, Portugal no dia 02 de junho de 1911. Seus pais chamavam-se Sebastião Colcheta e Maria Jerônima. Eram oito irmãos. Todos trabalhavam no campo, ajudando o pai que era lavrador. Ingressou na Companhia de Jesus quando tinha 17 anos. Fez o noviciado em Oya, Espanha. Um de seus irmãos, o mais velho, também foi Irmão Jesuíta e faleceu em Braga. Com 23 anos de idade, em 1934, vem aumentar o número dos Jesuítas, no Nordeste do Brasil. Recém chegado, foi destinado à casa de Baturité no Ceará, onde permaneceu até 1949. Habilidoso e bem dotado, aplicou-se totalmente ao serviço da comunidade. Era eletricista, motorista, mecânico, sapateiro e carpinteiro.

Em 1950, foi transferido para Salvador, Bahia. No Colégio Antônio Vieira exerceu o ofício de carpinteiro e cuidava das instalações elétricas. Dedicou muito tempo à reforma da casa de férias em Mar Grande. Empenhou-se como mestre de obra na construção do andar que fica por cima da portaria do Vieira. Em 1953 voltou a Baturité e cumpria com eficiência as tarefas que lhe eram confiadas. Enviado para Recife em 1955, recebeu a missão de zelar por uma granja do Colégio Nóbrega, em Carpina, interior de Pernambuco. Em 1956, passou a residir com os Jesuítas da Universidade Católica. Trabalhava na manutenção da casa e no almoxarifado da Universidade. Sempre sóbrio no falar e atento no servir. No segundo semestre de 2004, enviado para Fortaleza, passou a fazer parte da Comunidade São Luiz Gonzaga. Está lúcido, porém, o peso da idade avançada o impossibilita de trabalhar como antes.

Vive agora intensamente a missão de rezar pela Igreja e pela Companhia. Concluo com o verso de Raul de Leoni: “Ninguém pensa na sabedoria secreta das raízes, contemplando o tronco robusto do Jequitibá”
(Pe. Hindenburg Santana, SJ)

UM POUCO DE TEMPO!

Jo 16,16-20
"Um pouco de tempo, e não mais me vereis; e mais um pouco, e me vereis de novo". Alguns dos seus discípulos comentavam: "Que significa isto que ele está dizendo: 'Um pouco de tempo e não mais me vereis, e mais um pouco, e me vereis de novo' e 'Eu vou para junto do Pai'?" Diziam ainda: "O que é esse 'pouco'? Não entendemos o que ele quer dizer". Jesus entendeu que eles queriam fazer perguntas; então falou: "Estais discutindo porque eu disse: 'Um pouco de tempo, e não me vereis, e mais um pouco, e me vereis de novo'? Em verdade, em verdade, vos digo: chorareis e lamentareis, mas o mundo se alegrará. Ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria".



Os discípulos ficaram confusos com as palavras de Jesus, ao se aproximarem a Paixão e a morte do Mestre. Havia uma espécie de mal-entendido, por não conseguirem captar o sentido das afirmações. Daí se perguntarem pelo que queriam dizer.


Na raiz da confusão, estavam as expectativas dos discípulos em relação ao Mestre. Esperavam tê-lo consigo por muito tempo, implantando um projeto político de restauração do reino de Davi. E, mais, criando uma sociedade fundada nos valores do Reino de Deus que anunciava. Como sinal de bênção, haveria de ter vida longa, pois Deus estava com ele.


Falar "um pouco de tempo e não mais me vereris; e mais um pouco, e me vereis de novo" contradizia a esperança dos discípulos. O tema da morte estava embutido na declaração. Quanto à ressurreição , ainda não fazia parte de suas cogitações. As palavras de Jesus tinham-na como pressuposto para serem compreendidas. Por isso, o Mestre falava em partida, choro e lamentações, e também em volta e alegria. Pouco tempo após sua morte, haveria de estar de novo junto deles de forma inteiramente distinta: ressuscitado. Foi preciso tempo para darem razão ao Mestre!



Oração


PAI, QUE MEU CORAÇÃO SE ENCHA DE ALEGRIA POR TER, PARA SEMPRE, O RESSUSCITADO JUNTO DE MIM, A INCENTIVAR-ME NA CAMINHADA.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O Papa e a Comunicação



Quero retomar aqui a carta do Papa para o dia Internacional das Comunicações Sociais.

Muitos podem até se perguntar: Por qual motivo a Igreja insiste em estar na internet? Até pouco tempo a internet era vista como perigo para a fé e para a vida. Hoje, sabemos que não é assim, embora saibamos também que sonos nós quem fazemos este meio de comunicação, desde as buscas às postagens... por isso mesmo, precisamos ampliar o tema, estudar, discernir e ver na internet um meio eficaz de evangelização. Ontem, particei de um encontro com jovens universitários no Instituto Federal do Ceará, aqui em Fortaleza e trabalhamos o tema "As redes sociais e a Evangelização" foi bastante interessante, por isso mesmo, creio que vale muito ler o que o Santo Padre tem a nos dizer a respeito deste tema. Pe. Laércio.sj


MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI
PARA O 45º DIA MUNDIAL
DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital

5 de Junho de 2011

Queridos irmãos e irmãs!

Por ocasião do XLV Dia Mundial das Comunicações Sociais, desejo partilhar algumas reflexões, motivadas por um fenómeno característico do nosso tempo: a difusão da comunicação através da rede internet. Vai-se tornando cada vez mais comum a convicção de que, tal como a revolução industrial produziu uma mudança profunda na sociedade através das novidades inseridas no ciclo de produção e na vida dos trabalhadores, também hoje a profunda transformação operada no campo das comunicações guia o fluxo de grandes mudanças culturais e sociais. As novas tecnologias estão a mudar não só o modo de comunicar, mas a própria comunicação em si mesma, podendo-se afirmar que estamos perante uma ampla transformação cultural. Com este modo de difundir informações e conhecimentos, está a nascer uma nova maneira de aprender e pensar, com oportunidades inéditas de estabelecer relações e de construir comunhão.

Aparecem em perspectiva metas até há pouco tempo impensáveis, que nos deixam maravilhados com as possibilidades oferecidas pelos novos meios e, ao mesmo tempo, impõem de modo cada vez mais premente uma reflexão séria acerca do sentido da comunicação na era digital. Isto é particularmente evidente quando nos confrontamos com as extraordinárias potencialidades da redeinternet e a complexidade das suas aplicações. Como qualquer outro fruto do engenho humano, as novas tecnologias da comunicação pedem para ser postas ao serviço do bem integral da pessoa e da humanidade inteira. Usadas sabiamente, podem contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e unidade que permanece a aspiração mais profunda do ser humano.

No mundo digital, transmitir informações significa com frequência sempre maior inseri-las numa rede social, onde o conhecimento é partilhado no âmbito de intercâmbios pessoais. A distinção clara entre o produtor e o consumidor da informação aparece relativizada, pretendendo a comunicação ser não só uma troca de dados, mas também e cada vez mais uma partilha. Esta dinâmica contribuiu para uma renovada avaliação da comunicação, considerada primariamente como diálogo, intercâmbio, solidariedade e criação de relações positivas. Por outro lado, isto colide com alguns limites típicos da comunicação digital: a parcialidade da interacção, a tendência a comunicar só algumas partes do próprio mundo interior, o risco de cair numa espécie de construção da auto-imagem que pode favorecer o narcisismo.

Sobretudo os jovens estão a viver esta mudança da comunicação, com todas as ansiedades, as contradições e a criatividade própria de quantos se abrem com entusiasmo e curiosidade às novas experiências da vida. O envolvimento cada vez maior no público areópago digital dos chamadossocial network, leva a estabelecer novas formas de relação interpessoal, influi sobre a percepção de si próprio e por conseguinte, inevitavelmente, coloca a questão não só da justeza do próprio agir, mas também da autenticidade do próprio ser. A presença nestes espaços virtuais pode ser o sinal de uma busca autêntica de encontro pessoal com o outro, se se estiver atento para evitar os seus perigos, como refugiar-se numa espécie de mundo paralelo ou expor-se excessivamente ao mundo virtual. Na busca de partilha, de «amizades», confrontamo-nos com o desafio de ser autênticos, fiéis a si mesmos, sem ceder à ilusão de construir artificialmente o próprio «perfil» público.

As novas tecnologias permitem que as pessoas se encontrem para além dos confins do espaço e das próprias culturas, inaugurando deste modo todo um novo mundo de potenciais amizades. Esta é uma grande oportunidade, mas exige também uma maior atenção e uma tomada de consciência quanto aos possíveis riscos. Quem é o meu «próximo» neste novo mundo? Existe o perigo de estar menos presente a quantos encontramos na nossa vida diária? Existe o risco de estarmos mais distraídos, porque a nossa atenção é fragmentada e absorvida por um mundo «diferente» daquele onde vivemos? Temos tempo para reflectir criticamente sobre as nossas opções e alimentar relações humanas que sejam verdadeiramente profundas e duradouras? É importante nunca esquecer que o contacto virtual não pode nem deve substituir o contacto humano directo com as pessoas, em todos os níveis da nossa vida.

Também na era digital, cada um vê-se confrontado com a necessidade de ser pessoa autêntica e reflexiva. Aliás, as dinâmicas próprias dos social network mostram que uma pessoa acaba sempre envolvida naquilo que comunica. Quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais. Segue-se daqui que existe um estilo cristão de presença também no mundo digital: traduz-se numa forma de comunicação honesta e aberta, responsável e respeitadora do outro. Comunicar o Evangelho através dos novos midiasignifica não só inserir conteúdos declaradamente religiosos nas plataformas dos diversos meios, mas também testemunhar com coerência, no próprio perfil digital e no modo de comunicar, escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele. Aliás, também no mundo digital, não pode haver anúncio de uma mensagem sem um testemunho coerente por parte de quem anuncia. Nos novos contextos e com as novas formas de expressão, o cristão é chamado de novo a dar resposta a todo aquele que lhe perguntar a razão da esperança que está nele (cf. 1 Pd 3, 15).

O compromisso por um testemunho do Evangelho na era digital exige que todos estejam particularmente atentos aos aspectos desta mensagem que possam desafiar algumas das lógicas típicas da web. Antes de tudo, devemos estar cientes de que a verdade que procuramos partilhar não extrai o seu valor da sua «popularidade» ou da quantidade de atenção que lhe é dada. Devemos esforçar-nos mais em dá-la conhecer na sua integridade do que em torná-la aceitável, talvez «mitigando-a». Deve tornar-se alimento quotidiano e não atracção de um momento. A verdade do Evangelho não é algo que possa ser objecto de consumo ou de fruição superficial, mas dom que requer uma resposta livre. Mesmo se proclamada no espaço virtual da rede, aquela sempre exige ser encarnada no mundo real e dirigida aos rostos concretos dos irmãos e irmãs com quem partilhamos a vida diária. Por isso permanecem fundamentais as relações humanas directas na transmissão da fé!

Em todo o caso, quero convidar os cristãos a unirem-se confiadamente e com criatividade consciente e responsável na rede de relações que a era digital tornou possível; e não simplesmente para satisfazer o desejo de estar presente, mas porque esta rede tornou-se parte integrante da vida humana. A web está a contribuir para o desenvolvimento de formas novas e mais complexas de consciência intelectual e espiritual, de certeza compartilhada. Somos chamados a anunciar, neste campo também, a nossa fé: que Cristo é Deus, o Salvador do homem e da história, Aquele em quem todas as coisas alcançam a sua perfeição (cf. Ef 1, 10). A proclamação do Evangelho requer uma forma respeitosa e discreta de comunicação, que estimula o coração e move a consciência; uma forma que recorda o estilo de Jesus ressuscitado quando Se fez companheiro no caminho dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-35), que foram gradualmente conduzidos à compreensão do mistério mediante a sua companhia, o diálogo com eles, o fazer vir ao de cima com delicadeza o que havia no coração deles.

Em última análise, a verdade que é Cristo constitui a resposta plena e autêntica àquele desejo humano de relação, comunhão e sentido que sobressai inclusivamente na participação maciça nos vários social network. Os crentes, testemunhando as suas convicções mais profundas, prestam uma preciosa contribuição para que a web não se torne um instrumento que reduza as pessoas a categorias, que procure manipulá-las emotivamente ou que permita aos poderosos monopolizar a opinião alheia. Pelo contrário, os crentes encorajam todos a manterem vivas as eternas questões do homem, que testemunham o seu desejo de transcendência e o anseio por formas de vida autêntica, digna de ser vivida. Precisamente esta tensão espiritual própria do ser humano é que está por detrás da nossa sede de verdade e comunhão e nos estimula a comunicar com integridade e honestidade.

Convido sobretudo os jovens a fazerem bom uso da sua presença no areópago digital. Renovo-lhes o convite para o encontro comigo na próxima Jornada Mundial da Juventude em Madrid, cuja preparação muito deve às vantagens das novas tecnologias. Para os agentes da comunicação, invoco de Deus, por intercessão do Patrono São Francisco de Sales, a capacidade de sempre desempenharem o seu trabalho com grande consciência e escrupulosa profissionalidade, enquanto a todos envio a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, Festa de São Francisco de Sales, 24 de Janeiro de 2011.

BENEDICTUS PP. XVI

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ENSINADOS PELO ESPÍRITO

Jo 16,12-15
"Tenho ainda muitas coisas a vos dizer, mas não sois capazes de compreender agora. Quando ele vier, o Espírito da Verdade, vos guiará em toda a verdade. Ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo quanto tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu para vos anunciar. Tudo que o Pai tem é meu. Por isso, eu vos disse que ele receberá do que é meu para vos anunciar".

Um desafio importante dos discípulos consiste em perseverar no caminho da verdade do Reino, em contexto de missão, quando o testemunho os confronta com os inimigos da fé. Então, é grande a tentação de sucumbir e romper o compromisso com o Mestre, como se a mentira prevalecesse. é o fracasso do discipulado!



Falando do Espírito da Verdade, Jesus garantiu que viria em socorro dos discípulos para não titubearem, quando a possibilidade de fracassar despontasse no horizonte. A ação do Espírito consistiria em anunciar-lhes o que tinha ouvido. E de quem ouvira, senão do Filho? E o que o Filho lhe revelara para comunicar aos discípulos, senão os ensinamentos já partilhados com eles ao longo de seu ministério?

Por conseguinte, a tarefa do Espírito é a de manter viva na mente e no coração dos discípulos o que Jesus lhe ensinara. Basta isso! Não carece de ensinar coisas novas, já que o Mestre revelou o essencial para um projeto consistente de discipulado, dispensando novidades.

Urge estar atento a quem tem ousadia de introduzir exigências novas à proposta evangélica, à revelia do Mestre Jesus. Em geral, são sugestões periféricas, cujo efeito é o de desviar a atenção do discípulo do que é, realmente, fundamental. O discípulo verdadeiro tem suficiente discernimento para não se deixar enganar, pois é instruído pelo Espírito de Deus.

Oração

PAI, QUE O TEU ESPÍRITO ME CONDUZA SEMPRE NA VERDADE, FAZENDO-ME CONHECER O ENSINAMENTO DE TEU FILHO JESUS.

CONQUISTE O SEU FUTURO

Não importa de onde você vem nem onde está

O que importa é saber onde aonde quer chegar...

E trabalhar todos os dias para que isso aconteça!

Pois você tem dentro de si a capacidade de construir as suas vitórias.

O que você já conquistou na vida não foi fruto do acaso.

Se, por um golpe ou outro, você perder tudo o que tem, lembre-se:

Nada, nem ninguém, pode destruir a sua capacidade de realização.

Viva de maneira que cada vitória sua seja uma conquista e exemplo para muitas pessoas.

Uma mentalidade miserável cria um mundo miserável.

Comportamentos generosos
criam um mundo de amor.